Apelidos na infância podem trazer reflexos negativos para formação psicológica da criança

Os apelidos podem surgir como uma maneira de diferenciar pessoas com mesmo nome, entre familiares ou até colegas. Podem ser apenas diminutivos ou abreviações. Até aí, tudo funciona bem. O reflexo dessa alcunha dada a uma criança, porém, pode não ser o mais positivo. O pediatra e membro do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do RS (SPRS), Renato Santos Coelho, faz o alerta da importância de se observar alguns detalhes a respeito.

– O apelido pode trazer um fortalecimento e estreitamento nas relações ou afastar e causar consequências psicológicas negativas. O que define os benefícios ou malefícios podem ser identificados no propósito, a forma como a pessoa em questão o recebe e da maneira como aqueles que colocam o apelido se referem a ele, se é de forma afetiva ou não – explica.

A orientação para os pais é terem atenção a essas questões, escutar a criança e se colocar no lugar dela. É importante buscar soluções para esses problemas em conjunto com a criança, porém, não ao ponto de fazer as coisas por ela. A dica mais antiga que é dada, para que se ignore o apelido e mostrar que não afeta, é tratada como algo fácil para se dizer, porém, difícil se fazer.

– Busque respostas junto com o seu filho, deixe ele achar as suas soluções e, assim permitir que ele saia de um diálogo com a sensação de que a resposta veio dele, ajudada pelo adulto que tem a função de proteger e educar. Defender a criança de forma aberta, lidando de frente com os amigos que insistem em usar o apelido, não é recomendado. Pode funcionar, mas também pode deixar a criança numa posição humilhante e com baixa autoestima – ressalta.

Os casos que ultrapassam a barreira da brincadeira e se tornam bullying, devem ser tratados como tal. Quando isso acontece é necessário iniciar um tratamento com ajuda da equipe de psicopedagogos da escola em conjunto com os pais.

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    • Pedro
    • 24 de fevereiro de 2018
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    O apelido pode ter raiz no maligno que permeia a humanidade. Eu pessoalmente há pouco tempo coloquei um apelido em alguém. Mas o Deus da misericórdia veio em meu socorro. Um conhecido que gostou e tentou embalar a coisa não teve comigo mesmo apoio. Algumas vezes “brincando” repetiu o apelido e eu simplesmente não dei corda. Resultado: morreu o apelido!. Doutra feita a vítima era eu próprio. Chega perto de mim um antigo conhecido, muitos anos ausente, dos nossos tempos de menino. Chega “brincando” tentando ressuscitar um apelido que ele mesmo tentou cravar em mim naquele tempos. Educadamente tratei-lhe com esmero com poucas palavras educadas e respeitosas. Deus assim me iluminou para que sua ficha caísse. Agora, quando o encontro, faz o mesmo e me chama respeitosamente pelo nome. Já escutei pessoas boníssimas totalmente inconscientes referindo a alguém com apelidos deprimentes simplesmente porque ouviram. Mas a gente tem uma arma: a oração. O mal sempre triunfa no mundo, mas a vitória final é do bem…:)

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