Brinquedos além do gênero para meninas e meninos brincarem

Embora ligada à questões mercadológicas, iniciativa de indústrias pode refletir de forma positiva no desenvolvimento das crianças
Uma mudança na indústria de brinquedos, ofertando artigos que tradicionalmente seriam designados para “brincadeiras de menina” ou para “brincadeiras de menino” de uma forma que possa atender ambos os gêneros, traz a oportunidade de quebrar tais paradigmas. Para o pediatra do Comitê de Desenvolvimento e Comportamento da Sociedade de Pediatria do RS (SPRS), Renato Santos Coelho, a iniciativa pode beneficiar no crescimento dos pequenos.
– Esta concepção de que meninos não poderiam brincar de bonecas e meninas não poderiam brincar de carrinho, ou que azul e rosa são determinantes para designar tais gêneros, foi passando de geração para geração e acabou se aceitando como natural. Mas um garoto brincar de boneca não o fará menos menino, ele pode aprender a cuidar de pessoas, assim como a menina pode vir a ser uma piloto ou até mesmo motorista e nem por isso será menos mulher – destacou Coelho.
A designação de cores para determinar meninos e meninas, ainda é muito forte, segundo o pediatra. A atitude, porém, pode ser negativa para as crianças, visto que se está colocando no brinquedo ou na roupa uma certa preocupação dos pais em reforçar o sexo biológico ao gênero, podendo prejudicar os pequenos.
Por parte da indústria, embora Renato Santos Coelho considere a medida positiva, ele ressalta que pode tratar-se muito mais de uma questão mercadológica momentânea do que algo relacionado à filosofia das empresas.
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