Embargo da UE afetará 9% das exportações gaúchas de frango

A proibição a 20 frigoríficos brasileiros de vender carne de frango à União Europeia impactará em 9% das exportações gaúchas do produto. O percentual refere-se ao volume embarcado a países do bloco por duas unidades da BRF instaladas no norte do Estado: em Marau e Serafina Corrêa – ambas desabilitadas para o mercado europeu.

A decisão, anunciada ontem pela Comissão Europeia, deverá ser publicada dentro de 15 dias, quando passará a ter validade. Em nota, o órgão atribuiu a medida a “deficiências detectadas no sistema de controle oficial brasileiro”.

O embargo é desdobramento da Operação Trapaça, deflagrada em março e que teve como alvo a investigação de um suposto esquema de fraudes na BRF – maior exportadora de carne de frango do país, dona das marcas Sadia e Perdigão. Das 20 unidades atingidas, 12 são da companhia e oito de empresas e cooperativas de Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo. No Rio Grande do Sul, a BRF domina 40% do mercado de produção de carne de frango. As duas unidades descredenciadas somam 4,4 mil funcionários.

Além do problema logístico, o embargo significará prejuízos à BRF. Enquanto o quilo do peito de frango é exportado a US$ 3,70 (equivalente a R$ 12,50 na cotação atual do dólar), no mercado brasileiro o mesmo produto é vendido a R$ 4 o quilo.

– A UE representa uma margem importante para as empresas brasileiras. O impacto não é apenas no volume si, mas na remuneração – afirma Cláudia Santana, auditora federal agropecuária do setor de aves e ovos do Ministério da Agricultura no Estado.

A Associação Brasileira de Proteína Animal considera infundada a decisão tomada pelo bloco europeu e a vê como medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública.

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