Mais de 5 toneladas de alimentos irregulares são apreendidas no RS

Mais de 5 toneladas de alimentos vendidos de forma irregular foram apreendidas nas cidades de Erechim e Aratiba, no Norte do Rio Grande do Sul. Em alguns casos, a data de validade dos produtos era alterada em mais de um ano. Duas pessoas foram presas pela adulteração de rótulos.

Foram encontradas ainda fezes de ratos e baratas próximas dos alimentos. Quatro estabelecimentos comerciais foram interditados e só poderão voltar a funcionar depois de uma nova vistoria.

Em um único dia de fiscalização, foram apreendidos 3 toneladas de alimentos impróprios para consumo na cidade de Erechim. Os alimentos foram recolhidos em cinco estabelecimentos, onde foram apreendidos laticínios, carnes, massas, produtos de panificação e até cigarros, todos com alguma irregularidade.

“A gente espera que daqui para frente os estabelecimentos comecem a se adequar, exatamente para evitar que esse tipo de situação aconteça, porque a população está em risco, se alimentando com produtos que não estão adequados para o consumo”, diz a promotora Karina Denicol.

Em Aratiba, cidade de 6 mil habitantes localizada a cerca de 37 quilômetros de Erechim, outros cinco estabelecimentos passaram por inspeção, que resultaram na apreensão de 2,5 toneladas de material impróprio para o consumo foram apreendidas. Duas pessoas foram presas.

“Em algumas situações, encontramos produtos vencidos desde julho de 2016. O mesmo estabelecimento trocou por uma uma nova etiqueta, prolongando em um ano e meio o vencimento”, afirma o promotor de Defesa do Consumidor, Alcindo Luz Bastos da Silva.

A ação faz parte de uma força-tarefa do Programa de Segurança Alimentar, que envolve o Ministério Público, as secretarias estaduais de Agricultura e Saúde, além da vigilância Sanitária do estado e dos municípios onde ocorreu a fiscalização, e das policiais civil e militar. A ação já foi realizada em 60 municípios.

O que alegam os estabelecimentos
A rede de restaurantes Bomdaki disse que nehum produto recolhido estava vencido ou conservado de forma incorreta. O único problema seria o da rotulagem dos produtos.

A Associação dos Agricultores Familiares de Aratiba (Copall) fiz que todos os produtos têm origem em agroindústrias legalizadas e inspecionadas, e que foram encontrados problemas na rotulagem e fluxo dos produtos.

A churrascaria Espeto de Prata diz que sempre trabalhou com carnes selecionadas e de boa procedência, e que nunca usou produtos com prazo de validade vencido ou adulterado.

A Casa do Salame argumentou que os produtos apreendidos não seriam vendidos.

O Mercado Valsôler informou que vai repensar a venda dos produtos com problemas. A Padaria Engel e os mercados Progresso e Adelene não quiseram se manifestar.

Não foi possível fazer contato com o açougue da Luz e com o Mercado Gauchinho.

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