Nota – Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) considerou ofensiva e inapropriada a manifestação do novo diretor executivo da Geap Saúde. Em entrevista para imprensa, Roberto Sérgio Fontenele Candido disse que os médicos “roubam” os planos de saúde através de superfaturamento de preços de serviços e de procedimentos. A acusação é grave, pois acusa os milhares de médicos de todo o país de exercerem a profissão sob condutas ilícitas.
Para qualificar o atendimento médico no país é preciso responsabilidade e seriedade no trabalho. A AMRIGS, como entidade associativa médica, prega total transparência e correção em qualquer atividade profissional. Acusar, no entanto, sem a devida comprovação, é um crime contra toda a categoria médica que cumpre com excelência o seu papel na sociedade brasileira, mesmo diante de condições extremamente difíceis. O país enfrenta uma grave crise na saúde dedicando recursos escassos para o setor e condições de trabalho inadequadas para prática do exercício profissional. Mesmo assim, médicos se esmeram para superar todas as dificuldades.
Além disso, todos são sabedores da difícil situação financeira que a Geap vive precisando de R$ 130 milhões até junho sob risco de entrar em liquidação judicial pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Não nos parece que os médicos são os responsáveis pela sua incompetência de gestão, tendo em vista que o trabalho médico representa menos de 8% dos custos das operadoras de saúde. Atitudes como esta, infelizmente, não ajudam em nada. Pelo contrário, prejudicam ainda mais a Geap ao difamar a categoria médica brasileira.
Presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)
Alfredo Floro Cantalice Neto

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