Qualidade do ar interior evita doenças e garante bem-estar pessoal durante o inverno

Ambientes fechados são propícios para a reprodução de partículas que interferem na saúde humana.

As baixas temperaturas do inverno favorecem o surgimento de doenças respiratórias como gripe, pneumonia, sinusite e reações alérgicas. Garantir a qualidade do ar interior, com renovação do clima e manutenção da temperatura e do sistema de ar condicionado, é a principal forma de se evitar a proliferação destas patologias.
O convívio em ambientes fechados pode gerar um composto químico conhecido como dióxido de carbono (CO2) que afeta diretamente o bem-estar das pessoas, conforme aponta o engenheiro mecânico e integrante do Conselho Fiscal da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, Cesar Augusto Jardim de Santi.
– Ao inspirar e expirar as pessoas produzem uma certa quantidade de CO2 que, após algum tempo e sem a renovação do ar no ambiente, pode tornar-se nocivo, fazendo com que as pessoas sintam-se cansadas, com sono, sofram uma queda de produção e, ainda, podem contrair uma doença respiratória devido a redução de imunidade pelo gás produzido entre elas – explica Santi.
A renovação do ar interior, previsto em normas regulamentadoras, deve estar contemplada no projeto do sistema de ar condicionado central e, no caso de ambientes domésticos, que utilizam o split, o recomendado é deixar uma fresta na janela.
– Os ambientes fechados favorecem a circulação de particulados (poeira, ácaros e esporos de plantas) que podem interferir na saúde humana. Desta forma, é importante garantir que os aparelhos estejam em dia, visto que eles distribuem e faze , circular o ar no ambiente – complementa o associado da ASBRAV.
O ajuste de temperatura também deve ser levado em consideração. Santi destaca que a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que o ideal é entre 21° e 23°, tanto no inverno quanto no verão.
– Esta faixa deixa o ser humano em um ambiente confortável tanto no trabalho como na convivência domiciliar. Se a pessoa sente-se tentada a utilizar uma temperatura mais alta e está neste espaço há três ou quatro horas e sai à rua numa temperatura de 10º, ela pode sofrer um choque térmico – finaliza Cesar de Santi.
Com o objetivo de expandir as informações a respeito da qualidade do ar interior, a ASBRAV disponibiliza um guia de climatização em ambientes não residenciais em seu site: asbrav.org.br/download/.
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