{"id":34295,"date":"2020-09-25T12:17:09","date_gmt":"2020-09-25T15:17:09","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=34295"},"modified":"2020-09-25T12:17:09","modified_gmt":"2020-09-25T15:17:09","slug":"setembro-verde-e-dedicado-a-prevencao-do-cancer-de-intestino","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/setembro-verde-e-dedicado-a-prevencao-do-cancer-de-intestino\/","title":{"rendered":"Setembro verde \u00e9 dedicado a preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de intestino"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) alerta para a import\u00e2ncia de cuidados preventivos que ajudam a reduzir os riscos<\/em><\/p>\n<p>O Brasil registra, a cada ano, 36,3 mil novos casos de c\u00e2ncer de c\u00f3lon e reto (tamb\u00e9m chamado de c\u00e2ncer do intestino ou colorretal), segundo estimativas do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca). S\u00e3o 16,83 casos novos a cada 100 mil homens e 17,90 para cada 100 mil mulheres. \u00c9 o terceiro tipo de c\u00e2ncer mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. Acomete o intestino grosso que \u00e9 dividido entre c\u00f3lon e reto<\/p>\n<p>Diferentes tipos de c\u00e2ncer apresentam diferentes fatores de risco. Existe os fatores de risco modific\u00e1veis, com suspens\u00e3o tabagismo e dieta rica em fibras e os n\u00e3o modific\u00e1veis como idade e hist\u00f3rico familiar.<\/p>\n<p>\u201cOs fatores de risco podem influenciar o desenvolvimento do c\u00e2ncer, mas a maioria n\u00e3o causa diretamente a doen\u00e7a. Ter um fator de risco ou mesmo v\u00e1rios, n\u00e3o significa que voc\u00ea vai ter a doen\u00e7a. Muitas pessoas com c\u00e2ncer colorretal n\u00e3o tem fator de risco conhecido.<br \/>\nFatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver c\u00e2ncer colorretal: obesidade, sedentarismo, dieta rica em carnes vermelhas, processadas, tabagismo, alcoolismo, idade acima de 45 anos, hist\u00f3ria pessoal de p\u00f3lipos ou c\u00e2ncer colorretal, hist\u00f3ria familiar de c\u00e2ncer colorretal, s\u00edndromes heredit\u00e1rias\u201d, explica a m\u00e9dica coloproctologista, Ornella Cassol.<\/p>\n<p>O tratamento depende do est\u00e1gio da doen\u00e7a e da localiza\u00e7\u00e3o do tumor. As les\u00f5es iniciais podem ser removidas por colonoscopia. Os tumores s\u00e3o tratados por cirurgia, aberta ou videolaparosc\u00f3pica e quando necess\u00e1rio os tratamentos s\u00e3o complementados com quimioterapia e radioterapia, dependendo do estadiamento.<\/p>\n<p>\u201cA colonoscopia \u00e9 um exame realizado por um aparelho de fibra \u00f3tica, longo (180 cm) e flex\u00edvel que \u00e9 introduzido atrav\u00e9s do \u00e2nus e permite a visualiza\u00e7\u00e3o completa do reto e do c\u00f3lon. Essa visualiza\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s de uma c\u00e2mera inserida na extremidade do colonosc\u00f3pio, cuja imagem \u00e9 enviada para um monitor, permitindo assim, a an\u00e1lise simult\u00e2nea do interior do c\u00f3lon. O equipamento tamb\u00e9m permite a inser\u00e7\u00e3o de outros instrumentos especiais para a remo\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis p\u00f3lipos ou bi\u00f3psias. O exame \u00e9 feito sob seda\u00e7\u00e3o e analgesia e permite que o m\u00e9dico examine detalhadamente o c\u00f3lon. Os riscos do exame est\u00e3o vinculados ao sangramento depois da retirada de p\u00f3lipos, bi\u00f3psias e perfura\u00e7\u00e3o intestinal\u201d, completa a m\u00e9dica que \u00e9 membro do corpo Cl\u00ednico do Hospital de Cl\u00ednica de Passo Fundo e Hospital Cristo Redentor de Marau; membro Titular Gediib (Grupo de Estudos da Doen\u00e7a Inflamat\u00f3ria Intestinal do Brasil); coordenadora da Comiss\u00e3o interior RS do Gediib e professora do curso de Medicina da IMED.<\/p>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o passa por h\u00e1bitos saud\u00e1veis de vida. Nenhum alimento ou dieta pode evitar que a pessoa desenvolva um c\u00e2ncer, mas uma boa alimenta\u00e7\u00e3o pode diminuir as chances de aparecimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Atividade F\u00edsica \u00e9 fundamental<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 importante observar a atividade f\u00edsica. O aumento do n\u00edvel de atividade f\u00edsica reduz o risco de c\u00e2ncer colorretal e p\u00f3lipos. A atividade regular moderada reduz o risco, mas a atividade vigorosa pode ter um benef\u00edcio ainda maior. Aumentar a intensidade e a quantidade da atividade f\u00edsica pode ajudar a reduzir o risco. Em geral, as dietas ricas em vegetais, frutas e gr\u00e3os integrais, com pouca carne vermelha ou processada, est\u00e3o associadas a um menor risco de c\u00e2ncer colorretal. Estudos mostram que h\u00e1 liga\u00e7\u00e3o entre carnes vermelhas ou carnes processadas e o aumento do risco de c\u00e2ncer colorretal. Limitar o consumo de carnes vermelhas e processadas e ingerir maiores quantidades de vegetais e frutas pode ajudar a diminuir o risco da doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Pris\u00e3o de Ventre<\/strong><\/p>\n<p>Alguns sintomas do c\u00e2ncer colorretal merecem aten\u00e7\u00e3o, como qualquer altera\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito intestinal, diarreia e pris\u00e3o de ventre alternados, por exemplo. No entanto, independentemente dos sintomas, \u00e9 fundamental e imprescind\u00edvel que o paciente busque acompanhamento profissional m\u00e9dico. Afinal, esses sinais tamb\u00e9m podem indicar hemorroidas, verminose, \u00falcera g\u00e1strica e outros problemas n\u00e3o relacionados ao c\u00e2ncer. O tempo indicado para regular o intestino com uso de medicamentos depende muito de cada paciente.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Reda\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o: Marcelo Matusiak<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) alerta para a import\u00e2ncia de cuidados preventivos que ajudam a reduzir os riscos O Brasil registra, a cada ano, 36,3 mil novos casos de c\u00e2ncer de c\u00f3lon e reto (tamb\u00e9m chamado de c\u00e2ncer do intestino ou colorretal), segundo estimativas do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca). 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