{"id":36406,"date":"2021-01-04T15:21:33","date_gmt":"2021-01-04T18:21:33","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=36406"},"modified":"2021-01-04T15:26:49","modified_gmt":"2021-01-04T18:26:49","slug":"informacoes-sobre-as-novas-variantes-da-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/informacoes-sobre-as-novas-variantes-da-covid-19\/","title":{"rendered":"Informa\u00e7\u00f5es sobre as novas variantes da Covid-19"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>A comunidade internacional est\u00e1 preocupada com o surgimento, no Reino Unido e na \u00c1frica do Sul, de diferentes variantes do v\u00edrus SARS-CoV-2 (causdor da atual pandemia de covid-19). Segundo os primeiros dados, estas s\u00e3o mais contagiosas.<\/p>\n<p><strong>O que s\u00e3o essas variantes?<\/strong><br \/>\nTodos os v\u00edrus sofrem muta\u00e7\u00f5es, ou seja, se modificam quando se replicam. O SARS-CoV-2 j\u00e1 sofreu in\u00fameras varia\u00e7\u00f5es desde sua apari\u00e7\u00e3o, mas geralmente sem consequ\u00eancias. No entanto, algumas muta\u00e7\u00f5es podem favorecer sua sobreviv\u00eancia, por exemplo, se alcan\u00e7arem um cont\u00e1gio maior.<\/p>\n<p>A variante B.1.1.7, chamada agora VOC 202012\/01, foi detectada em novembro no Reino Unido, ap\u00f3s se desenvolver \"provavelmente\" em setembro no sudeste da Inglaterra, segundo o Imperial College de Londres. Depois de se propagar rapidamente nesse pa\u00eds, a variante foi detectada em outras dezenas de pa\u00edses, dos Estados Unidos \u00e0 Coreia do Sul, passando pela \u00cdndia, Fran\u00e7a e Dinamarca.<\/p>\n<p>A maioria dos casos foram importados do Reino Unido, mas alguns n\u00e3o t\u00eam nenhuma rela\u00e7\u00e3o comprovada com esse pa\u00eds, como \u00e9 o caso da Dinamarca, com 86 pacientes identificados. A variante 501.V2, agora predominante na \u00c1frica do Sul, foi detectada por l\u00e1 em outubro e localizada em outros pa\u00edses como Reino Unido e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, o n\u00famero de casos de ambas as variantes est\u00e1 subestimado no momento. As duas apresentam v\u00e1rias muta\u00e7\u00f5es das quais uma, a N501Y, afeta a prote\u00edna \"spike\" do coronav\u00edrus, uma ponta que serve para se prender ao receptor ACE2 das c\u00e9lulas humanas e penetr\u00e1-las.<\/p>\n<p>Esta muta\u00e7\u00e3o aumenta as capacidades de ades\u00e3o do v\u00edrus ao receptor ACE2. Embora \"n\u00e3o exista nenhuma rela\u00e7\u00e3o claramente estabelecida entre a ades\u00e3o ao ACE2 e uma maior transmiss\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que exista\", de acordo com o Centro Europeu de Preven\u00e7\u00e3o e Controle de Doen\u00e7as (ECDC).<\/p>\n<p><strong>Mais transmiss\u00edveis?<\/strong><br \/>\nV\u00e1rios estudos cient\u00edficos, baseados principalmente em an\u00e1lises de modelos e ainda n\u00e3o avaliados por outros especialistas de acordo com o protocolo cient\u00edfico, concluem que a variante brit\u00e2nica \u00e9 muito mais transmiss\u00edvel, o que confirma a avalia\u00e7\u00e3o inicial do grupo de pesquisadores NERVTAG, que assessora o governo brit\u00e2nico e que estimou a diferen\u00e7a entre +50% e +70%.<\/p>\n<p>Desta maneira, segundo os c\u00e1lculos da London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSHTM), a variante brit\u00e2nica seria entre 50-74% mais contagiosa. Para o Imperial College de Londres, que analisou milhares de genomas do v\u00edrus SARS-CoV-2, a capacidade de cont\u00e1gio \u00e9 entre 50-75% maior e a taxa de reprodu\u00e7\u00e3o (R) \u00e9 de entre 0,4 e 0,7 maior que o v\u00edrus habitual.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es preliminares sobre a variante sul-africana tamb\u00e9m mostram uma maior transmiss\u00e3o, mas h\u00e1 menos dados dispon\u00edveis. Na aus\u00eancia de resultados conclusivos, alguns especialistas se mostram cautelosos. \"Temos que ser prudentes. A incid\u00eancia \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que leva em conta as caracter\u00edsticas do v\u00edrus, mas tamb\u00e9m as medidas de preven\u00e7\u00e3o e de controle aplicadas\" para combater a Covid-19, indica \u00e0 AFP Bruno Coignard, diretor de doen\u00e7as infecciosas da ag\u00eancia de sa\u00fade francesa Sant\u00e9 Publique France.<\/p>\n<p><strong>Mais perigosas?<\/strong><br \/>\n\"Nenhuma informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel indica que as infec\u00e7\u00f5es dessas cepas sejam mais graves\", diz o ECDC. Mas o risco \"\u00e9 alto em termos de hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes\". Al\u00e9m disso, \"um maior cont\u00e1gio equivale eventualmente a uma incid\u00eancia muito mais forte e, portanto, a uma press\u00e3o mais significativa sobre o sistema de sa\u00fade, mesmo que a letalidade (das variantes) seja a mesma\", segundo Coignard.<\/p>\n<p>Uma variante do SARS-CoV-2 que fosse \"50% mais transmiss\u00edvel representaria um problema maior que uma variante 50% mais mortal\", disse no Twitter o epidemiologista brit\u00e2nico Adam Kucharski, com base em uma evid\u00eancia estat\u00edstica: com uma taxa de reprodu\u00e7\u00e3o de 1,1, uma taxa de mortalidade de 0,8% e 10.000 pessoas infectadas, em um m\u00eas haveria 129 mortes. Mas se a taxa de cont\u00e1gio aumentasse para 50%, o n\u00famero de mortos aumentaria para 978.<\/p>\n<p>Por outro lado, os primeiros estudos da variante brit\u00e2nica sugerem que ela \u00e9 mais contagiosa do que a cepa habitual entre os jovens com menos de 20 anos, levantando a quest\u00e3o do fechamento de escolas. O estudo da LSHTM estima, portanto, que as medidas tomadas em novembro durante o confinamento no Reino Unido n\u00e3o seriam eficazes para controlar a epidemia, a \"menos que escolas, faculdades e universidades tamb\u00e9m fossem fechadas\".<\/p>\n<p><strong>Afetam a efic\u00e1cia das vacinas?<\/strong><br \/>\n\"Por enquanto, n\u00e3o possu\u00edmos informa\u00e7\u00f5es suficientes para dizer\" que essas variantes representam \"um risco para a efic\u00e1cia das vacinas\", estima o ECDC.<\/p>\n<p>No entanto, com os dados dispon\u00edveis, \"os especialistas acreditam que as vacinas atuais ser\u00e3o eficazes contra essas cepas\", declarou na quarta-feira Henry Walke, do Centro de Preven\u00e7\u00e3o e Combate \u00e0s Doen\u00e7as dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O laborat\u00f3rio alem\u00e3o BioNTech, criador junto com a Pfizer da primeira vacina contra a covid-19 autorizada no mundo, garantiu que, caso necess\u00e1rio, poderia fornecer um novo produto em \"seis semanas\" para responder a uma muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Como enfrentar as variantes?<\/strong><br \/>\nComo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel evitar a propaga\u00e7\u00e3o dessas variantes, o objetivo \u00e9 \"atras\u00e1-las\" ao m\u00e1ximo, segundo Coignard. O ECDC recomenda aos pa\u00edses afetados que tomem medidas semelhantes \u00e0s do in\u00edcio da pandemia, como a limita\u00e7\u00e3o de viagens e os testes em pessoas procedentes de \u00e1reas de risco. Pede tamb\u00e9m o controle da incid\u00eancia dessas variantes, multiplicando o sequenciamento dos v\u00edrus.<\/p>\n<p>Alguns testes PCR tamb\u00e9m podem apontar a presen\u00e7a da variante brit\u00e2nica para seguir posteriormente ao sequenciamento da amostra, de acordo com o epidemiologista Arnaud Fontanet, membro do conselho cient\u00edfico que assessora o governo franc\u00eas.<\/p>\n<p>Individualmente, \"devemos ser ainda mais rigorosos com as medidas de preven\u00e7\u00e3o\", alerta o doutor Walke, em alus\u00e3o \u00e0 higiene das m\u00e3os, uso de m\u00e1scaras, entre outras atitudes.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Fonte: Correio do Povo<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" width=\"640\" height=\"360\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comunidade internacional est\u00e1 preocupada com o surgimento, no Reino Unido e na \u00c1frica do Sul, de diferentes variantes do v\u00edrus SARS-CoV-2 (causdor da atual pandemia de covid-19). 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