{"id":40115,"date":"2021-06-23T14:38:20","date_gmt":"2021-06-23T17:38:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=40115"},"modified":"2021-06-23T14:38:20","modified_gmt":"2021-06-23T17:38:20","slug":"mortalidade-infantil-no-rio-grande-do-sul-tem-queda-de-5-entre-2010-e-2019","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/mortalidade-infantil-no-rio-grande-do-sul-tem-queda-de-5-entre-2010-e-2019\/","title":{"rendered":"Mortalidade infantil no Rio Grande do Sul tem queda de 5% entre 2010 e 2019"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>Entre 2010 e 2019, a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) do Rio Grande do Sul apresentou uma queda de 5%, passando de 11,2 para 10,6 a cada mil nascidos vivos. O decl\u00ednio no per\u00edodo analisado se deu, principalmente, por conta da redu\u00e7\u00e3o nos \u00f3bitos das crian\u00e7as entre 28 e 364 dias, que caiu de 3,7 para 3 a cada mil nascidos vivos. Na mortalidade neonatal, de crian\u00e7as entre zero e 27 dias, a taxa oscilou de 7,5 para 7,6 por mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>O panorama sobre a mortalidade infantil no Estado pelas suas Regi\u00f5es de Sa\u00fade foi divulgado nesta quarta-feira (23\/6) pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE), vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (SPGG).<\/p>\n<p>Conforme o recorte do estudo, na compara\u00e7\u00e3o com outros Estados do pa\u00eds, o Rio Grande do Sul ocupa a quarta posi\u00e7\u00e3o no ranking das menores taxas de mortalidade infantil em 2019, atr\u00e1s apenas do Distrito Federal (8,5 por mil), Santa Catarina (9,6 por mil) e Paran\u00e1 (10,3 por mil). A m\u00e9dia nacional no \u00faltimo ano analisado era de 12,4 por mil nascidos vivos.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de 2019, apesar de representarem uma queda na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro ano pesquisado, tiveram uma alta em rela\u00e7\u00e3o a 2018, quando o indicador registrou a m\u00ednima hist\u00f3rica de 9,8 por mil nascidos vivos no Estado.<\/p>\n<p>\"O acompanhamento da taxa de mortalidade infantil pode ser entendido como oportunidade para o desenvolvimento de estrat\u00e9gias preventivas direcionadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do risco de \u00f3bito no primeiro ano de vida, por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas \u00e0 sa\u00fade das crian\u00e7as\", explica a pesquisadora do DEE Marilyn Agranonik, respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o do estudo.<\/p>\n<p><strong>Mortalidade infantil por regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Entre as 30 Regi\u00f5es de Sa\u00fade do Rio Grande do Sul, a Entre Rios, que abrange munic\u00edpios como Santiago e Cacequi, apresentou a menor TMI do Estado (6,4 por mil nascidos vivos), seguida da Botucara\u00ed, de cidades como Soledade e Barros Cassal, com 6,6 por mil, e Uvas e Vales, de Farroupilha e Bom Princ\u00edpio, com 7 por mil.<\/p>\n<p>Na ponta de baixo do ranking, as regi\u00f5es com maiores taxas de mortalidade infantil foram as do Pampa, que engloba cidades como Bag\u00e9 e Dom Pedrito (16,6 por mil), Bons Ventos, que inclui Tramanda\u00ed e Santo Ant\u00f4nio da Patrulha (15 por mil), e Campos de Cima da Serra, de Bom Jesus e Vacaria (14,5 por mil).<\/p>\n<p>Entre as observa\u00e7\u00f5es do estudo est\u00e1 a alta na TMI nas regi\u00f5es que apresentavam as menores taxas em 2010, como em Sa\u00fade Vale da Luz, que engloba cidades como Estrela e Taquari (de 7,4 por mil em 2010 para 9,6 por mil em 2019), Carbon\u00edfera, que inclui Arroio dos Ratos e Buti\u00e1 (de 7,9 para 8,5 por mil), e Santa Cruz do Sul (de 8,4 para 12,5 por mil).<\/p>\n<p>Nas Regi\u00f5es de Sa\u00fade das cidades mais populosas do Rio Grande do Sul, a de Porto Alegre, passou de 11 para 10,1 por mil nascidos vivos entre 2010 e 2019. A regi\u00e3o que inclui Caxias do Sul passou de 12,4 para 10,3 por mil e a de Pelotas, de 13,6 para 12,8 por mil nascidos vivos.<\/p>\n<p><strong>Neonatal e p\u00f3s-neonatal<\/strong><\/p>\n<p>Ao dividir os componentes da Taxa de Mortalidade Infantil, o estudo do DEE indica a perda de posi\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul ao se analisar apenas a mortalidade infantil neonatal, de crian\u00e7as entre zero e 27 dias. Entre 2010 e 2018, o Estado se revezava com Santa Catarina entre o primeiro e o segundo lugar entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o com menores taxas, mas os n\u00fameros de 2019 (7,6 por mil nascidos vivos) levaram a uma queda para a oitava posi\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s do Distrito Federal, Santa Catarina, Esp\u00edrito Santo, Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1, Rond\u00f4nia e Tocantins.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mortalidade p\u00f3s-neonatal, de crian\u00e7as entre 28 e 364 dias, o Estado tem a terceira menor taxa do pa\u00eds (3 por mil), empatado com o Paran\u00e1 e atr\u00e1s do Distrito Federal e de Santa Catarina. Em ambos os casos, o Rio Grande do Sul continua com n\u00fameros melhores do que os da m\u00e9dia nacional, que \u00e9 de 8,6 por mil nascidos vivos (neonatal) e 3,8 por mil nascidos vivos (p\u00f3s-neonatal).<\/p>\n<p>\"Os resultados s\u00e3o um alerta para uma poss\u00edvel mudan\u00e7a de tend\u00eancia nas taxas de mortalidade infantil e seus componentes, mas \u00e9 necess\u00e1ria uma an\u00e1lise por um per\u00edodo maior de tempo para que se possa verificar se esses aumentos ser\u00e3o mantidos ou se ser\u00e3o apenas oscila\u00e7\u00f5es ocasionais\", conclui Marilyn.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Texto: Vagner Benites\/Ascom SPGG<\/strong><br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o: Vitor Necchi\/Secom<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 2010 e 2019, a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) do Rio Grande do Sul apresentou uma queda de 5%, passando de 11,2 para 10,6 a cada mil nascidos vivos. 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