{"id":44747,"date":"2022-01-25T15:07:01","date_gmt":"2022-01-25T18:07:01","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=44747"},"modified":"2022-01-25T15:07:01","modified_gmt":"2022-01-25T18:07:01","slug":"jovens-de-ate-29-anos-ocupam-884-dos-empregos-formais-criados-no-estado-em-12-meses","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/jovens-de-ate-29-anos-ocupam-884-dos-empregos-formais-criados-no-estado-em-12-meses\/","title":{"rendered":"Jovens de at\u00e9 29 anos ocupam 88,4% dos empregos formais criados no Estado em 12 meses"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Boletim de Trabalho do RS publicou os dados<\/em><\/p>\n<p>Dos 154,3 mil novos v\u00ednculos formais de trabalho criados no Rio Grande do Sul entre novembro de 2020 e novembro de 2021, 88,4% foram preenchidos por jovens com at\u00e9 29 anos de idade. A faixa et\u00e1ria entre 18 e 24 anos foi a respons\u00e1vel pelo maior percentual (55,8%), seguido da faixa at\u00e9 18 anos (19,1%) e dos (as) adultos (as) entre 25 e 29 anos (13,1%). Na outra ponta et\u00e1ria, a popula\u00e7\u00e3o de 50 a 64 anos (-5,8%) e de 65 anos ou mais (-2,8%) teve saldos negativos de empregos formais, reduzindo sua presen\u00e7a nesse mercado ao longo do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Em novembro de 2021, o n\u00famero total de v\u00ednculos formais de trabalho no RS atingiu um estoque de 2,63 milh\u00f5es de postos, um aumento de 6,2% em rela\u00e7\u00e3o a novembro de 2020. A varia\u00e7\u00e3o percentual ficou abaixo da registrada no pa\u00eds (7,3%), e em 24\u00ba lugar no ranking dos Estados brasileiros, \u00e0 frente de Rond\u00f4nia, Rio de Janeiro e Sergipe.<\/p>\n<p>Estes dados relativos ao emprego formal e ao mercado de trabalho do Rio Grande do Sul est\u00e3o no Boletim de Trabalho do RS [https:\/\/dee.rs.gov.br\/boletim-trabalho], publica\u00e7\u00e3o do Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE), vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (SPGG), divulgados nesta ter\u00e7a-feira (25\/1). O documento, elaborado pelos pesquisadores Raul Bastos e Guilherme Xavier Sobrinho, \u00e9 produzido com foco no Estado a partir de informa\u00e7\u00f5es da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) e do Novo Caged, do Minist\u00e9rio da Economia.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 escolaridade dos ocupantes dos novos empregos, 59,3% tinham Ensino M\u00e9dio completo, enquanto 54,1% do total era representado por mulheres. Conforme o estudo do DEE\/SPGG, esses dados relativos aos empregos formais gerados em 12 meses contrastam com os do estoque de empregos ao final de 2020, apurados em outra pesquisa (Rais), tamb\u00e9m do Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia. Nela, as mulheres ocupavam 46,2% do total de v\u00ednculos formais de trabalho, e os jovens de at\u00e9 29 anos detinham 28,1% de participa\u00e7\u00e3o no total.<\/p>\n<p>\"O vi\u00e9s et\u00e1rio na expans\u00e3o do emprego formal merece especial aten\u00e7\u00e3o, uma vez que o emprego dos mais jovens se associa a remunera\u00e7\u00f5es mais baixas, contratos menos duradouros e engajamento de indiv\u00edduos com pouca experi\u00eancia no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es\", pondera o pesquisador Guilherme Xavier Sobrinho.<\/p>\n<p><strong>Emprego formal por setor<\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao mercado formal de trabalho por setor, a Ind\u00fastria conquistou a maior varia\u00e7\u00e3o percentual no n\u00famero de empregos entre novembro de 2020 e novembro de 2021, com uma expans\u00e3o de 7,7%, seguida pelo Com\u00e9rcio (+6,4%), Servi\u00e7os (+5,7%), Constru\u00e7\u00e3o (+4,3%) e Agropecu\u00e1ria (+3,9%).<\/p>\n<p>Mesmo com um percentual de crescimento abaixo da m\u00e9dia de todos os setores, os Servi\u00e7os, principal setor na estrutura do emprego, geraram o maior n\u00famero absoluto de novos v\u00ednculos. Numa classifica\u00e7\u00e3o em 21 segmentos da economia, a Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o, a mais significativa na economia do RS, tinha em novembro de 2021 o maior estoque de empregos formais do Estado, com 669.742 postos, uma alta de 8,1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior, seguida de perto pelo segmento de Com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas (633.856; +6,4%). Os dois juntos representaram a cria\u00e7\u00e3o de 88.031 empregos formais no per\u00edodo, metade do total do Estado.<\/p>\n<p>Dentro da Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o, o destaque em n\u00fameros absolutos de novos postos, nos 12 meses, foi para a Fabrica\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e equipamentos, com mais 10.332 v\u00ednculos, seguido da Prepara\u00e7\u00e3o de couros e fabrica\u00e7\u00e3o de artefatos de couro, artigos para viagem e cal\u00e7ados, que somou mais 9.453 vagas, e da Fabrica\u00e7\u00e3o de produtos de metal (exceto m\u00e1quinas e equipamentos), com mais 5.956 postos.<\/p>\n<p><strong>Emprego formal por regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Considerando as vagas geradas em 12 meses (novembro de 2020 a novembro de 2021) e a divis\u00e3o do Estado em nove Regi\u00f5es Funcionais (RFs) para fins de planejamento, a RF 4, que abrange o Litoral Norte, liderou o aumento no estoque de empregos formais, com alta de 10,7% no per\u00edodo, seguida da RF 3, das regi\u00f5es da Serra, Hort\u00eansias e Campos de Cima da Serra, com 7,3%. A RF 5, da regi\u00e3o de Pelotas e Rio Grande, teve o percentual mais baixo de crescimento (+4,9%), seguida de perto pela RF 6, que abrange a Fronteira Oeste e a Campanha (+5,2%), regi\u00e3o com maior participa\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria na economia.<\/p>\n<p><strong>Jovens no mercado durante a pandemia<\/strong><\/p>\n<p>Um destaque especial do boletim mostra a evolu\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a dos jovens no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul durante a pandemia. O grupo da faixa et\u00e1ria entre 15 e 29 anos apresentou uma redu\u00e7\u00e3o na participa\u00e7\u00e3o, de 72,8% no quarto trimestre de 2019 para 67% no terceiro trimestre de 2020, retomando participa\u00e7\u00e3o desde ent\u00e3o, chegando a 71,3% no terceiro trimestre de 2021.<\/p>\n<p>Houve aumento na parcela de jovens que somente estudavam, de 18% no 4\u00ba trimestre de 2019 para 20,7% no 3\u00ba trimestre de 2020, com redu\u00e7\u00e3o para 18,7% no 3\u00ba trimestre de 2021, e dos que nem estudavam e nem participavam do mercado de trabalho de 9,2% no 4\u00ba trimestre de 2019 para 12,3% no 3\u00ba trimestre de 2020, voltando a reduzir para 10% no 3\u00ba trimestre de 2021. Conforme o boletim, esse segmento configura situa\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o social e teve no seu \u00e1pice, no 3\u00ba trimestre de 2020, 302 mil pessoas no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><strong>Aspectos b\u00e1sicos do mercado de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Considerando o mercado de trabalho como um todo, n\u00e3o apenas os empregos formais, o boletim traz dados relativos ao terceiro trimestre de 2021 com sinais positivos ao apontar a continuidade do retorno de pessoas \u00e0 for\u00e7a de trabalho e a redu\u00e7\u00e3o da taxa de desemprego no Estado. No entanto, essa recupera\u00e7\u00e3o vem acompanhada do aumento na taxa de informalidade, que segue em alta desde o terceiro trimestre de 2020, e de uma redu\u00e7\u00e3o no rendimento m\u00e9dio real dos trabalhadores, acentuado no segundo e no terceiro trimestres do ano passado.<\/p>\n<p>A Taxa de Participa\u00e7\u00e3o na For\u00e7a de Trabalho (TPFT), que indica a porcentagem de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais) que est\u00e3o ocupadas ou em busca de trabalho, chegou a 63,8% no terceiro trimestre \u2013 ante 63,4% do trimestre anterior e 60,8% do mesmo per\u00edodo de 2020.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o \u2013 percentual de pessoas ocupadas em v\u00ednculos formais e informais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas em idade de trabalhar \u2013, o indicador ficou em 58,5%, contra 54,4% do terceiro trimestre do ano passado. A taxa de desemprego registrada foi de 8,4% no terceiro trimestre de 2021 (10,5% no terceiro trimestre de 2020).<\/p>\n<p>A Taxa de Informalidade no mercado de trabalho do Rio Grande do Sul foi de 32,2% no terceiro trimestre de 2021, alta em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2020 (30,2%), acima da de Santa Catarina (26,6%) e de S\u00e3o Paulo (30,6%), mas abaixo da registrada no pa\u00eds (40,6%).<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real dos ocupados no Estado no terceiro trimestre de 2021 foi de R$ 2.730, abaixo dos R$ 2.784 do segundo trimestre e dos R$ 2.977 do mesmo trimestre do ano anterior, por\u00e9m acima da m\u00e9dia nacional (R$ 2.383).<\/p>\n<p><strong>Boletim de Trabalho do RS<\/strong><\/p>\n<p>Produzido pelo DEE, vinculado \u00e0 Subsecretaria de Planejamento da SPGG, o Boletim de Trabalho do RS oferece, trimestralmente, an\u00e1lises sobre o mercado de trabalho no Rio Grande do Sul, aprofundando, a cada edi\u00e7\u00e3o, algum aspecto referente \u00e0 for\u00e7a de trabalho e \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o, em dimens\u00f5es como o perfil demogr\u00e1fico dos trabalhadores, as diferentes formas de inser\u00e7\u00e3o no mercado e os rendimentos.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Texto: Vagner Benites\/Ascom SPGG<\/strong><br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o: Vitor Necchi\/Secom<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boletim de Trabalho do RS publicou os dados Dos 154,3 mil novos v\u00ednculos formais de trabalho criados no Rio Grande do Sul entre novembro de 2020 e novembro de 2021, 88,4% foram preenchidos por jovens com at\u00e9 29 anos de idade. A faixa et\u00e1ria entre 18 e 24 anos foi a respons\u00e1vel pelo maior percentual [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44748,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-44747","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44747"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44749,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44747\/revisions\/44749"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44748"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}