{"id":49894,"date":"2022-08-02T10:23:35","date_gmt":"2022-08-02T13:23:35","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=49894"},"modified":"2022-08-02T10:23:37","modified_gmt":"2022-08-02T13:23:37","slug":"amrigs-e-sociedade-gaucha-de-infectologia-manifestam-preocupacao-com-avanco-do-numero-de-casos-de-infeccao-pelo-virus-monkeypox","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/amrigs-e-sociedade-gaucha-de-infectologia-manifestam-preocupacao-com-avanco-do-numero-de-casos-de-infeccao-pelo-virus-monkeypox\/","title":{"rendered":"AMRIGS e Sociedade Ga\u00facha de Infectologia manifestam preocupa\u00e7\u00e3o com avan\u00e7o do n\u00famero de casos de infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Monkeypox"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><div>\n<div class=\"v1block-grid\">\n<div>\n<div class=\"v1col v1num12\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<p><em>Nota Conjunta: Sociedade Ga\u00facha de Infectologia (SGI) e Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"v1block-grid v1mixed-two-up\">\n<div>\n<div class=\"v1col v1num9\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<p>A not\u00edcia da confirma\u00e7\u00e3o da primeira morte por infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Monkeypox no Brasil acendeu o sinal de alerta entre as autoridades m\u00e9dicas. O caso foi registrado em Minas Gerais. O paciente, um homem de 41 anos com graves problemas de imunidade, estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, e morreu na quinta-feira (28\/07). O presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica do Rio Grande do Sul, Gerson Junqueira Jr, chama a aten\u00e7\u00e3o para o assunto.<\/p>\n<p><em>\"\u00c9 importante haver uma aten\u00e7\u00e3o especial, especialmente em pessoas com hist\u00f3ria de comorbidade pr\u00e9via e\/ou imunossupress\u00e3o. Estas complica\u00e7\u00f5es incluem pneumonia, encefalite, infec\u00e7\u00f5es bacterianas secund\u00e1rias\"<\/em>, afirma.<\/p>\n<p>Do in\u00edcio de janeiro ao fim de junho deste ano, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade contou mais de 7 mil casos da doen\u00e7a, confirmados com exames laboratoriais, em mais de 60 pa\u00edses.\u00a0<\/p>\n<p>A diretora de Comunica\u00e7\u00e3o da Sociedade Ga\u00facha de Infectologia (SGI), Rafaela Mafaciolli, salienta que a doen\u00e7a geralmente come\u00e7a com febre, seguida pelo desenvolvimento de m\u00faltiplas les\u00f5es papulares, vesicopustulosas e ulcerativas na face e no corpo; ainda associado a linfadenopatia proeminente.<\/p>\n<p><em>\"A infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Monkeypox geralmente \u00e9 autolimitada, com taxas de letalidade em torno de 1 a 10%\"<\/em>, destaca.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a ainda n\u00e3o tem uma vacina espec\u00edfica, mas tr\u00eas imunizantes existentes contra a var\u00edola tradicional podem ser usados para prote\u00e7\u00e3o contra a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Monkeypox. Alguns pa\u00edses j\u00e1 est\u00e3o aplicando, e segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a primeira remessa de vacinas deve chegar em setembro no Brasil.\u00a0 At\u00e9 esta quarta-feira (27\/07), o Brasil tinha 978 casos confirmados, em 15 estados e no Distrito Federal:<\/p>\n<p><strong>Entenda a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Monkeypox<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma doen\u00e7a rara e infecciosa causada pelo v\u00edrus Monkeypox. Trata-se de uma doen\u00e7a zoon\u00f3tica viral que ocorre principalmente em \u00e1reas de floresta tropical da \u00c1frica central e ocidental e ocasionalmente \u00e9 exportada para outras regi\u00f5es. Os meios de transmiss\u00e3o podem ser de animal contaminado para humano (por meio de mordidas, arranh\u00f5es, consumo e prepara\u00e7\u00e3o de carne contaminada, contato direto ou indireto com fluidos corporais ou material de les\u00f5es), ou de humano para humano (atrav\u00e9s de got\u00edculas respirat\u00f3rias - contato interpessoal prolongado - ou contato com fluidos corporais ou material da les\u00e3o).<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica se assemelha \u00e0 da var\u00edola cl\u00e1ssica, uma infec\u00e7\u00e3o relacionada ao ortopoxv\u00edrus que foi declarada erradicada mundialmente h\u00e1 mais de 40 anos. Ap\u00f3s per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o de 5-21 dias, a infec\u00e7\u00e3o pelo Monkeypox leva a um quadro inicial de febre, dor de cabe\u00e7a, dores musculares, exaust\u00e3o, e erup\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea (les\u00f5es se apresentam em v\u00e1rios est\u00e1gios, geralmente come\u00e7ando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo; as ves\u00edculas cicatrizam, assemelhando-se, portanto, a quadros de varicela (catapora) \u2013 s\u00e3o em geral m\u00faltiplas e melhoram entre 2-4 semanas). A principal diferen\u00e7a entre os sintomas \u00e9 que a var\u00edola provocada pelo v\u00edrus Monkeypox cursa com aumento dos g\u00e2nglios linf\u00e1ticos, diferentemente da var\u00edola cl\u00e1ssica. \u00c9 uma doen\u00e7a autolimitada, associada a uma mortalidade entre 1-10% (a cepa em espec\u00edfico tem sido associada, na popula\u00e7\u00e3o rural africana, a uma mortalidade de 1%).<\/p>\n<p><strong>Transmiss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Segundo nota t\u00e9cnica da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA), a Monkeypox \u00e9 transmitida principalmente por meio de contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais, les\u00f5es de pele ou mucosa de animais infectados.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o secund\u00e1ria, ou seja, de pessoa a pessoa, pode ocorrer por contato pr\u00f3ximo com secre\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias infectadas, les\u00f5es de pele de uma pessoa infectada ou com objetos e superf\u00edcies contaminadas.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o por got\u00edculas respirat\u00f3rias geralmente requer contato pessoal prolongado, o que coloca os profissionais de sa\u00fade, membros da fam\u00edlia e outros contatos pr\u00f3ximos de pessoas infectadas em maior risco. No entanto, a cadeia de transmiss\u00e3o documentada mais longa em uma comunidade aumentou nos \u00faltimos anos de 6 para 9 infec\u00e7\u00f5es sucessivas de pessoa a pessoa. Isso pode refletir o decl\u00ednio da imunidade em todas as comunidades devido \u00e0 cessa\u00e7\u00e3o da vacina\u00e7\u00e3o contra a var\u00edola.<\/p>\n<p>Embora o contato f\u00edsico pr\u00f3ximo, ou seja, contato \u00edntimo, seja um fator de risco observado na transmiss\u00e3o dos casos confirmados nos pa\u00edses n\u00e3o end\u00eamicos, a transmiss\u00e3o sexual nunca foi descrita. Desta forma, estudos s\u00e3o necess\u00e1rios para entender melhor esse risco.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o vertical ou durante o contato pr\u00f3ximo no p\u00f3s-parto tamb\u00e9m pode ocorrer. O per\u00edodo de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a se encerra quando as crostas das les\u00f5es desaparecem.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>PlayPress | AMRIGS | Reda\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o: Marcelo Matusiak | Foto: Freepik<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nota Conjunta: Sociedade Ga\u00facha de Infectologia (SGI) e Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) A not\u00edcia da confirma\u00e7\u00e3o da primeira morte por infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus Monkeypox no Brasil acendeu o sinal de alerta entre as autoridades m\u00e9dicas. O caso foi registrado em Minas Gerais. 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