{"id":51557,"date":"2022-10-20T14:44:36","date_gmt":"2022-10-20T17:44:36","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=51557"},"modified":"2022-10-20T14:44:38","modified_gmt":"2022-10-20T17:44:38","slug":"medidas-para-reduzir-atropelamentos-de-animais-comecam-a-ser-instaladas-na-ers-040-em-viamao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/medidas-para-reduzir-atropelamentos-de-animais-comecam-a-ser-instaladas-na-ers-040-em-viamao\/","title":{"rendered":"Medidas para reduzir atropelamentos de animais come\u00e7am a ser instaladas na ERS-040 em Viam\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Ser\u00e3o instaladas 21 pontes em seis zonas cr\u00edticas da rodovia<\/em><\/p>\n<p>A Empresa Ga\u00facha de Rodovias (EGR) come\u00e7ou a implanta\u00e7\u00e3o na ERS-040, em Viam\u00e3o, dos passadores a\u00e9reos para facilitar a travessia segura de animais adaptados a viver em \u00e1rvores e que utilizam preferencialmente as copas ao longo de suas vidas.<\/p>\n<p>O objetivo da iniciativa \u00e9 aumentar a seguran\u00e7a da rodovia para os usu\u00e1rios, al\u00e9m de reduzir o impacto ambiental ocasionado pelo atropelamento de fauna, especialmente do bugio-ruivo (Allouata guariba clamitans). O animal, bastante encontrado no entorno da rodovia, est\u00e1 amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o e, dessa forma, \u00e9 protegido por lei. No entanto, outras esp\u00e9cies que passam a maior parte do tempo ou todo ele em \u00e1rvores, como ouri\u00e7os (Coendou sp.), gamb\u00e1s (Didelphis sp.), roedores e marsupiais de pequeno porte tamb\u00e9m podem ser beneficiados.<\/p>\n<p>Ao todo, 21 pontes de corda ser\u00e3o\u00a0instaladas em seis zonas cr\u00edticas da ERS-040. S\u00e3o \u00e1reas espec\u00edficas para animais que se deslocam pelas copas das \u00e1rvores, diminuindo o deslocamento necess\u00e1rio para que encontrem uma oportunidade segura de cruzamento entre os dois lados da rodovia.<\/p>\n<p>Os pontos de implanta\u00e7\u00e3o foram definidos a partir de estudos realizados por especialistas em fauna, que consideraram os registros de mortes de animais, o n\u00famero de carca\u00e7as localizadas ao longo da rodovia pelas equipes de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, o mapeamento da vegeta\u00e7\u00e3o florestal e, por fim, a identifica\u00e7\u00e3o da prov\u00e1vel ocorr\u00eancia do bugio-ruivo nos ambientes marginais da estrada. Usu\u00e1rios e moradores participaram do levantamento, respondendo \u00e0s entrevistas realizadas nas \u00e1reas favor\u00e1veis \u00e0 presen\u00e7a desses animais. Al\u00e9m disso, os locais foram previamente vistoriados em conjunto com a equipe respons\u00e1vel pela instala\u00e7\u00e3o das pontes.<\/p>\n<p>De acordo com a equipe do N\u00facleo de Ecologia de Rodovias e Ferrovias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Nerf), que atua em conjunto com a STE - Servi\u00e7os T\u00e9cnicos de Engenharia na execu\u00e7\u00e3o do Programa de Prote\u00e7\u00e3o e Monitoramento de Fauna da EGR, h\u00e1 experi\u00eancias de sucesso com a utiliza\u00e7\u00e3o do mesmo tipo de estrutura em outros locais do Estado, at\u00e9 mesmo em \u00e1reas mais urbanizadas, como \u00e9 o caso das pontes de corda instaladas no bairro Lami, em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Como se trata de uma nova implanta\u00e7\u00e3o, a utiliza\u00e7\u00e3o das estruturas pelos animais n\u00e3o \u00e9 imediata, h\u00e1 uma fase de reconhecimento e adapta\u00e7\u00e3o pela fauna. Todo o processo continuar\u00e1 sendo acompanhado pela equipe especializada e servir\u00e1 como base para a atualiza\u00e7\u00e3o dos dados e estudos.<\/p>\n<p><strong>Programa de Prote\u00e7\u00e3o e Monitoramento da Fauna e o atendimento \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Programa de Prote\u00e7\u00e3o e Monitoramento da Fauna tem como objetivo principal reduzir a mortalidade de animais por atropelamento e faz parte de um Plano B\u00e1sico de Gest\u00e3o Ambiental (PBA). Esse documento \u00e9 um pr\u00e9-requisito para o fornecimento das Licen\u00e7as Ambientais de Opera\u00e7\u00e3o (LOs) dos trechos rodovi\u00e1rios administrados pela EGR pelo \u00f3rg\u00e3o competente, a Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam). Al\u00e9m disso, atende \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o ambiental pertinente.<\/p>\n<p>As atividades do programa seguem um cronograma estruturado em tr\u00eas fases, que teve in\u00edcio em mar\u00e7o de 2019: diagn\u00f3stico e planejamento, implanta\u00e7\u00e3o de medidas mitigadoras e monitoramento da efetividade das a\u00e7\u00f5es executadas.<\/p>\n<p>Na primeira fase, uma ampla coleta de informa\u00e7\u00f5es foi realizada, percorrendo-se toda a extens\u00e3o da malha vi\u00e1ria administrada pela EGR e por meio da consulta de bases de dados com hist\u00f3ricos de mais de dez anos. Nessas pesquisas, foram verificadas as caracter\u00edsticas das rodovias e da paisagem no entorno delas, assim como estruturas j\u00e1 existentes \u2013 bueiros e pontes, por exemplo \u2013 que pudessem ser adequadas para a passagem segura da fauna.<\/p>\n<p>O estudo detalhado deu suporte \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de mapas de predi\u00e7\u00e3o dos locais mais sujeitos ao risco de colis\u00f5es com animais e \u00e0 defini\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias adequadas para evitar o problema em cada localidade. As informa\u00e7\u00f5es consolidadas fazem parte do Plano de Mitiga\u00e7\u00e3o ao Atropelamento de Fauna e do encarte Mitiga\u00e7\u00e3o de Fatalidades de Arbor\u00edcolas (bugios), espec\u00edfico para a ERS-040, os quais cont\u00eam as diretrizes para a fase de implanta\u00e7\u00e3o de medidas mitigadoras.<\/p>\n<p>Destaca-se ainda que a a\u00e7\u00e3o acata as determina\u00e7\u00f5es decorrentes de A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica, ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPE) em maio de 2017 (Processo Judicial n\u00ba 047\/1.17.000.1302-6 e Of\u00edcio Of. DISA\/FEPAM n\u00ba 8252\/2017), com vistas ao cumprimento de medidas para a preven\u00e7\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o de atropelamentos de animais nas rodovias sob administra\u00e7\u00e3o da EGR.<\/p>\n<p><strong>Bugio-ruivo<\/strong><\/p>\n<p>Conforme o projeto Fauna Digital do Rio Grande do Sul, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o habitat do bugio-ruivo \u00e9 a Mata Atl\u00e2ntica, floresta ombr\u00f3fila densa e mista. Ele tem h\u00e1bitos diurnos, vive em grupos e \u00e9 arbor\u00edcola.<\/p>\n<p>Algumas caracter\u00edsticas desse animal chamam a aten\u00e7\u00e3o, como a emiss\u00e3o de vocaliza\u00e7\u00f5es que podem alcan\u00e7ar longas dist\u00e2ncias como mecanismo de organiza\u00e7\u00e3o de um grupo e manuten\u00e7\u00e3o do espa\u00e7amento entre os demais. Esses primatas utilizam a cauda pre\u00eansil para locomo\u00e7\u00e3o na copa das \u00e1rvores e, raramente, s\u00e3o vistos no solo. Sobre a alimenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 rica em folhas e flores.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o humana sobre o meio ambiente, com o crescimento urbano, a convers\u00e3o da terra e a redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas florestais representa importante amea\u00e7a para os bugios-ruivos. Al\u00e9m disso, a esp\u00e9cie \u00e9 v\u00edtima de atropelamentos, choques el\u00e9tricos e ataques de c\u00e3es.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Ascom EGR | Edi\u00e7\u00e3o: Secom | Foto: Edivan Rosa \/ Divulga\u00e7\u00e3o EGR<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser\u00e3o instaladas 21 pontes em seis zonas cr\u00edticas da rodovia A Empresa Ga\u00facha de Rodovias (EGR) come\u00e7ou a implanta\u00e7\u00e3o na ERS-040, em Viam\u00e3o, dos passadores a\u00e9reos para facilitar a travessia segura de animais adaptados a viver em \u00e1rvores e que utilizam preferencialmente as copas ao longo de suas vidas. 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