{"id":52241,"date":"2022-11-23T10:04:49","date_gmt":"2022-11-23T13:04:49","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=52241"},"modified":"2022-11-23T10:04:50","modified_gmt":"2022-11-23T13:04:50","slug":"estudo-inedito-detalha-ocorrencias-de-desastres-naturais-no-rs-entre-2003-e-2021","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/estudo-inedito-detalha-ocorrencias-de-desastres-naturais-no-rs-entre-2003-e-2021\/","title":{"rendered":"Estudo in\u00e9dito detalha ocorr\u00eancias de desastres naturais no RS entre 2003 e 2021"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Material mostra a distribui\u00e7\u00e3o e a frequ\u00eancia dos registros no territ\u00f3rio ao longo dos \u00faltimos 17 anos<\/em><\/p>\n<p>Ao longo de 17 anos, entre 2003 e 2021, o Rio Grande do Sul registrou um total de 4.230 ocorr\u00eancias de desastres naturais, conceito que abrange fen\u00f4menos extremos ou intensos, que causam danos que excedem a capacidade da comunidade atingida em conviver com o impacto provocado. Um estudo in\u00e9dito produzido pelo governo estadual mostra que nos \u00faltimos quatro anos avaliados, de 2017 a 2021, 4,44 milh\u00f5es de pessoas em 482 dos 497 munic\u00edpios do Estado foram afetadas por estes eventos naturais, que englobam fen\u00f4menos como estiagens, alagamentos, inunda\u00e7\u00f5es e chuvas intensas, entre outros. Os preju\u00edzos econ\u00f4micos contabilizados nesses eventos nos quatro anos foram estimados em R$ 22,9 bilh\u00f5es, sendo 97,6% no setor privado e 2,3% do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>Estes e outros dados est\u00e3o presentes na publica\u00e7\u00e3o \"Desastres Naturais no RS: estudo sobre as ocorr\u00eancias no per\u00edodo 2003 - 2021\", uma produ\u00e7\u00e3o do Departamento de Planejamento Governamental, vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (Deplan\/SPGG), divulgada em coletiva de imprensa realizada de forma virtual nesta ter\u00e7a-feira (22\/11). O material, produzido a pedido da Defesa Civil do Estado, teve como base os dados do Sistema Integrado de Informa\u00e7\u00f5es sobre Desastres (S2iD), do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional, e foi elaborado usando como refer\u00eancia a regionaliza\u00e7\u00e3o usada pela Defesa Civil, que divide o RS em nove Coordenadorias Regionais (CREPDECs).<\/p>\n<p>Estiveram presentes na divulga\u00e7\u00e3o o titular da SPGG, Claudio Gastal, a secret\u00e1ria de Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann, o coordenador estadual de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa Civil, coronel J\u00falio C\u00e9sar Rocha Lopes, o chefe da Divis\u00e3o de Apoio T\u00e9cnico da Defesa Civil, coronel Everton de Souza Dias, o subsecret\u00e1rio de Planejamento da SPGG, Antonio Cargnin, al\u00e9m da diretora do Deplan\/SPGG, Carolina Scarparo, e os pesquisadores da SPGG Bruno Lemos e Luciana Mieres.<\/p>\n<p><em>\"Para que uma pol\u00edtica p\u00fablica voltada \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o dos riscos de desastres naturais possa ser efetiva, \u00e9 fundamental conhecer os fen\u00f4menos que podem levar \u00e0 ocorr\u00eancia de desastres e compreender como a ocorr\u00eancia deste fen\u00f4meno se distribui no territ\u00f3rio. O estudo d\u00e1 suporte para a elabora\u00e7\u00e3o destas pol\u00edticas\"<\/em>, destacou o secret\u00e1rio Gastal.<\/p>\n<p>Segundo Rocha, estudos como esse s\u00e3o extremamente importantes para mensurar os fatores e impactos causados por esses desastres, como tamb\u00e9m para entender quais as a\u00e7\u00f5es necessitam ser aprimoradas para fortalecer uma cultura de preven\u00e7\u00e3o, assim potencializando a proximidade com os munic\u00edpios mais afetados e com a popula\u00e7\u00e3o para que os danos causados pelos desastres naturais possam ser minimizados.<\/p>\n<p><strong>Sobre o estudo<\/strong><\/p>\n<p>No material, foram disponibilizados dados sobre os tipos de desastres naturais mais recorrentes registrados no Estado, com base no Atlas Brasileiro de Desastres Naturais, entre os quais os desastres hidrol\u00f3gicos (alagamentos, inunda\u00e7\u00f5es e enxurradas), meteorol\u00f3gicos (tornados, granizos, chuvas intensas, vendavais, geadas e ciclones), desastres climatol\u00f3gicos (estiagens e secas) e os desastres geol\u00f3gicos (movimentos de massa, como, por exemplo, os deslizamentos).<\/p>\n<p>Entre os registros mais comuns no per\u00edodo est\u00e3o as estiagens e secas, caracterizados pela menor ocorr\u00eancia de chuvas. Entre 2017 e 2021, 464 munic\u00edpios do RS publicaram decretos sobre o assunto, em um total de 2.265 ocorr\u00eancias que afetaram 1,91 milh\u00e3o de pessoas direta ou indiretamente. As CREPDECs que mais apresentaram preju\u00edzos por conta destes eventos foram as com sede em Santo \u00c2ngelo (CREPDEC 5), Santa Maria (CREPDEC 3), Uruguaiana (CREPDEC 6) e Frederico Westphalen (CREPDEC 7).<\/p>\n<p>Outros registros de grande impacto material no RS foram os ligados a inunda\u00e7\u00e3o e enxurradas. A primeira, que \u00e9 quando a precipita\u00e7\u00e3o supera a capacidade de infiltra\u00e7\u00e3o do solo, teve registos em 133 munic\u00edpios; enquanto as enxurradas, caracterizada pelo grande volume de chuvas que afetam o escoamento dos rios e t\u00eam alto poder destrutivo,tiveram ocorr\u00eancias em 324 munic\u00edpios entre 2003 e 2021. Nestes casos, as coordenadorias da Defesa Civil mais atingidas foram as com sede em Uruguaiana (CREPDEC 6) e Lajeado (CREPDEC 8).<\/p>\n<p>Entre 2017 e 2021, o RS teve 73.769 pessoas afetadas diretamente por desastres, considerando mortos, feridos, enfermos, desabrigados, desalojados e desaparecidos. As coordenadorias mais afetadas foram a 1 (com sede em Porto Alegre), a 6 (com sede em Uruguaiana) e a 8 (com sede em Lajeado).<\/p>\n<p>O material ficar\u00e1 dispon\u00edvel para acesso p\u00fablico no portal\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/planejamento.rs.gov.br\/planejamento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">spgg.rs.gov.br\/planejamento<\/a><\/strong><\/p>\n<p>\u2022\u00a0<strong>Outros dados do estudo<\/strong>:<\/p>\n<p>- Entre 2003 e 2021, 444 munic\u00edpios tiveram de 2 a 7 tipos diferentes de ocorr\u00eancias de desastres.<\/p>\n<p>- Entre 2017 e 2021, os meses com maiores n\u00fameros de ocorr\u00eancias de desastres foram de junho a agosto e entre janeiro e fevereiro.<\/p>\n<p><br \/>\u2022\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estado.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/\/desastres-naturais-no-rio-grande-do-sul-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Clique aqui e confira a apresenta\u00e7\u00e3o do estudo<\/strong><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Vagner Benites, Ascom\/SPGG | Edi\u00e7\u00e3o: Secom<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Material mostra a distribui\u00e7\u00e3o e a frequ\u00eancia dos registros no territ\u00f3rio ao longo dos \u00faltimos 17 anos Ao longo de 17 anos, entre 2003 e 2021, o Rio Grande do Sul registrou um total de 4.230 ocorr\u00eancias de desastres naturais, conceito que abrange fen\u00f4menos extremos ou intensos, que causam danos que excedem a capacidade da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":52242,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-52241","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52241","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52241"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52241\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":52243,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52241\/revisions\/52243"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/52242"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}