{"id":55013,"date":"2023-04-06T10:51:57","date_gmt":"2023-04-06T13:51:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=55013"},"modified":"2023-04-06T10:51:59","modified_gmt":"2023-04-06T13:51:59","slug":"faders-divulga-pesquisa-sobre-autismo-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/faders-divulga-pesquisa-sobre-autismo-no-estado\/","title":{"rendered":"Faders divulga pesquisa sobre autismo no Estado"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>Na Semana de Conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o Autismo, de 3 a 7 de abril, a Funda\u00e7\u00e3o de Articula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento de Pol\u00edticas P\u00fablicas para PcD e PcAH no Rio Grande do Sul (Faders) apresenta a nova edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/estado.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/\/pesquisa-faders-2023-autismo-tea.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" download=\"\">estudo \u201cCaracter\u00edsticas da Popula\u00e7\u00e3o com Transtorno do Espectro Autista no Estado do Rio Grande do Sul\u201d<\/a>. A pesquisa foi divulgada\u00a0na segunda-feira (3\/4), durante o semin\u00e1rio \"Descobrindo o Autismo no Rio Grande do Sul\", realizado na Assembleia Legislativa.<\/p>\n<p>A pesquisa, que teve sua primeira edi\u00e7\u00e3o em 2022, supre uma demanda hist\u00f3rica por dados sobre pessoas com autismo, e usou como base os dados das solicita\u00e7\u00f5es da Carteira de Identifica\u00e7\u00e3o da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). <em>\"A carteira auxilia para que os familiares n\u00e3o precisem apresentar v\u00e1rios documentos a fim de explicar que o filho tem autismo. Evitam-se, assim, situa\u00e7\u00f5es constrangedoras\"<\/em>, afirma o presidente da Faders, Marquinho Lang.<\/p>\n<p>A Ciptea foi criada por decreto institu\u00eddo pelo governador Eduardo Leite. A iniciativa est\u00e1 em conformidade com a Lei n\u00b0 13.977\/2020, que determina que a carteira ser\u00e1 expedida pelos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela execu\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista dos Estados. No Rio Grande do Sul, a Faders \u2013 institui\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 Secretaria de Assist\u00eancia Social (SAS) \u2013 \u00e9 a expedidora, como \u00f3rg\u00e3o gestor da pol\u00edtica p\u00fablica para Pessoas com Defici\u00eancia e Pessoas com Altas Habilidades.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com o levantamento realizado no ano passado, o n\u00famero de pessoas que solicitaram a carteira quase dobrou, como informa a coordenadora de Pesquisa da Faders, Aline Monteiro Correia. <em>\"Foram analisadas 9.503 Cipteas, e os resultados se aproximaram ainda mais daqueles que s\u00e3o observados em estudos internacionais. Isso mostra que nossa pesquisa est\u00e1 no caminho certo\"<\/em>, ressaltou Aline. Na edi\u00e7\u00e3o de 2022, foram analisadas informa\u00e7\u00f5es de 4.074 pessoas.<\/p>\n<p>A pesquisa atual aponta dados de 365 munic\u00edpios do Rio Grande do Sul. A regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre det\u00e9m 30,79% de carteiras aprovadas no Rio Grande do Sul. A seguir, o maior \u00edndice de solicita\u00e7\u00f5es est\u00e1 no Vale do Rio dos Sinos, com 11,67%, e na Regi\u00e3o Sul, com 10,19%. Porto Alegre tem o maior percentual entre as cidades (17,12%), seguida por Caxias do Sul (5,54%) e Viam\u00e3o (4,34%).<\/p>\n<p>Segundo o estudo, h\u00e1 um predom\u00ednio de pessoas do sexo masculino na popula\u00e7\u00e3o com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esse dado vai ao encontro do que \u00e9 apontado em pesquisas internacionais recentes na \u00e1rea, as quais indicam que, para cada 3,7 pessoas do sexo masculino, h\u00e1 uma pessoa do sexo feminino com TEA.<\/p>\n<p>Aline destaca a import\u00e2ncia de se avan\u00e7ar no levantamento de dados, principalmente nas faixas et\u00e1rias de adultos e idosos. <em>\"Do total, 44% das solicita\u00e7\u00f5es da Ciptea s\u00e3o para a faixa de 0 a 5 anos de idade, e 29% para pessoas de 6 a 10 anos. Mas n\u00e3o temos s\u00f3 crian\u00e7as com autismo, temos adultos e idosos, e por isso \u00e9 fundamental que essas pessoas tamb\u00e9m solicitem a carteira\u201d<\/em>, explica Aline. <em>\u201cDessa forma, poderemos conhecer mais sobre essa popula\u00e7\u00e3o e pensar, a partir disso, em pol\u00edticas p\u00fablicas espec\u00edficas.\"<\/em><\/p>\n<p>A partir das informa\u00e7\u00f5es que se t\u00eam dispon\u00edveis com base na emiss\u00e3o das Cipteas, estipula-se que 10,31% das pessoas com TEA, no Rio Grande do Sul, s\u00e3o maiores de 18 anos. Dessa popula\u00e7\u00e3o, 68,78% apresentam capacidade legal civil \u2013 ou seja, est\u00e3o habilitadas \u00e0 pr\u00e1tica de todos os atos da vida civil. J\u00e1 89,69% da popula\u00e7\u00e3o com TEA est\u00e1 na faixa et\u00e1ria entre 0 e 18 anos.<\/p>\n<p>Outro dado apontado pela pesquisa \u00e9 que 55,90% das pessoas com TEA j\u00e1 possuem o Cad\u00danico. Da popula\u00e7\u00e3o analisada, 48,99% possui renda per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>Um ponto destacado pelo titular da SAS, Beto Fantinel, \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. A pesquisa mostra que 82,22% das pessoas analisadas est\u00e3o inseridas no mercado de trabalho sem o uso de cotas, enquanto 17,84% o est\u00e3o por meio delas. Conforme os dados levantados, h\u00e1 uma grande parcela da popula\u00e7\u00e3o com TEA, a partir de 16 anos, que poderia estar inclu\u00edda no mercado de trabalho, mas n\u00e3o est\u00e1. O cen\u00e1rio \u00e9 considerado um alerta para a import\u00e2ncia do desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas de acesso e inclus\u00e3o ao trabalho, tido como requisito fundamental para a autonomia, independ\u00eancia e cidadania dessa popula\u00e7\u00e3o. <em>\u201cPrecisamos de uma base de dados s\u00f3lida para a articula\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas que possam atender \u00e0s necessidades espec\u00edficas da popula\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, ressaltou Fantinel.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, a Pol\u00edtica de Atendimento Integrado \u00e0 Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo \u00e9 realizada pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.rs.gov.br\/teacolhe\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa TEAcolhe<\/a>, destinado a garantir e a promover o atendimento \u00e0s necessidades espec\u00edficas das pessoas com autismo, visando ao desenvolvimento pessoal, \u00e0 inclus\u00e3o social, \u00e0 cidadania e ao apoio \u00e0s suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p><em>\"Cada vez mais, precisamos qualificar as informa\u00e7\u00f5es para obter dados que falem a respeito dessa realidade. Assim, poderemos pensar pol\u00edticas p\u00fablicas que v\u00e3o ao encontro da necessidade que essas fam\u00edlias e pessoas demandam\u201d<\/em>, afirma a coordenadora da equipe t\u00e9cnica do TEAcolhe, Fernanda Barreto Mielke. <em>\u201cEstamos num momento de expans\u00e3o tanto do TEAcolhe como das parcerias, pois n\u00e3o tem como pensar a pol\u00edtica p\u00fablica sem a articula\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios atores.\"<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Ascom Faders | Edi\u00e7\u00e3o: Secom | Foto: Thiago Buzatto\/Ascom Faders<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Semana de Conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o Autismo, de 3 a 7 de abril, a Funda\u00e7\u00e3o de Articula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento de Pol\u00edticas P\u00fablicas para PcD e PcAH no Rio Grande do Sul (Faders) apresenta a nova edi\u00e7\u00e3o do\u00a0estudo \u201cCaracter\u00edsticas da Popula\u00e7\u00e3o com Transtorno do Espectro Autista no Estado do Rio Grande do Sul\u201d. 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