{"id":55089,"date":"2023-04-11T10:13:39","date_gmt":"2023-04-11T13:13:39","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=55089"},"modified":"2023-04-11T10:13:40","modified_gmt":"2023-04-11T13:13:40","slug":"pluralidade-e-inclusao-sao-temas-de-seminario-para-servidores-da-fundacao-de-atendimento-socioeducativo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/pluralidade-e-inclusao-sao-temas-de-seminario-para-servidores-da-fundacao-de-atendimento-socioeducativo\/","title":{"rendered":"Pluralidade e inclus\u00e3o s\u00e3o temas de semin\u00e1rio para servidores da Funda\u00e7\u00e3o de Atendimento Socioeducativo"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Iniciativa visa reconhecer direitos como uma pr\u00e1tica necess\u00e1ria \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da diversidade no servi\u00e7o p\u00fablico<\/em><\/p>\n<p>Cerca de 100 servidores da Funda\u00e7\u00e3o de Atendimento Socioeducativo (Fase) participaram do semin\u00e1rio Pluralidade e Inclus\u00e3o no Servi\u00e7o P\u00fablico, na sede central da institui\u00e7\u00e3o, nesta segunda-feira (10\/4). Al\u00e9m deles, 56 servidores de unidades do interior tamb\u00e9m assistiram ao evento, de forma on-line. A iniciativa foi promovida pela Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), \u00f3rg\u00e3o ao qual a Fase \u00e9 vinculada.\u00a0<\/p>\n<p>O\u00a0semin\u00e1rio reuniu especialistas a\u00a0fim de reconhecer o contexto atual das diferentes minorias no Brasil e das pol\u00edticas p\u00fablicas sobre diversidade, al\u00e9m de debater a\u00e7\u00f5es inclusivas que podem ser implementadas no local de trabalho. Dentre os assuntos abordados estiveram a diversidade no ambiente de trabalho, a juventude, os estere\u00f3tipos raciais, o feminino na arte e na cultura visual e os canais de den\u00fancia.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Durante a abertura do evento, o titular da SSPS, Luiz Henrique Viana, ressaltou a import\u00e2ncia de se promoverem eventos que possam gerar mudan\u00e7as positivas na perspectiva dos servidores. <em>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio que possamos reconhecer o contexto da diversidade que temos no nosso meio, na fam\u00edlia, na cidade, no Estado para que passemos a conviver naturalmente com ela\u201d<\/em>, destacou Viana. <em>\u201cEssa iniciativa acrescenta muito ao ambiente no qual vivemos e ao trabalho que realizamos. Nosso objetivo \u00e9 este: que os direitos possam incluir mais pessoas no servi\u00e7o p\u00fablico do Estado.\u201d\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O presidente da Fase, Jos\u00e9 St\u00e9dile, destacou que o reconhecimento da exist\u00eancia da discrimina\u00e7\u00e3o \u00e9 um passo fundamental para combat\u00ea-la. <em>\u201c\u00c9 por isso que\u00a0saudamos, com muita alegria, este evento, que trata de diversidade, respeito e igualdade. Tenho certeza que isso chegar\u00e1 aos adolescentes com quem trabalhamos\u201d<\/em>, disse St\u00e9dile.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Diversidade e ambiente de trabalho<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>No primeiro painel do evento, sobre diversidade e ambiente de trabalho, a coordenadora da Divis\u00e3o da Diversidade e Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia, Gl\u00f3ria Crystal, e o diretor do Departamento de Diversidade Sexual, Dani Morethson, ambos da Secretaria de Justi\u00e7a, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), apresentaram quest\u00f5es sobre g\u00eanero e sexualidade, al\u00e9m de abordar os impactos da LGBTfobia.\u00a0<\/p>\n<p>A palestra foi realizada de modo a promover o di\u00e1logo com os servidores presentes, para que eles pudessem fazer questionamentos sobre os assuntos. Gl\u00f3ria, que \u00e9 uma mulher travesti, compartilhou parte de sua hist\u00f3ria para destacar que a falta de informa\u00e7\u00e3o fomenta a discrimina\u00e7\u00e3o, e a\u00ed torna-se necess\u00e1rio promover a diferen\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p><em>\"Quando fiz a transi\u00e7\u00e3o, com quarenta e poucos anos, consegui colocar para fora essa figura feminina, a Gl\u00f3ria, e estou feliz. Mas ainda passo por situa\u00e7\u00f5es constrangedoras quando as pessoas ficam em d\u00favida se me chamam de 'ela' ou 'ele'\u201d,<\/em> relatou Gl\u00f3ria. <em>\u201cJ\u00e1 ultrapassei a expectativa de vida das travestis no Brasil, que era de 35 anos e agora \u00e9 de 27. Tento fazer, a cada dia, algo que possa mudar a vida das minhas iguais.\"<\/em><\/p>\n<p>Com a abordagem de aspectos sobre a diversidade presente na sociedade, Dani falou sobre a import\u00e2ncia de se disponibilizar informa\u00e7\u00f5es como forma de combater a LGBTfobia. \"<em>Quando tratamos o preconceito, mostramos um conhecimento que transforma. N\u00e3o \u00e9 vergonhoso dizer que n\u00e3o sabe lidar com essas quest\u00f5es, mas \u00e9 importante adquirir informa\u00e7\u00e3o\",<\/em> destacou o diretor.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Diversidade e juventude<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>Para abordar a tem\u00e1tica da diversidade e da juventude, o palestrante foi o coordenador da Central \u00danica das Favelas (Cufa) no Rio Grande do Sul, Paulo Daniel, que trabalha com jovens que vivem em \u00e1reas de vulnerabilidade social. Paulo apresentou um panorama da hist\u00f3ria e a atua\u00e7\u00e3o da Cufa, gestora do Centro da Juventude (CJ) Cruzeiro, que faz parte do Programa de Oportunidades e Direitos (POD). O POD \u00e9 uma parceria do governo do Rio Grande do Sul, por meio da SJCDH, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>O programa tem como foco a preven\u00e7\u00e3o e atende jovens de 15 a 24 anos, em \u00e1reas com alto \u00edndice de criminalidade. Nos CJs, o p\u00fablico tem acesso a atividades educacionais, como cursos profissionalizantes e de idiomas, al\u00e9m de refor\u00e7o escolar. Os jovens tamb\u00e9m t\u00eam a possibilidade de serem encaminhados para o mercado de trabalho, participarem de eventos culturais e esportivos e receberem acompanhamento psicossocial. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Paulo relatou viv\u00eancias do p\u00fablico atendido pela organiza\u00e7\u00e3o e ressaltou a import\u00e2ncia da identifica\u00e7\u00e3o de potencialidades dos jovens para que eles possam ocupar diferentes lugares na sociedade. Al\u00e9m disso, contou como a sua trajet\u00f3ria pessoal\u00a0o auxilia a desenvolver um trabalho com empatia e aten\u00e7\u00e3o para essa parcela da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><em>\u201cMinhas experi\u00eancias pessoais me ajudaram a estar muito mais pr\u00f3ximo desses jovens. Quando quebramos uma barreira e passamos a enxerg\u00e1-los como indiv\u00edduos, como seres humanos, e n\u00e3o s\u00f3 como objetos do projeto, o resultado \u00e9 melhor e imediato\u201d<\/em>, afirmou Paulo.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Racismo estrutural na sociedade<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>No primeiro painel do per\u00edodo da tarde, para tratar do racismo estrutural na sociedade, a diretora de Pol\u00edticas Socioeducativas da SSPS, Gabriela Cruz, abordou as suas viv\u00eancias como mulher negra e assistente social, ressaltando a import\u00e2ncia de se falar sobre racismo e outras quest\u00f5es existentes na vida cotidiana da popula\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m destacou a necessidade de olhar para o outro com igualdade, mas respeitando as especificidades e realidades de cada um.\u00a0<\/p>\n<p><em>\"Vivemos um Brasil extremamente racista, principalmente aqui na regi\u00e3o sul. N\u00e3o sou eu que estou dizendo, \u00e9 o Atlas da Viol\u00eancia, \u00e9 o Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos, \u00e9 a nossa Delegacia de Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia. Essas pr\u00e1ticas s\u00e3o cotidianas. Precisamos superar a heran\u00e7a da escravid\u00e3o, que ainda persiste na sociedade\"<\/em>, disse Gabriela.\u00a0<\/p>\n<p>A assistente social Adriani Faria tamb\u00e9m compartilhou a sua hist\u00f3ria para abordar quest\u00f5es ligadas ao racismo. <em>\"Sou uma defensora dos direitos humanos. Isso est\u00e1 enraizado na minha atua\u00e7\u00e3o. Atuo pela justi\u00e7a e, principalmente, pela autonomia e pelo empoderamento da popula\u00e7\u00e3o negra, em especial. E s\u00f3 me senti incentivada a estar dentro da academia porque sa\u00ed de Pelotas, vim para Porto Alegre e conheci pessoas negras que estavam na universidade. Elas foram minhas refer\u00eancias e me potencializaram, porque, infelizmente, na minha fam\u00edlia eu n\u00e3o tive isso\"<\/em>, relatou Adriana.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Estere\u00f3tipos do feminino na arte e na cultura visual<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A jornalista e historiadora da arte Rosane Vargas apresentou uma s\u00e9rie de obras de arte, fotografias e campanhas publicit\u00e1rias que refor\u00e7am estere\u00f3tipos femininos, com aspectos que s\u00e3o atravessados por quest\u00f5es sociais e de ra\u00e7a. As imagens exibidas, segundo Rosane, fortalecem uma ideia e um imagin\u00e1rio antigos a respeito de mulheres, mas que ainda repercutem na sociedade atual.\u00a0<\/p>\n<p>A pesquisadora destacou que o sexismo imp\u00f5e determinada no\u00e7\u00e3o de masculinidade aos homens e certa vis\u00e3o de feminilidade \u00e0s mulheres, definindo os lugares sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos. <em>\"A realidade na nossa sociedade \u00e9 que o sexismo \u00e9 potencializado por homens. Ent\u00e3o, o sexismo, muitas vezes, parte de um aspecto heteronormativo\u201d<\/em>, explicou Rosane. <em>\u201c\u00c9 um homem que segue uma norma, e tudo aquilo que \u00e9 considerado inferior e inapropriado s\u00e3o as mulheres, as mulheres trans, os homens trans, os homens gays. O sexismo ataca a dignidade de um grupo muito grande de pessoas.\"<\/em>\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>Canais de den\u00fancia\u00a0<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>No \u00faltimo painel do evento, a ouvidora-geral do Estado, Viviane Migliavacca, e o diretor de departamento, Rog\u00e9rio Grade, apresentaram o funcionamento da Ouvidoria-Geral do Estado. A Ouvidoria \u00e9 o elo entre o Estado e o usu\u00e1rio de servi\u00e7os p\u00fablicos e \u00e9 uma unidade que promove a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, respondendo \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, viabiliza o controle da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica com as informa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o trazidas diretamente pelos cidad\u00e3os.\u00a0<\/p>\n<p><em>\"Quando chega \u00e0 Ouvidoria, o cidad\u00e3o j\u00e1 passou por v\u00e1rias liga\u00e7\u00f5es e, \u00e0s vezes, est\u00e1 cansado. Por isso, precisamos ter sintonia para fazer um bom atendimento. Temos que ser o grande detector da informa\u00e7\u00e3o de onde est\u00e3o os problemas, onde est\u00e3o os gargalos do Estado, onde\u00a0podemos melhorar ou mesmo onde est\u00e1 funcionando\u201d<\/em>, explicou Viviane.<\/p>\n<p>A ouvidora tamb\u00e9m falou sobre o Canal Den\u00fancia, que \u00e9 uma inst\u00e2ncia de controle p\u00fablico e de participa\u00e7\u00e3o social na qual s\u00e3o recebidos relatos de atos ou condutas contr\u00e1rios \u00e0 \u00e9tica ou \u00e0 lei praticados no \u00e2mbito do Poder Executivo estadual. Al\u00e9m disso, foram apresentadas aos servidores iniciativas como o Servi\u00e7o de Informa\u00e7\u00e3o ao Cidad\u00e3o e a Comiss\u00e3o Mista de Reavalia\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul.\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Ascom SSPS | Edi\u00e7\u00e3o: Felipe Borges\/Secom | Foto: J\u00fcrgen Mayrhofer\/Ascom SSPS<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa visa reconhecer direitos como uma pr\u00e1tica necess\u00e1ria \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da diversidade no servi\u00e7o p\u00fablico Cerca de 100 servidores da Funda\u00e7\u00e3o de Atendimento Socioeducativo (Fase) participaram do semin\u00e1rio Pluralidade e Inclus\u00e3o no Servi\u00e7o P\u00fablico, na sede central da institui\u00e7\u00e3o, nesta segunda-feira (10\/4). 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