{"id":55895,"date":"2023-05-15T16:42:15","date_gmt":"2023-05-15T19:42:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=55895"},"modified":"2023-05-15T16:42:17","modified_gmt":"2023-05-15T19:42:17","slug":"maior-produtor-de-azeite-extravirgem-do-brasil-rs-projeta-mais-de-500-mil-litros-para-2023","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/maior-produtor-de-azeite-extravirgem-do-brasil-rs-projeta-mais-de-500-mil-litros-para-2023\/","title":{"rendered":"Maior produtor de azeite extravirgem do Brasil, RS projeta mais de 500 mil litros para 2023"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p class=\"artigo__subtitulo\" style=\"text-align: center;\"><em>Estado responde por 75% da produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds<\/em><\/p>\n<p>Com a escalada do interesse da popula\u00e7\u00e3o brasileira em consumir azeite de oliva extravirgem, o Rio Grande do Sul se prepara para superar a produ\u00e7\u00e3o de 2022, que foi de 450 mil litros, e ultrapassar o volume de 500 mil litros neste ano. O objetivo \u00e9 se manter l\u00edder nacional no setor, respondendo por 75% da produ\u00e7\u00e3o no Brasil \u2013 seguido por Minas Gerais, S\u00e3o Paulo, Santa Catarina e Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Cerca de 100 milh\u00f5es de litros de azeite de oliva extravirgem t\u00eam passado pela cozinha dos brasileiros a cada ano. Esse cen\u00e1rio colocou o Brasil como o segundo maior consumidor mundial do produto, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos (que atingem 300 milh\u00f5es de litros).<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da atividade industrial no Estado fica evidente nos n\u00fameros. Em 2017, o Rio Grande do Sul tinha 17 marcas de azeite, quantidade que saltou para 80 r\u00f3tulos na atualidade. Hoje, o Estado possui 17 ind\u00fastrias em opera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de planos para abrir cinco novas f\u00e1bricas at\u00e9 o final do ano. O movimento repercute na gera\u00e7\u00e3o de vagas de emprego: na safra anual, de fevereiro a abril, a for\u00e7a de trabalho chega a abrir mil postos tempor\u00e1rios, tanto na ind\u00fastria quanto no campo.\u00a0<\/p>\n<p>Conforme o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, o Rio Grande do Sul vive seu \u00e1pice na produ\u00e7\u00e3o de azeite de oliva extravirgem. \u201c\u00c9 o novo ciclo econ\u00f4mico do Estado. Nossa pretens\u00e3o, a longo prazo, \u00e9 atingir o patamar da Espanha, que responde por 40% da produ\u00e7\u00e3o mundial, seguido pela It\u00e1lia, com 22%, e a Gr\u00e9cia, com 14%\u201d, relata Fernandes. Ao todo, a fabrica\u00e7\u00e3o total de azeite de oliva \u00e9 de 3,2 milh\u00f5es de toneladas por ano, segundo o Conselho Ole\u00edcola Internacional (COI).<\/p>\n<p>O investimento na capacidade de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 um ponto que deve contribuir para a ascens\u00e3o do segmento. Em 2002, s\u00f3 havia um munic\u00edpio produtor de azeite de oliva do Estado:\u00a0Ca\u00e7apava do Sul. Em 2017, esse n\u00famero passou a ser de 56 munic\u00edpios. No ano passado, subiu para 110. J\u00e1 os produtores de oliva, em 2002, eram apenas seis; em 2017, chegaram a 145; e, em 2022, o n\u00famero ultrapassou os 300 produtores.\u00a0<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio aparece em levantamento do Ibraoliva. Dados da entidade indicam que o investimento feito pelas empresas do setor no Estado atingiu o valor de R$ 150 milh\u00f5es no \u00faltimo ano. Considerando a \u00faltima d\u00e9cada, as cifras somaram R$ 1,5 bilh\u00e3o para alavancar a ind\u00fastria.\u00a0<\/p>\n<p><em>\u201cO segmento \u00e9 promissor, gerando valor agregado \u00e0 cadeia produtiva do Estado e atuando em diversas \u00e1reas. Assim, amplia a for\u00e7a de trabalho nos setores de ind\u00fastria, agricultura e turismo, o que contribui para o crescimento econ\u00f4mico\u201d<\/em>, analisa o\u00a0titular da Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (Sedec), Ernani Polo.<\/p>\n<p><strong>Programa governamental incentiva ind\u00fastria de azeite de oliva<\/strong><\/p>\n<p>O governo estadual concede incentivos fiscais para alavancar a ind\u00fastria do azeite de oliva. Por meio do Fundo Opera\u00e7\u00e3o Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem) \u2013 um incentivo que n\u00e3o libera recursos financeiros para as empresas, mas apoia por meio do financiamento parcial do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) incremental devido gerado a partir da sua opera\u00e7\u00e3o \u2013, \u00e9 poss\u00edvel a instala\u00e7\u00e3o de empresas com desconto fiscal, conforme regramento do programa. O Departamento de Economia e Estat\u00edstica da Sedec \u00e9 respons\u00e1vel pelo programa.<\/p>\n<p>Duas ind\u00fastrias de azeite de oliva do Estado foram contempladas pelo Fundopem. A Fazenda Serra dos Tapes, em Cangu\u00e7u, teve o projeto aprovado em 2022, com benef\u00edcio de R$ 2,6 milh\u00f5es que j\u00e1 pode ser usufru\u00eddo mediante abatimento do ICMS.\u00a0Investindo em olivais desde 2016,\u00a0o propriet\u00e1rio Jer\u00f4nimo Santos\u00a0decidiu ter a pr\u00f3pria ind\u00fastria em 2020. Hoje, abastece o mercado dom\u00e9stico, tendo como principais clientes S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul. <em>\u201cVamos usar o recurso do Fundopem para tornar o produto mais competitivo. Nossa maior dificuldade atual \u00e9 ingressar no varejo, pois entram no pa\u00eds muitos azeites importados que, embora informem no r\u00f3tulo que s\u00e3o extravirgens, s\u00e3o virgens e com pre\u00e7o de virgens. Isso faz com que nosso produto, que \u00e9 puro, pare\u00e7a caro\u201d<\/em>, explica o produtor.<\/p>\n<p>A outra ind\u00fastria \u00e9 a Nostra Terra Agroindustrial, de Cachoeira do Sul, que foi beneficiada com R$ 4 milh\u00f5es e previs\u00e3o de 60 novos empregos diretos e indiretos. Segundo o diretor de Marketing, Rafael Farina, a f\u00e1brica est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o. <em>\u201cA estimativa \u00e9 que as opera\u00e7\u00f5es comecem at\u00e9 o final do ano\u201d<\/em>, projeta o diretor.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Virgem e extravirgem<\/strong><\/p>\n<p>No r\u00f3tulo, muitos azeites de oliva dispon\u00edveis no mercado informam serem extravirgens. Por\u00e9m, Fernandes n\u00e3o garante a integridade da informa\u00e7\u00e3o. <em>\u201cMais de 90% desse volume anual de 100 milh\u00f5es de litros dispon\u00edveis no mercado brasileiro reprova no teste de extravirgem porque possuem defeito no aroma e no sabor. Eles passam a ser azeites virgem de segunda categoria\u201d<\/em>, explica o\u00a0presidente do Ibraoliva.<\/p>\n<p>Fernandes salienta que a produ\u00e7\u00e3o anual abastece o mercado dom\u00e9stico, em especial os Estados do sul e do sudeste. A exporta\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o est\u00e1 na previs\u00e3o a curto prazo, mas \u00e9 um foco de opera\u00e7\u00e3o para o futuro. Hoje, a \u00e1rea plantada de quase 6 mil hectares, com cerca de 321 produtores em 108 munic\u00edpios, \u00e9 voltada para atender a demanda interna. <em>\u201cPara o mercado internacional, precisamos, pelo menos, dobrar esses n\u00fameros, e queremos fazer isso de forma planejada\u201d,<\/em> avalia Fernandes, ressaltando que o Estado tem aptid\u00e3o de clima e solo para plantar 1 milh\u00e3o de hectares.\u00a0<\/p>\n<p>A maioria dos olivais se encontra na Metade Sul do Rio Grande do Sul. Alguns dos principais munic\u00edpios produtores s\u00e3o Encruzilhada do Sul, Cangu\u00e7u, Pinheiro Machado, Ca\u00e7apava do Sul, S\u00e3o Sep\u00e9, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Bag\u00e9, Barra do Ribeiro e Sentinela do Sul.<\/p>\n<p>Outro espa\u00e7o cada vez mais ocupado pelo setor \u00e9 o turismo. Atualmente, \u00e9 poss\u00edvel conhecer os olivais e o caminho do produto antes de ir para as garrafas por meio da Rota das Oliveiras, institu\u00edda por lei estadual desde 2019. A rota integra Bag\u00e9, Barra do Ribeiro, Cachoeira do Sul, Ca\u00e7apava do Sul, Camaqu\u00e3, Candiota, Cangu\u00e7u, Dom Feliciano, Dom Pedrito, Encruzilhada do Sul, Formigueiro, Hulha Negra, P\u00e2ntano Grande, Pinheiro Machado, Piratini, Restinga Seca, Ros\u00e1rio do Sul, Santa Margarida do Sul, Santana do Livramento, S\u00e3o Gabriel, S\u00e3o Jo\u00e3o do Pol\u00easine, S\u00e3o Sep\u00e9, Sentinela do Sul e Vila Nova do Sul.\u00a0<\/p>\n<p>A Rota das Oliveiras no Rio Grande do Sul j\u00e1 atingiu um movimento de 500 mil turistas nos \u00faltimos 12 meses.<em> \u201cA \u00e1rea atraiu cerca de 200 trabalhadores no \u00faltimo ano apenas para atender a demanda de visitantes interessados em conhecer mais o universo da olivicultura\u201d<\/em>, conta Fernandes.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/desenvolvimento.rs.gov.br\/fundopem-rs-e-integrar-rs\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o Fundopem<\/a><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Ta\u00eds Teixeira\/Secom | Edi\u00e7\u00e3o: Felipe Borges\/Secom | Foto: Thiago Cruz<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estado responde por 75% da produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds Com a escalada do interesse da popula\u00e7\u00e3o brasileira em consumir azeite de oliva extravirgem, o Rio Grande do Sul se prepara para superar a produ\u00e7\u00e3o de 2022, que foi de 450 mil litros, e ultrapassar o volume de 500 mil litros neste ano. 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