{"id":57752,"date":"2023-07-31T09:38:39","date_gmt":"2023-07-31T12:38:39","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=57752"},"modified":"2023-07-31T09:38:40","modified_gmt":"2023-07-31T12:38:40","slug":"gargalos-da-cadeia-da-carne-pautam-segunda-edicao-de-forum-do-setor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/gargalos-da-cadeia-da-carne-pautam-segunda-edicao-de-forum-do-setor\/","title":{"rendered":"Gargalos da cadeia da carne pautam segunda edi\u00e7\u00e3o de F\u00f3rum do setor"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Evento promovido pelo Instituto Desenvolve Pecu\u00e1ria reuniu em Porto Alegre nomes importantes do setor varejista, da ind\u00fastria e produ\u00e7\u00e3o para falar sobre alternativas \u00e0 carne ga\u00facha<\/em><\/p>\n<p>Pela segunda vez, produtores, ind\u00fastria e varejo se reuniram para debater os problemas que envolvem a cadeia da carne bovina ga\u00facha. O F\u00f3rum organizado pelo Instituto Desenvolve Pecu\u00e1ria foi realizado nesta sexta-feira, 28 de julho, na sede da Farsul, em Porto Alegre (RS), com o t\u00edtulo <strong>\u201cAs alternativas para a carne ga\u00facha na vis\u00e3o do varejo, da ind\u00fastria e da produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Na abertura, o presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ladislau B\u00f6es, ressaltou que a ociosidade da planta frigor\u00edfica est\u00e1 em 50% hoje, mesmo com a boa oferta de gado, e apresentou o dado de que 40% da carne bovina vendida no RS \u00e9 de fora, ou seja, vinda de outros estados. <em>\u201cN\u00e3o \u00e9 a ind\u00fastria ga\u00facha que traz esta carne, mas o varejo e a ind\u00fastria de outros. E o poder aquisitivo da popula\u00e7\u00e3o faz com que procurem uma carne mais barata\u201d<\/em>, disse B\u00f6es, justificando que a ind\u00fastria ga\u00facha n\u00e3o \u00e9 a respons\u00e1vel pela queda do pre\u00e7o do boi, que tamb\u00e9m ocorreu em outros pa\u00edses, como no Uruguai. J\u00e1 o diretor da Farsul, Francisco Schardong, afirmou entender que o F\u00f3rum \u00e9 <em>\u201cum carinho \u00e0 nossa pecu\u00e1ria que precisa de apoio para seguir a sua trajet\u00f3ria\u201d.<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente do Instituto Desenvolve Pecu\u00e1ria, Luis Felipe Barros, disse que o audit\u00f3rio lotado era a representa\u00e7\u00e3o da dor do pecuarista. Barros disse que se colocar na balan\u00e7a s\u00f3 o valor, n\u00e3o d\u00e1 para competir com a carne de fora. <em>\u201cMas se botar qualidade e a quest\u00e3o da sustentabilidade da carne ga\u00facha, a\u00ed podemos competir. Ningu\u00e9m explora o sabor, maciez, sustentabilidade nas embalagens da carne que vai para o varejo\u201d<\/em>, afirmou. Ele anunciou que o Instituto est\u00e1 elaborando uma campanha de car\u00e1ter pedag\u00f3gico que objetiva esclarecer o consumidor sobre quest\u00f5es de origem.<\/p>\n<p>A primeira palestra foi do economista-chefe da Farsul, Ant\u00f4nio da Luz. Ele iniciou fazendo refer\u00eancia ao pai, que foi leiloeiro e cresceu em meio aos pecuaristas. Disse que segue ouvindo as mesmas queixas de quando tinha 14 anos. Da Luz apresentou duas marcas de carne com 33% de diferen\u00e7a, sendo a carne de fora do RS a mais barata. <em>\u201cN\u00f3s temos que conscientizar as pessoas, sim, sobre o que est\u00e3o comprando. H\u00e1 quem possa pagar os mais de R$ 80 pela picanha, mas outros s\u00f3 comprar\u00e3o a mais barata\u201d<\/em>, disse. Ele ressaltou que o importante \u00e9 entender a raz\u00e3o desta diferen\u00e7a. Para tentar explicar as raz\u00f5es, at\u00e9 mesmo comparou a dist\u00e2ncia entre os frigor\u00edficos e o mercado, onde pesquisou os valores. No caso, o da pe\u00e7a mais barata \u00e9 de Rond\u00f4nia. <em>\u201cN\u00e3o tem conspira\u00e7\u00e3o que explique um produto a mais de 3 mil quil\u00f4metros chegar mais barato no mercado em Porto Alegre\u201d,<\/em> afirmou. As raz\u00f5es s\u00e3o a produtividade, o modo de fazer as coisas, tanto pelo produtor quanto pela ind\u00fastria, avaliou o economista. <em>\u201cOu n\u00f3s como cadeia estamos sendo incompetentes ou estamos nos posicionando equivocadamente\u201d,<\/em> refletiu. Ant\u00f4nio da Luz disse, ainda, que \u00e9 importante tamb\u00e9m saber quem \u00e9 o consumidor m\u00e9dio. <em>\u201cEst\u00e1 tudo na mesma g\u00f4ndola e \u00e9 importante a campanha que o Instituto vai lan\u00e7ar para esclarecer as diferen\u00e7as\u201d,<\/em> complementou.<\/p>\n<p>Valdecir Pressi, da rede Asun, disse que os supermercadistas est\u00e3o pensando no que vai acontecer daqui para frente, em constante evolu\u00e7\u00e3o. Ao realizar a liga\u00e7\u00e3o entre o varejo e a ind\u00fastria, disse que \u00e9 importante focar em melhorias tecnol\u00f3gicas, mas sem esquecer das pessoas. <em>\u201cA tecnologia \u00e9 s\u00f3 parte disso, pois a transforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro de n\u00f3s\u201d<\/em>, afirmou. Pressi ressaltou que aqui no estado ainda \u00e9 muito forte a prefer\u00eancia e que o consumidor gosta de comprar com o a\u00e7ougueiro e ter a carne fracionada no ato da compra. <em>\u201cVemos que ainda h\u00e1 muito individualismo na rela\u00e7\u00e3o entre o supermercado e o frigor\u00edfico\u201d<\/em>, disse o consultor, destacando que a parceria tem que ser maior, com crit\u00e9rio para exposi\u00e7\u00e3o de marcas e informa\u00e7\u00f5es para o consumidor. Para o futuro, Pressi v\u00ea a tend\u00eancia de fracionamento com o avan\u00e7o de normas legais, onde ser\u00e3o agregados cortes especiais, e que ser\u00e1 preciso esclarecer quanto aos pre\u00e7os justo e promocional.<\/p>\n<p>Armando Brasil Salis, diretor do Frigor\u00edfico Campeiro, relatou que em 2000 as marcas come\u00e7aram a diferenciar as carnes, com as denomina\u00e7\u00f5es nas etiquetas. Contou que o Campeiro percebeu que a partir de 2020, o que passou a valer foi a experi\u00eancia. Ele relatou que dentro do Programa Sabor da Campanha, quando inclu\u00edram o QR Code com informa\u00e7\u00f5es de origem, viu amigos telefonarem para contar sobre a carne de quem estava consumindo. Estrat\u00e9gias como a de criar marcas para determinados consumidores tamb\u00e9m foi um dos crit\u00e9rios para competir com a chamada carne commodity. Outro exemplo foi a cria\u00e7\u00e3o do Selo Alian\u00e7a, onde o consumidor pode conferir a carne originada de gado criado a pasto. <em>\u201cPrecisamos comunicar e nossa sorte \u00e9 que hoje h\u00e1 o meio digital onde podemos fazer isso\u201d<\/em>, ressaltou. Ele concluiu que o desafio \u00e9 levar o produtor para dentro da g\u00f4ndola do supermercado.<em> \u201cO futuro, para n\u00f3s, pode me chamar de louco, mas \u00e9 o terroir. O boi de Dom Pedrito \u00e9 diferente do boi de Uruguaiana e se pudermos explicar isso, talvez possamos fazer um mercado almejado por todos\u201d<\/em>, disse.<\/p>\n<p>Bruno Delazari Lang, do Supermercado Lang e representante da Agas Jovem, disse que, quando crian\u00e7a, via pais de amigos comprando carne de outros mercados e n\u00e3o no da fam\u00edlia e que isto o fez buscar conhecimento para evoluir o neg\u00f3cio. <em>\u201cParte do que alcan\u00e7amos foi conseguido com base no que estudei sobre o meu a\u00e7ougue\u201d,<\/em> garantiu. Voltando-se diretamente \u00e0 ind\u00fastria, disse que o supermercadista n\u00e3o conhece todas as linhas que a ind\u00fastria produz. O empres\u00e1rio mostrou que teve a necessidade de mudar a cultura dos seus funcion\u00e1rios em busca do objetivo de ser refer\u00eancia no a\u00e7ougue. Entre as a\u00e7\u00f5es, destacou o fracionamento da carne e a oferta no autoatendimento e mix de produtos. Ainda como diferencial, Bruno contou do contato direto com o cliente e a personaliza\u00e7\u00e3o. <em>\u201cO cliente me chamou, falou como seria a festa, quantas pessoas e o valor que gostaria de pagar por pessoa. Montamos o kit com uma sugest\u00e3o de card\u00e1pio\u201d<\/em>, contou o empres\u00e1rio, mostrando ainda a mensagem personalizada que vai na embalagem.<\/p>\n<p>Ivan Faria, presidente da Comiss\u00e3o de Relacionamento com o Mercado do Instituto Desenvolve Pecu\u00e1ria, iniciou com uma analogia entre o globo terrestre e uma bola de cristal. Segundo ele, \u00e9 importante a leitura dos 200 s\u00f3cios do Instituto frente aos acontecimentos mundiais. Tamb\u00e9m citou a pandemia por Covid-19 e a guerra na Ucr\u00e2nia como fatos que mudam o cen\u00e1rio de uma hora para outra. <em>\u201cA seca, velho problema que n\u00e3o conseguimos resolver mostra que n\u00e3o temos o cen\u00e1rio que o Centro-Oeste possui, de pluviosidade, mas precisamos resolver\u201d<\/em>, disse o pecuarista. Faria, ao comentar sobre o mercado de exporta\u00e7\u00e3o para a China, ressaltou que hoje se tem o cliente pagando o pre\u00e7o que quer pelo produto. <em>\u201cMas as exporta\u00e7\u00f5es de gado vivo, em momentos de baixa, s\u00e3o boas para o pecuarista\u201d<\/em>, ressaltou. Ao citar o av\u00f4, Mocinho Faria, que disse ser seu inspirador, afirmou acreditar que o pecuarista s\u00f3 se mant\u00e9m no neg\u00f3cio por paix\u00e3o. <em>\u201cPrecisamos de organiza\u00e7\u00e3o e permaneceremos apaixonados enquanto o neg\u00f3cio nos permitir respirara\u201d<\/em>, completou.<\/p>\n<p>J\u00falio Barcellos, coordenador do NESPro\/Ufrgs, foi o \u00faltimo palestrante do dia e prop\u00f4s olhar para dentro da porteira. <em>\u201cA conjuntura \u00e9 circunstancial e me preocupo com problemas de natureza estrutural que sempre se repetem\u201d<\/em>, afirmou, ao ressaltar que o F\u00f3rum n\u00e3o \u00e9 um evento de economia, mas de governan\u00e7a. O professor destacou que at\u00e9 2026, chegar\u00e1 ao mercado o produto que pode ser gerado em novembro deste ano. <em>\u201cMil dias nos separam da atitude de hoje\u201d<\/em>, afirmou Barcellos. Conforme o professor, intelig\u00eancia, dados e informa\u00e7\u00e3o devem ser levados para dentro da porteira e fazem parte da alavanca da competitividade para sobreviver. O ciclo proativo das decis\u00f5es, conforme Barcellos, \u00e9 an\u00e1lise de dados, tomada de decis\u00e3o e atitude.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as palestras, foi realizada uma mesa redonda onde foram debatidos os dados apresentados pelos convidados. A coordena\u00e7\u00e3o da mesa foi da produtora Fernanda Costabeber. <\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Desenvolve Pecu\u00e1ria | Foto: AgroEffective\/Divulga\u00e7\u00e3o | Texto: Ieda Risco\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n\n\n\n<p><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento promovido pelo Instituto Desenvolve Pecu\u00e1ria reuniu em Porto Alegre nomes importantes do setor varejista, da ind\u00fastria e produ\u00e7\u00e3o para falar sobre alternativas \u00e0 carne ga\u00facha Pela segunda vez, produtores, ind\u00fastria e varejo se reuniram para debater os problemas que envolvem a cadeia da carne bovina ga\u00facha. 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