{"id":60889,"date":"2023-12-04T15:29:50","date_gmt":"2023-12-04T18:29:50","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=60889"},"modified":"2023-12-04T15:29:51","modified_gmt":"2023-12-04T18:29:51","slug":"boletim-de-hiv-e-aids-apresenta-alerta-sobre-situacao-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/boletim-de-hiv-e-aids-apresenta-alerta-sobre-situacao-no-rs\/","title":{"rendered":"Boletim de HIV e Aids apresenta alerta sobre situa\u00e7\u00e3o no RS"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>Em alus\u00e3o ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1\u00ba de dezembro, foi lan\u00e7ado neste m\u00eas o Boletim Epidemiol\u00f3gico do HIV e da Aids. O documento \u00e9 elaborado anualmente pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e contribui para se pensar na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento tamb\u00e9m a n\u00edvel estadual e municipal.<\/p>\n<p>Em sexto lugar nas taxas de novos casos e em primeiro no ranking de mortalidade, o Rio Grande do Sul \u00e9 um dos Estados que chama a aten\u00e7\u00e3o pelos \u00edndices.\u00a0<\/p>\n<p>A infec\u00e7\u00e3o pelo HIV e a Aids ainda s\u00e3o problemas de sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds. Comparando os anos de 2020 e 2022, o n\u00famero de casos de infec\u00e7\u00e3o pelo HIV aumentou 17,2% no Brasil. No Estado, o aumento no per\u00edodo foi de 3%, passando de 2.836 casos notificados para 2.920 no ano passado.<\/p>\n<p>Em 2022, o ranking referente \u00e0s taxas de detec\u00e7\u00e3o de Aids mostrou o Rio Grande do Sul como o sexto de maior \u00edndice no pa\u00eds: 23,9 casos por 100 mil habitantes. Os Estados l\u00edderes nesse \u00edndice s\u00e3o Roraima (34,5), Amazonas (32,3), Par\u00e1 (26,3), Santa Catarina (25,3) e Amap\u00e1 (25). A m\u00e9dia nacional \u00e9 de 17,1.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao coeficiente de mortalidade, o RS \u00e9 o l\u00edder: 7,3 \u00f3bitos por 100 mil habitantes \u2013 a m\u00e9dia nacional \u00e9 de 4,1. Em 2022, no Estado, foram 1.130 mortes por causa b\u00e1sica notificada como Aids.<\/p>\n<p>O boletim nacional trabalha com dados fechados at\u00e9 30 de junho deste ano, ou seja, consta apenas o primeiro semestre do ano corrente. Por isso as informa\u00e7\u00f5es a serem consideradas no documento s\u00e3o as de 2022.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00f5es-chave e a\u00e7\u00f5es preventivas<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica \u00e9 sustentada por profundas desigualdades sociais e pela perman\u00eancia de estigmas e preconceitos sobre o HIV\/Aids. \u00c0 medida que as pesquisas avan\u00e7aram, olhares mais inclusivos foram ganhando espa\u00e7o. O Programa Conjunto das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre HIV\/AIDS (Unaids) passou a falar em \u201cpopula\u00e7\u00f5es-chave\u201d, em substitui\u00e7\u00e3o ao antigo termo \u201cgrupos de risco\u201d, para tratar de pessoas que t\u00eam probabilidade maior de se expor a comportamentos de risco devido a diversas circunst\u00e2ncias sociais e comportamentais.<\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es mais importantes de combate ao problema est\u00e3o a amplia\u00e7\u00e3o da testagem r\u00e1pida; a disponibiliza\u00e7\u00e3o da profilaxia pr\u00e9-exposi\u00e7\u00e3o ao HIV (PrEP) e da profilaxia p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o ao HIV (PEP); e os tratamentos altamente efetivos para controlar a carga viral e manter o HIV indetect\u00e1vel em pessoas que vivem com o v\u00edrus, fazendo com que elas n\u00e3o mais o transmitam.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, a implementa\u00e7\u00e3o dessas medidas vem acompanhada de outras estrat\u00e9gias. Dentre elas, a manuten\u00e7\u00e3o do Projeto Gera\u00e7\u00e3o Consciente \u2013 iniciativa da Secretaria da Sa\u00fade (SES) em parceria com a Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o (Seduc), a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), o Unaids e o RS Seguro \u2013, dirigido a jovens estudantes de escolas estaduais e municipais no qual um dos eixos trabalhados \u00e9 a sa\u00fade sexual e reprodutiva.<\/p>\n<p><em>\u201cConsiderando a preval\u00eancia de casos no Estado, n\u00e3o se pode focar as a\u00e7\u00f5es de enfrentamento somente em grupos espec\u00edficos. \u00c9 necess\u00e1rio alcan\u00e7ar a popula\u00e7\u00e3o como um todo\u201d<\/em>, ressalta Fernanda Carvalho, integrante da Coordena\u00e7\u00e3o Estadual de IST\/Aids, da SES.<\/p>\n<p>Nesse sentido, destaca-se a iniciativa estadual de adotar a testagem do HIV em car\u00e1ter obrigat\u00f3rio em todas as gestantes e parturientes no momento do parto, independentemente do n\u00famero de testagens anteriores. Isso resultou no aumento expressivo da cobertura de testagem nas maternidades.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a partir de 2018, a SES instituiu a recomenda\u00e7\u00e3o em Nota T\u00e9cnica Estadual de testagem para HIV em pais ou parceiros nas maternidades e a testagem tanto no puerp\u00e9rio quanto durante o aleitamento materno.<\/p>\n<p><strong>Dezembro Vermelho<\/strong><\/p>\n<p>O Dia Mundial de Luta Contra a Aids, 1\u00ba de dezembro, foi institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) como uma data simb\u00f3lica de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a epidemia de Aids. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas), o dia \u00e9 uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas no enfrentamento \u00e0 doen\u00e7a e melhorar a compreens\u00e3o do impacto causado pelo v\u00edrus HIV como um problema de sa\u00fade p\u00fablica global e ainda em andamento. Nesse sentido, o\u00a0Dezembro Vermelho marca uma mobiliza\u00e7\u00e3o nacional na luta contra o v\u00edrus HIV, a Aids e outras IST (infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis).<\/p>\n<p>Neste ano, a SES lan\u00e7ou uma campanha para redes sociais e r\u00e1dios com foco na preven\u00e7\u00e3o e no diagn\u00f3stico. O material faz um chamado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o para a testagem regular e o uso de preservativos e de gel lubrificante. As pe\u00e7as tamb\u00e9m buscam encorajar as pessoas a n\u00e3o ficarem na d\u00favida e a acessarem as profilaxias dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Com a chamada \u201cCuide da sua vida\u201d, a campanha tamb\u00e9m faz alus\u00e3o \u00e0 alta mortalidade por Aids no Estado \u2013 fato que pode estar relacionado a uma maior propor\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos tardios da infec\u00e7\u00e3o pelo HIV, j\u00e1 em fase mais avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>A campanha defende que cuidar-se \u00e9 \u2013 para al\u00e9m do uso de preservativos \u2013 testar-se regularmente e fazer uso de outras estrat\u00e9gias da preven\u00e7\u00e3o \u2013 e, no caso de exame positivo, iniciar o tratamento o quanto antes. Assim, \u00e9 poss\u00edvel preservar a vida da pessoa e tornar a carga viral indetect\u00e1vel, ou seja, sem possibilidade de transmiss\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>Alguns n\u00fameros do RS no boletim de 2023 (dados de 2022)<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Casos de HIV notificados no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan): 2.920<\/li>\n<li>Gestantes infectadas pelo HIV (casos e taxa de detec\u00e7\u00e3o por 1.000 nascidos vivos): 950 \/ 7,9<\/li>\n<li>Casos de crian\u00e7as expostas ao HIV notificados no Sinan: 1.577<\/li>\n<li>\u00d3bitos por causa b\u00e1sica Aids: 1.130<\/li>\n<li>Coeficiente de mortalidade por Aids (por 100.000 habitantes): 7,3<\/li>\n<\/ul>\n<p>Al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es constantes no boletim, os dados espec\u00edficos para cada um dos 5.570 munic\u00edpios brasileiros podem ser visualizados por meio dos pain\u00e9is de indicadores epidemiol\u00f3gicos dispon\u00edveis neste\u00a0<strong><a href=\"http:\/\/indicadores.aids.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">link<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n<p>Entre as capitais do pa\u00eds, Porto Alegre \u00e9 a que apresentou maior \u00edndice em um levantamento dos \u00faltimos cinco anos (de 2018 a 2022) que leva em considera\u00e7\u00e3o as taxas de detec\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o geral, mortalidade e registros em menores de cinco anos de idade.<\/p>\n<p>No ranking dos 100 munic\u00edpios com mais de 100.000 habitantes para esse mesmo per\u00edodo (segundo \u00edndice composto), o Rio Grande do Sul conta com seis cidades na lista: Canoas (2\u00aa), Gravata\u00ed (7\u00aa), Novo Hamburgo (33\u00aa), Bag\u00e9 (44\u00aa), Pelotas (64\u00aa) e Passo Fundo (81\u00aa).<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.gov.br\/aids\/pt-br\/central-de-conteudo\/boletins-epidemiologicos\/2023\/hiv-aids\/boletim-epidemiologico-hiv-e-aids-2023.pdf\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Boletim Epidemiol\u00f3gico - HIV e Aids 2023<\/strong><\/a>\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS |\u00a0Texto: Ascom SES | Edi\u00e7\u00e3o: Felipe Borges\/Secom\u00a0<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em alus\u00e3o ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1\u00ba de dezembro, foi lan\u00e7ado neste m\u00eas o Boletim Epidemiol\u00f3gico do HIV e da Aids. 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