{"id":61823,"date":"2024-02-01T23:35:56","date_gmt":"2024-02-02T02:35:56","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=61823"},"modified":"2024-02-01T23:35:57","modified_gmt":"2024-02-02T02:35:57","slug":"projetos-de-exportacao-beneficiam-cadeia-produtiva-da-noz-peca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/projetos-de-exportacao-beneficiam-cadeia-produtiva-da-noz-peca\/","title":{"rendered":"Projetos de exporta\u00e7\u00e3o beneficiam cadeia produtiva da noz-pec\u00e3"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i>Tema foi abordado na primeira edi\u00e7\u00e3o da live Segredos da Pecan organizada pelo IBPecan em seu canal de YouTube<\/i><\/p>\n<p><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) iniciou um novo programa em seu canal de YouTube nesta ter\u00e7a-feira, 30 de janeiro, com o objetivo de levar aos s\u00f3cios e interessados informa\u00e7\u00f5es relevantes para a cadeia da pecanicultura. Nesta primeira edi\u00e7\u00e3o do \u201cSegredos da Pecan\u201d, o tema abordado foi \u201cO Caminho da Exporta\u00e7\u00e3o\u201d, que contou com a apresenta\u00e7\u00e3o do associado Lailor Garcia. A live ser\u00e1 transmitida sempre na \u00faltima ter\u00e7a-feira do m\u00eas.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Garcia enfatizou que o tema proposto \u00e9 de alta relev\u00e2ncia para o sucesso da cadeia produtiva da noz-pec\u00e3 e \u201cimpacta todos os envolvidos direta ou indiretamente\u201d. \u201cEste espa\u00e7o criado pelo Instituto se prop\u00f5e a falar sobre importantes assuntos de interesse dos produtores de pecan e que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o tratados\u201d, afirmou, destacando que nesta primeira edi\u00e7\u00e3o do programa foram convidados nomes com grande expertise em exporta\u00e7\u00e3o.\u00a0 A estreia contou com Arturo Muttoni, diretor da Exteriorize Consultoria em Com\u00e9rcio Exterior, e Demian Segatto da Costa, pecanicultor com experi\u00eancia em exporta\u00e7\u00e3o consorciada e ex-presidente do IBPecan, que responderam a perguntas formuladas pelo apresentador.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Arturo Muttoni, que h\u00e1 seis anos iniciou a sua consultoria e criou o programa Exporta\u00e7\u00e3o pela M\u00e3o, ressaltou que as vendas externas contribuem para o aumento de receita, para o reconhecimento da marca e a qualidade do produto. \u201cS\u00e3o pontos que ajudam tanto para o mercado externo quanto para o consumidor interno\u201d, observou, destacando tamb\u00e9m a quest\u00e3o da sazonalidade como uma vantagem da pecan brasileira. \u201cOs grandes players est\u00e3o nos Estados Unidos e no M\u00e9xico e n\u00f3s temos a vantagem de oferecer o produto em momentos de baixa nestes pa\u00edses\u201d, observou, colocando que \u00a0a diversifica\u00e7\u00e3o de mercados tamb\u00e9m \u00e9 mais uma vantagem. \u201cA venda externa abre um leque de oportunidades que ir\u00e3o ajudar o produtor a manter o n\u00edvel de vendas mesmo em cen\u00e1rios mais desfavor\u00e1veis internamente\u201d, destacou.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Muttoni ressaltou, ainda, que no Brasil existe o mito de que a exporta\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para os grandes produtores, mas colocou que isso n\u00e3o \u00e9 verdade. \u201cQuem conseguir atender os requisitos necess\u00e1rios pode exportar. O essencial \u00e9 que tenha capacidade produtiva e n\u00e3o desabaste\u00e7a o mercado interno\u201d, disse, lembrando que o Brasil \u00e9 um grande mercado. Pontuou tamb\u00e9m que o produtor sempre deve cumprir com a quest\u00e3o da qualidade, \u201cprincipalmente quando se fala em alimentos\u201d, al\u00e9m de ter capacidade \u00a0de investimento para a divulga\u00e7\u00e3o do seu produto.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>O especialista destacou quatro a\u00e7\u00f5es que devem ser levadas em conta na hora de exportar. Segundo Muttoni, o primeiro passo \u00e9 se preparar e entender que \u00e9 um processo de m\u00e9dio e longo prazo; em segundo lugar, pesquisar, ou seja, conhecer o mercado e entender as diferentes realidades, o que vai ser exigido; em terceiro, fazer a promo\u00e7\u00e3o do produto para que ele chegue aos olhos do potencial cliente; e em quarto lugar, manter o relacionamento com o cliente, sempre trocando informa\u00e7\u00f5es, em especial sobre o setor em geral.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o em projetos de exporta\u00e7\u00e3o, Muttoni salientou que beneficia toda a cadeia produtiva. Afirmou que pela parte do produtor, um projeto setorial facilita o acesso a mercados internacionais. Citou a ApexBrasil que, de acordo com ele, faz um excelente papel, prospectando oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o. \u201cA ideia de um projeto setorial \u00e9 fortalecer a imagem da pecan brasileira oportunizando a participa\u00e7\u00e3o em miss\u00f5es empresariais, rodadas de neg\u00f3cios e feiras\u201d, concluiu.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>J\u00e1 o advogado e pecanicultor com experi\u00eancia em exporta\u00e7\u00e3o consorciada, Demian \u00a0Segatto da Costa, observou que nos \u00faltimos 15 anos, desde que entrou no mercado de produ\u00e7\u00e3o de noz-pec\u00e3, o n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o vem crescendo bastante no meio. Tanto que a pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o do IBPecan, em 2018, ocorreu no sentido de trabalhar melhor os problemas na cadeia produtiva. Costa lembrou que, naquela \u00e9poca, j\u00e1 se conversava quest\u00f5es como \u00e1rea plantada de pecan, aumento da produ\u00e7\u00e3o, o que aconteceria com o consumo no mercado interno e o que seria feito com o excedente, uma vez que n\u00e3o se falava tanto em exporta\u00e7\u00e3o.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Costa ressaltou que nesta quest\u00e3o das vendas externas do produto, o Instituto decidiu liderar os contatos com o Minist\u00e9rio da Agricultura e atuar no processo de abertura do mercado chin\u00eas. \u201cTamb\u00e9m participou de outras iniciativas junto \u00e0 ApexBrasil e \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA). Todos estes projetos visam profissionalizar cada vez mais o produtor\u201d, pontuou.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Sobre exporta\u00e7\u00e3o consorciada, Costa explicou que a iniciativa possibilita que o produtor de noz-pec\u00e3, que n\u00e3o tenha volume suficiente para exportar individualmente, possa se associar com outros produtores e, consequentemente, maximizar os lucros. \u201cPara fazer uma exporta\u00e7\u00e3o, eu preciso encher um cont\u00eainer. O custo de log\u00edstica para uma exporta\u00e7\u00e3o individual em um pallet n\u00e3o justifica uma exporta\u00e7\u00e3o. Ela ficaria inviabilizada,\u201d observou.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Quanto aos crit\u00e9rios para participar da Exporta\u00e7\u00e3o Consorciada, Costa apontou que o produtor precisa basicamente atender os par\u00e2metros de qualidade exigidos pelos clientes internacionais. Observou, neste sentido, que os produtores precisam conhecer a qualidade da fruta. Como exemplo, destacou que se a noz-pec\u00e3 n\u00e3o tiver 52% de rendimento ou mais, n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel exportar. Para um rendimento alto, frisou a necessidade de um beneficiamento profissional p\u00f3s colheita como armazenamento em c\u00e2mara fria, secagem e separa\u00e7\u00e3o das nozes por tamanho e categoria dentro dos lotes de cada produtor devidamente identificado.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Demian Segatto da Costa, por fim, enfatizou que o mercado exportador de noz-pec\u00e3 est\u00e1 se consolidando aos poucos contra concorrentes mais tradicionais como Estados Unidos e M\u00e9xico. Num primeiro momento, ele entende que a disputa poder\u00e1 ser por pre\u00e7o, mas aos poucos o desafio ser\u00e1 mostrar que a pecan brasileira pode disputar em qualidade com estes outros mercados. Para isso, voltou a enfatizar a necessidade de os produtores se aproximarem cada vez mais dos projetos governamentais intermediados pelo IBPecan: \u201cn\u00e3o faz mais sentido um produtor de pecan pensar em exportar e n\u00e3o estar inscrito em um programa como o Agro BR, n\u00e3o faz mais sentido n\u00f3s como setor achar que a pecan deve estar posicionada no mundo sem estar inserida em um programa da ApexBrasil.\u201d concluiu.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) | Foto: Divulga\u00e7\u00e3o | Texto: Rejane Costa e Artur Chagas\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tema foi abordado na primeira edi\u00e7\u00e3o da live Segredos da Pecan organizada pelo IBPecan em seu canal de YouTube O Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) iniciou um novo programa em seu canal de YouTube nesta ter\u00e7a-feira, 30 de janeiro, com o objetivo de levar aos s\u00f3cios e interessados informa\u00e7\u00f5es relevantes para a cadeia da pecanicultura. 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