{"id":78413,"date":"2025-09-23T09:41:10","date_gmt":"2025-09-23T12:41:10","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=78413"},"modified":"2025-09-23T09:41:12","modified_gmt":"2025-09-23T12:41:12","slug":"estudo-da-conectaragro-revela-que-apenas-69-das-lavouras-de-cafe-no-brasil-tem-acesso-a-internet","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/estudo-da-conectaragro-revela-que-apenas-69-das-lavouras-de-cafe-no-brasil-tem-acesso-a-internet\/","title":{"rendered":"Estudo da ConectarAGRO revela que apenas 69% das lavouras de caf\u00e9 no Brasil t\u00eam acesso \u00e0 internet"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Levantamento mostra disparidades regionais: Paran\u00e1, Esp\u00edrito Santo e S\u00e3o Paulo lideram em conectividade, enquanto Minas Gerais enfrenta desafios<\/i><\/p>\n<div>\n<p>O caf\u00e9 \u00e9 um dos pilares do agroneg\u00f3cio brasileiro. O pa\u00eds \u00e9 o maior produtor e exportador mundial, respons\u00e1vel por aproximadamente um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o global, e deve colher em 2025 uma safra estimada em 55,7 milh\u00f5es de sacas de 60 kg, de acordo com a Conab, um crescimento de 2,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Diante desse cen\u00e1rio, a conectividade surge como um elemento estrat\u00e9gico para garantir que a cafeicultura nacional siga competitiva, sustent\u00e1vel e preparada para atender \u00e0s crescentes exig\u00eancias dos mercados consumidores.<\/p>\n<p>A ConectarAGRO, associa\u00e7\u00e3o que visa fomentar a expans\u00e3o do acesso \u00e0 internet, em parceria com a Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV), realizou um levantamento in\u00e9dito sobre a presen\u00e7a da internet 4G e 5G nas lavouras brasileiras, cruzando dados de produ\u00e7\u00e3o com cobertura digital. O estudo mostra que, dos 1,27 milh\u00e3o de hectares cultivados com caf\u00e9 no Brasil, 69% possuem acesso a redes m\u00f3veis, um avan\u00e7o expressivo, mas que tamb\u00e9m revela desigualdades marcantes entre estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Os dados apontam que Paran\u00e1 (81,8%), Esp\u00edrito Santo (79,5%) e S\u00e3o Paulo (76,3%) lideram em conectividade, estando mais bem posicionados para adotar tecnologias como agricultura de precis\u00e3o, monitoramento remoto e ferramentas de rastreabilidade. O Esp\u00edrito Santo, por exemplo, alia sua elevada cobertura digital \u00e0 for\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o de conilon no norte do estado e de ar\u00e1bica nas montanhas, alcan\u00e7ando tamb\u00e9m a maior produtividade m\u00e9dia entre os principais estados produtores (32,03 sc\/ha). J\u00e1 S\u00e3o Paulo, ber\u00e7o hist\u00f3rico do caf\u00e9 no pa\u00eds, mant\u00e9m relev\u00e2ncia por meio de regi\u00f5es como a Mogiana e Alta Mogiana, onde a tecnologia e a conectividade t\u00eam impulsionado a qualidade dos gr\u00e3os. O Paran\u00e1, apesar de ter perdido espa\u00e7o em volume desde as geadas dos anos 1970, hoje se reinventa com caf\u00e9s especiais, apoiados por um \u00edndice de conectividade exemplar.<\/p>\n<p>Minas Gerais, maior produtor do pa\u00eds, ocupa posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria: s\u00e3o 886 mil hectares de caf\u00e9, dos quais 67,8% est\u00e3o conectados. <em>\u201cO dado, que \u00e0 primeira vista parece robusto, esconde os desafios do estado, cuja produ\u00e7\u00e3o \u00e9 marcada por topografia montanhosa, grande dispers\u00e3o territorial e predomin\u00e2ncia de pequenas propriedades, o que dificulta a universaliza\u00e7\u00e3o da cobertura digital mesmo em regi\u00f5es de forte tradi\u00e7\u00e3o cafeeira, como Sul de Minas e Matas de Minas<\/em>\u201d, explica Paola Campiello, presidente da ConectarAGRO.<\/p>\n<p>Em contrapartida, Bahia (40,7%) e Goi\u00e1s (10,5%) registram os piores \u00edndices de conex\u00e3o, cen\u00e1rio que dificulta a inser\u00e7\u00e3o plena de suas lavouras na chamada agricultura 4.0. A Bahia, embora apresente produtividade relativamente elevada (25,43 sc\/ha), sofre com a dist\u00e2ncia entre \u00e1reas produtivas e centros urbanos, al\u00e9m da limita\u00e7\u00e3o estrutural da cobertura digital em regi\u00f5es como o Oeste Baiano e a Chapada Diamantina. Goi\u00e1s, com apenas 10,5% das lavouras conectadas, mostra a maior lacuna tecnol\u00f3gica, evidenciando a urg\u00eancia de investimentos em infraestrutura.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise municipal<\/strong><\/p>\n<p>A an\u00e1lise em n\u00edvel municipal refor\u00e7a esse retrato de contrastes. Entre os dez munic\u00edpios com maiores \u00e1reas de caf\u00e9 plantada, todos localizados em Minas Gerais, h\u00e1 cen\u00e1rios distintos: Patroc\u00ednio, no Cerrado Mineiro, possui a maior \u00e1rea cultivada (44,5 mil ha) e registra 57,9% de conectividade, enquanto Monte Carmelo, tamb\u00e9m no Cerrado, alcan\u00e7a 81,9% de cobertura e produtividade m\u00e9dia de 42 sc\/ha. J\u00e1 Serra do Salitre, com 16,7 mil ha, conecta apenas 23% de suas lavouras, resultado que ilustra como a aus\u00eancia de infraestrutura digital pode limitar o potencial produtivo mesmo em regi\u00f5es de alta aptid\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>O estudo mostra que a conectividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser condi\u00e7\u00e3o essencial para o desenvolvimento da cafeicultura. A presen\u00e7a de internet no campo viabiliza desde o uso de sensores de monitoramento clim\u00e1tico e sistemas de irriga\u00e7\u00e3o inteligentes at\u00e9 plataformas de rastreabilidade e certifica\u00e7\u00f5es de origem, cada vez mais exigidas por mercados internacionais, como o europeu. Os estados e munic\u00edpios mais conectados j\u00e1 colhem ganhos em efici\u00eancia, sustentabilidade e qualidade, enquanto regi\u00f5es ainda desconectadas enfrentam riscos de estagna\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e perda de competitividade.<\/p>\n<p>\u201c<em>A conectividade representa inclus\u00e3o social, seguran\u00e7a alimentar e soberania tecnol\u00f3gica. Garantir acesso digital nas lavouras \u00e9 assegurar que o caf\u00e9 brasileiro continue sendo refer\u00eancia mundial em qualidade, inova\u00e7\u00e3o e sustentabilidade, em um mercado cada vez mais exigente<\/em>\u201d, conclui Campiello.<\/p>\n<p><strong>Sobre a ConectarAGRO<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>A ConectarAGRO \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o civil sem fins lucrativos que visa fomentar a expans\u00e3o do acesso \u00e0 internet nas \u00e1reas remotas do Brasil, para conectar pessoas, m\u00e1quinas e instrumentos, viabilizando a Internet das Coisas (IoT) na agricultura. Para isso, prop\u00f5e a conectividade em toda a \u00e1rea produtiva, agricult\u00e1vel. Uma das tecnologias, ou a preponderante, na cobertura \u00e9 o 4G, com frequ\u00eancia de 700 MHz. Criada para solucionar o problema comum de falta de conectividade no campo, enfrentado pelo agroneg\u00f3cio, a iniciativa j\u00e1 contribuiu para levar internet em extensas \u00e1reas rurais e remotas no Brasil.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>LVBA Comunica\u00e7\u00e3o | Foto: conecta_agro<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento mostra disparidades regionais: Paran\u00e1, Esp\u00edrito Santo e S\u00e3o Paulo lideram em conectividade, enquanto Minas Gerais enfrenta desafios O caf\u00e9 \u00e9 um dos pilares do agroneg\u00f3cio brasileiro. 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