{"id":79698,"date":"2025-10-31T09:44:12","date_gmt":"2025-10-31T12:44:12","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=79698"},"modified":"2025-10-31T09:44:15","modified_gmt":"2025-10-31T12:44:15","slug":"brasil-reforca-protagonismo-na-olivicultura-em-encontro-do-conselho-oleicola-internacional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/brasil-reforca-protagonismo-na-olivicultura-em-encontro-do-conselho-oleicola-internacional\/","title":{"rendered":"Brasil refor\u00e7a protagonismo na olivicultura em encontro do Conselho Ole\u00edcola Internacional"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Presidente do Ibraoliva destaca avan\u00e7os na qualidade do azeite nacional, desafios clim\u00e1ticos e planos para tornar Brasil membro pleno do COI<\/em><\/p>\n<p>O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Fl\u00e1vio Obino Filho, participou do 65\u00b0 Encontro do Comit\u00ea Consultivo do Conselho Ole\u00edcola Internacional (COI), realizado em Madri, na Espanha. Obino fez um pronunciamento por v\u00eddeo.<\/p>\n<p>Inicialmente, o presidente do Ibraoliva saudou os representantes do Comit\u00ea Ole\u00edcola Internacional, (COI), membros do Conselho Consultivo, delegados e observadores. \"<em>Como representante do Ibraoliva, organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane 550 produtores de azeitonas e azeite extravirgem no Brasil, gostaria de expressar minha gratid\u00e3o ao COI, em especial aos seus diretores Jaime Lillo, Abderrraouf Laajimi e Maria Juarez, pela promo\u00e7\u00e3o do consumo de azeite no Brasil por meio da campanha comercial e promocional desenvolvida pelo COI\"<\/em>, destacou.<\/p>\n<p>Obino lembrou que, no ano passado, participou de encontros com produtores no Rio Grande do Sul, do in\u00edcio da prepara\u00e7\u00e3o dos especialistas para as avalia\u00e7\u00f5es sensoriais e do encontro com autoridades em Bras\u00edlia. \"<em>Este ano, participei do encontro com produtores da Regi\u00e3o da Mantiqueira (S\u00e3o Paulo e Minas Gerais), no seguimento da prepara\u00e7\u00e3o dos analistas para as avalia\u00e7\u00f5es sensoriais e dos workshops com donos de restaurantes e varejistas\"<\/em>, recordou.<\/p>\n<p>O dirigente enfatizou que essas iniciativas tamb\u00e9m promovem a produ\u00e7\u00e3o brasileira. \"<em>Destacar as an\u00e1lises sensoriais ajuda os consumidores a entender a diferen\u00e7a entre o azeite extravirgem aut\u00eantico e o azeite importado, que no Brasil, em sua maioria, s\u00f3 leva o selo extravirgem. Qualidade gera qualidade<\/em>\", ressaltou. Obino lembrou ainda que, em defesa da qualidade, produtores brasileiros se uniram aos uruguaios para democratizar o acesso ao Concurso M\u00e1rio Solinas no Hemisf\u00e9rio Sul, defendendo a redu\u00e7\u00e3o do volume m\u00ednimo para 500 litros a pequenos produtores. \"<em>No entanto, simplesmente reduzir a quantidade m\u00ednima n\u00e3o \u00e9 suficiente. As categorias de premia\u00e7\u00e3o devem ser as mesmas, independentemente do volume de produ\u00e7\u00e3o\"<\/em>, destacou.<\/p>\n<p>No Brasil, Obino sinalizou que a qualidade reside nos pequenos produtores, e ter apenas um vencedor entre eles desestimula aqueles que a buscam. <em>\"Estamos confiantes de que, se o COI implementar essas mudan\u00e7as, o Concurso M\u00e1rio Solinas de 2026 n\u00e3o ter\u00e1 apenas quatro produtores brasileiros, como em 2025. Teremos 10, 15 ou, quem sabe, 20<\/em>\", projetou<\/p>\n<p>Obino recordou que, na \u00faltima vez que esteve no COI, 95% dos azeites importados, analisados sensorialmente pelo Minist\u00e9rio da Agricultura do Brasil, n\u00e3o eram extravirgens. Hoje, esse n\u00famero caiu para 57%, mas a maioria dos azeites importados para o Brasil ainda apresenta defeitos que, segundo os padr\u00f5es do COI, n\u00e3o podem ser classificados como extravirgens. Ele destacou que o combate \u00e0 fraude na rotulagem do azeite, ao contr\u00e1rio do que alguns pensavam, n\u00e3o reduziu o consumo de azeite no Brasil, mesmo com o aumento do pre\u00e7o dos produtos importados devido \u00e0 escassez de produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 2024. Para o presidente do Ibraoliva, o consumidor brasileiro est\u00e1 sendo educado \u00e9 poss\u00edvel que at\u00e9 o final da d\u00e9cada, se dobre o consumo per capita de azeite no Brasil. Obino destacou que este \u00e9 um mercado em crescimento que continua atraente para exportadores s\u00e9rios, que atuam como embaixadores do azeite. \"<em>Vale lembrar que apenas 1% do azeite consumido no Brasil \u00e9 produzido internamente<\/em>\", destacou<\/p>\n<p>O dirigente lembrou que, no Brasil, nos \u00faltimos dois anos, houve uma queda de 70% na produ\u00e7\u00e3o de azeite. O excesso de chuvas no sul do Brasil e a falta de chuva na regi\u00e3o da Mantiqueira causaram uma queda dr\u00e1stica na produ\u00e7\u00e3o. Assim, o maior desafio \u00e9 manter est\u00e1vel a produ\u00e7\u00e3o de azeitonas. \"<em>Superamos o desafio da qualidade no Brasil. Fiquei muito orgulhoso, na reuni\u00e3o que participei em Bras\u00edlia com representantes das embaixadas dos pa\u00edses-membros do COI, quando ouvi do diretor Jaime Lillo que nem na Toscana ele havia provado azeites com a qualidade m\u00e9dia dos que provou no Rio Grande do Sul, dos que provou no Brasil. Mas de nada adianta ter qualidade se n\u00e3o houver frutos na \u00e1rvore. Nosso foco atual \u00e9 a pesquisa: entender onde tivemos sucesso e onde falhamos\"<\/em>, enfatizou.<\/p>\n<p>Nesse sentido, no in\u00edcio de dezembro, Brasil e Uruguai realizar\u00e3o um semin\u00e1rio binacional focado em quest\u00f5es t\u00e9cnicas, e agradeceu ao COI pelo apoio. \"<em>Informo tamb\u00e9m que as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas deste ano t\u00eam sido favor\u00e1veis at\u00e9 o momento e esperamos uma produ\u00e7\u00e3o recorde em 2026 \u2014 pelo menos tr\u00eas vezes maior que a do ano passado. Esperamos entre 700.000 e 1 milh\u00e3o de litros. Nada em termos globais, mas muito para quem iniciou essa atividade h\u00e1 menos de duas d\u00e9cadas\"<\/em>, projetou.<\/p>\n<p>Obino finalizou afirmando que, se o principal objetivo \u00e9 a pesquisa e o desafio \u00e9 aumentar a produ\u00e7\u00e3o nacional, tamb\u00e9m \u00e9 preciso criar condi\u00e7\u00f5es para que o Brasil se torne membro do COI. \"<em>N\u00e3o pouparemos esfor\u00e7os para atingir essa meta. Espero que o Brasil se sente \u00e0 mesa como membro pleno em um futuro muito pr\u00f3ximo. Queremos fazer parte desta grande fam\u00edlia<\/em>\", concluiu.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) | <span style=\"font-size: revert; color: initial;\">Foto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective |\u00a0<\/span>Texto: Ieda Risco\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Ibraoliva destaca avan\u00e7os na qualidade do azeite nacional, desafios clim\u00e1ticos e planos para tornar Brasil membro pleno do COI O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Fl\u00e1vio Obino Filho, participou do 65\u00b0 Encontro do Comit\u00ea Consultivo do Conselho Ole\u00edcola Internacional (COI), realizado em Madri, na Espanha. 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