{"id":80121,"date":"2025-11-14T09:57:50","date_gmt":"2025-11-14T12:57:50","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=80121"},"modified":"2025-11-14T09:57:52","modified_gmt":"2025-11-14T12:57:52","slug":"safra-de-trigo-avanca-no-rio-grande-do-sul-com-alerta-para-baixa-rentabilidade-do-produtor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/safra-de-trigo-avanca-no-rio-grande-do-sul-com-alerta-para-baixa-rentabilidade-do-produtor\/","title":{"rendered":"Safra de trigo avan\u00e7a no Rio Grande do Sul com alerta para baixa rentabilidade do produtor"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Segundo a FecoAgro\/RS pre\u00e7os da cultura decepcionam produtores e devem desestimular \u00e1rea para a pr\u00f3xima safra<\/em><\/p>\n<p>A safra de inverno do Rio Grande do Sul foi tema de uma reuni\u00e3o do Conselho da Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro\/RS). A principal abordagem foi sobre a safra ga\u00facha de trigo, que deve estar em torno de 50% de sua colheita finalizada. Segundo o presidente da entidade, Paulo Pires, ainda \u00e9 muito dif\u00edcil quantificar o percentual exato da colheita, pois segundo os departamentos t\u00e9cnicos das cooperativas, existem diferentes n\u00fameros de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O dirigente explica que existe uma clara evid\u00eancia de que o produtor que usou mais tecnologia obteve melhor produtividade, embora ainda abaixo do que esperava. <em>\"Muitos tinham a expectativa de colher 70 ou 80 sacos por hectare, mas esse resultado ficou comprometido. O baixo uso de tecnologia foi o grande fator desta safra. O produtor trabalhou, digamos, em leg\u00edtima defesa. Ele considera importante manter a cultura, acredita que \u00e9 uma lavoura f\u00e1cil de conduzir no Rio Grande do Sul e, por isso, optou por realiz\u00e1-la com baixa tecnologia, o que, em todos os sentidos, n\u00e3o \u00e9 o ideal<\/em>\", observa.<\/p>\n<p>Pires salienta ainda que se tem mais produto de menor qualidade na colheita, menor volume de produ\u00e7\u00e3o e menos palha, considerando v\u00e1rios fatores negativos na safra deste ano. <em>\"Mas \u00e9 a realidade: uma leg\u00edtima defesa do produtor. Estimamos que a safra de trigo no Estado passe de 3,7 milh\u00f5es de toneladas. Infelizmente, o pre\u00e7o \u00e9 muito ruim e o produtor est\u00e1 decepcionado com a renda e o resultado desta colheita. \u00c9 prov\u00e1vel que tenhamos redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea no pr\u00f3ximo ano, o que \u00e9 uma pena<\/em>\", refor\u00e7a, acrescentando que se trata de uma cultura importante para o Rio Grande do Sul e uma excelente op\u00e7\u00e3o de inverno para as propriedades. <em>\"Al\u00e9m de conservar e preservar o solo por causa da palhada, o trigo traz renda\"<\/em>, complementa.<\/p>\n<p>O presidente da FecoAgro\/RS destaca que, neste contexto, o produtor olha o resultado econ\u00f4mico e, nesse ponto, ele tem raz\u00e3o. \"<em>O desempenho financeiro da cultura tem sido muito ruim. S\u00f3 para ter uma ideia: um produtor que colheu 50 sacos por hectare, ou 3 mil quilos, segundo nossa \u00e1rea t\u00e9cnica, teve resultado negativo de 11 sacas de trigo se vender essa produ\u00e7\u00e3o a R$ 56,00 por saca. D\u00e1 para perceber a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. O c\u00e1lculo varia conforme o volume colhido, mas a tend\u00eancia \u00e9 essa\"<\/em>, frisa.<\/p>\n<p>A canola, conforme Pires, por outro lado, apresenta cen\u00e1rio diferente. Embora com \u00e1rea bem menor e menos expressiva, h\u00e1 interesse crescente dos produtores em ampliar o cultivo. <em>\"Temos limita\u00e7\u00f5es, como a importa\u00e7\u00e3o de sementes e o fato de ainda n\u00e3o ser uma cultura dominada, mas \u00e9 prov\u00e1vel que haja aumento significativo de \u00e1rea, o que \u00e9 positivo, inclusive para o trigo. A rota\u00e7\u00e3o de culturas melhora o controle de plantas invasoras e de doen\u00e7as, al\u00e9m de favorecer o sistema produtivo como um todo<\/em>\", destaca.<\/p>\n<p>O dirigente conclui que , de qualquer forma, a falta de renda nas culturas de inverno \u00e9 algo marcante. \"<em>Tomara que esses pre\u00e7os, que fogem do nosso controle, melhorem. A rentabilidade do setor agropecu\u00e1rio no Rio Grande do Sul \u00e9 muito baixa. Al\u00e9m do risco elevado, praticamente todas as lavouras est\u00e3o sendo feitas sem seguro e sem Proagro. A perspectiva de rentabilidade para o produtor \u00e9 muito ruim, e n\u00e3o h\u00e1 sinaliza\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que possam mudar esse cen\u00e1rio<\/em>\", finaliza o presidente da FecoAgro\/RS.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro\/RS) | <span style=\"font-size: revert; color: initial;\">Foto: FecoAgro\/Divulga\u00e7\u00e3o | <\/span><span style=\"font-size: revert; color: initial;\">Texto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective<\/span><\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a FecoAgro\/RS pre\u00e7os da cultura decepcionam produtores e devem desestimular \u00e1rea para a pr\u00f3xima safra A safra de inverno do Rio Grande do Sul foi tema de uma reuni\u00e3o do Conselho da Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro\/RS). 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