{"id":80948,"date":"2025-12-11T09:26:06","date_gmt":"2025-12-11T12:26:06","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=80948"},"modified":"2025-12-11T09:26:11","modified_gmt":"2025-12-11T12:26:11","slug":"trigo-recua-em-2025-e-brasil-deve-ter-maior-dependencia-de-importacoes-em-mais-de-uma-decada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/trigo-recua-em-2025-e-brasil-deve-ter-maior-dependencia-de-importacoes-em-mais-de-uma-decada\/","title":{"rendered":"Trigo recua em 2025 e Brasil deve ter maior depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es em mais de uma d\u00e9cada"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Setor encara queda na produ\u00e7\u00e3o, custos vol\u00e1teis e competi\u00e7\u00e3o externa enquanto aposta em tecnologia e capital para recuperar competitividade<\/i><\/p>\n<div>\n<p>A safra brasileira de trigo deve despencar para cerca de 7,5 milh\u00f5es de toneladas em 2025, uma retra\u00e7\u00e3o impulsionada pela queda de quase 20% na \u00e1rea plantada. Ao mesmo tempo, o consumo interno segue firme entre 12 e 13 milh\u00f5es de toneladas. O resultado \u00e9 uma disparada na depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es, que pode chegar a 7 milh\u00f5es de toneladas, o maior volume em mais de dez anos. Em meio a um mercado pressionado por custos vol\u00e1teis, c\u00e2mbio inst\u00e1vel e concorr\u00eancia argentina, produtores e ind\u00fastrias aceleram a ado\u00e7\u00e3o de tecnologia e gest\u00e3o baseada em dados para evitar perdas, recuperar efici\u00eancia e reposicionar o setor.<\/p>\n<p>Em meio a esse cen\u00e1rio, o setor busca competitividade com gest\u00e3o mais eficiente, uso estrat\u00e9gico de tecnologia e compromisso com a sustentabilidade. Duas estrat\u00e9gias t\u00eam apoiado os produtores nesse desafio: a ci\u00eancia de dados e os instrumentos anal\u00edticos de precis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c<em>Essa volatilidade afeta toda a cadeia. Produtores enfrentam margens comprimidas, ind\u00fastrias de moagem lidam com custos imprevis\u00edveis e moinhos recorrem a contratos futuros para mitigar riscos. A depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es exp\u00f5e o Brasil \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es cambiais e \u00e0s pol\u00edticas comerciais de pa\u00edses vizinhos, como a Argentina, que reduziu temporariamente suas al\u00edquotas de exporta\u00e7\u00e3o para 9,5% em 2025, aumentando sua competitividade no mercado brasileiro<\/em>\u201d, afirma o economista Adenauer Rockenmeyer, Delegado do Corecon-SP.<\/p>\n<p>Ele observa que a elevada demanda do mercado brasileiro por p\u00e3es e produtos derivados de farinha impulsiona o setor a promover um reajuste produtivo, visando a redu\u00e7\u00e3o de custos e o aumento da efici\u00eancia. O objetivo \u00e9 atender a essa demanda persistente por produtos farin\u00e1ceos.<\/p>\n<p><strong>O avan\u00e7o da tecnologia<\/strong><\/p>\n<p>Frente a esse cen\u00e1rio, o uso estrat\u00e9gico de dados, sensores inteligentes, instrumenta\u00e7\u00e3o anal\u00edtica e automa\u00e7\u00e3o deixou de ser diferencial e passou a ser condi\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia industrial. A chamada agricultura e ind\u00fastria de precis\u00e3o permitem decis\u00f5es baseadas em evid\u00eancia e n\u00e3o em tentativa e erro, garantindo maior dom\u00ednio sobre vari\u00e1veis cr\u00edticas e reduzindo desperd\u00edcios.<\/p>\n<p>Nesse movimento, solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas como\u00a0<em>Mixolab<\/em>,\u00a0<em>SpectraStar XT-F<\/em>,\u00a0<em>AgriCheck<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Rheo F4<\/em>, utilizadas no setor por empresas como a Pensalab, t\u00eam desempenhado papel central ao permitir an\u00e1lises r\u00e1pidas e cont\u00ednuas desde o gr\u00e3o at\u00e9 a massa final. Esses sistemas monitoram par\u00e2metros como teor de \u00e1gua, estabilidade da massa, propriedades reol\u00f3gicas, composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e atividade enzim\u00e1tica, assegurando consist\u00eancia, previs\u00e3o de comportamento e decis\u00f5es produtivas mais assertivas.<\/p>\n<p>Segundo o diretor da Pensalab, Rafael Soares, instrumentos avan\u00e7ados possibilitam o controle fino das etapas de moagem, formula\u00e7\u00e3o e panifica\u00e7\u00e3o, reduzindo retrabalho, padronizando lotes, otimizando o uso de insumos e atendendo normas regulat\u00f3rias com maior precis\u00e3o. <em>\u201cMais do que medir qualidade, essas tecnologias ajudam a antecipar desvios, permitindo a\u00e7\u00f5es preventivas e menor impacto operacional<\/em>\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com Soares, a ado\u00e7\u00e3o crescente de an\u00e1lises autom\u00e1ticas, monitoramento em tempo real e intelig\u00eancia de dados sinaliza que o setor est\u00e1 caminhando para uma nova l\u00f3gica produtiva, mais previs\u00edvel, menos exposta a volatilidades externas e sustentada por evid\u00eancias. <em>\u201cA ind\u00fastria brasileira de trigo pode transformar um cen\u00e1rio de retra\u00e7\u00e3o em um ciclo de reconstru\u00e7\u00e3o, baseado em controle, precis\u00e3o e produtividade<\/em>\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Financiamento<\/strong><\/p>\n<p>Para viabilizar a ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias baseadas em dados e intelig\u00eancia artificial, Rockenmeyer observa que se torna essencial o aporte de capital para financiar essa transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e acelerar o processo de atendimento \u00e0 demanda, restabelecendo pre\u00e7os e promovendo a moderniza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p><em>\u201cAl\u00e9m das fontes tradicionais de financiamento, o setor deve buscar oportunidades de capta\u00e7\u00e3o de recursos de m\u00e9dio e longo prazo no mercado de capitais e em fundos de investimento. Essa pr\u00e1tica representa uma tend\u00eancia crescente no agroneg\u00f3cio. As oportunidades s\u00e3o claras, diante da forte demanda por produtos derivados de farinha<\/em>\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>A busca por outras fontes de financiamento, em um cen\u00e1rio de taxas de juros elevadas, torna-se ainda mais relevante para impulsionar a transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e o reajuste produtivo do setor. <em>\u201cEssa iniciativa \u00e9 crucial para o desenvolvimento, a sustentabilidade ambiental e a adapta\u00e7\u00e3o do setor agropecu\u00e1rio aos desafios clim\u00e1ticos contempor\u00e2neos\u201d<\/em>, diz o delegado do Corecon-SP.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 aria-hidden=\"true\"><strong>Cumpliance Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setor encara queda na produ\u00e7\u00e3o, custos vol\u00e1teis e competi\u00e7\u00e3o externa enquanto aposta em tecnologia e capital para recuperar competitividade A safra brasileira de trigo deve despencar para cerca de 7,5 milh\u00f5es de toneladas em 2025, uma retra\u00e7\u00e3o impulsionada pela queda de quase 20% na \u00e1rea plantada. 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