{"id":81746,"date":"2026-01-13T11:00:30","date_gmt":"2026-01-13T14:00:30","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=81746"},"modified":"2026-01-13T11:00:34","modified_gmt":"2026-01-13T14:00:34","slug":"acordo-mercosul-uniao-europeia-nao-altera-o-atual-cenario-do-comercio-do-azeite-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/acordo-mercosul-uniao-europeia-nao-altera-o-atual-cenario-do-comercio-do-azeite-no-brasil\/","title":{"rendered":"Acordo Mercosul\u2013Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o altera o atual cen\u00e1rio do com\u00e9rcio do azeite no Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Ibraoliva afirma, em nota, que azeites europeus j\u00e1 entram no pa\u00eds com tarifa zero desde mar\u00e7o de 2025 e defende pol\u00edticas de reciprocidade em rela\u00e7\u00e3o aos produtores europeus<\/em><\/p>\n<p>O avan\u00e7o do acordo comercial entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o deve provocar redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do azeite de oliva importado nem melhora na qualidade do produto que chega ao consumidor brasileiro. A avalia\u00e7\u00e3o foi divulgada em nota pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), que acompanha as negocia\u00e7\u00f5es e apoia o acordo para o estabelecimento do livre com\u00e9rcio entre os dois blocos.<\/p>\n<p>Segundo a entidade, a aprova\u00e7\u00e3o do texto-base do acordo pela Uni\u00e3o Europeia indica que a formaliza\u00e7\u00e3o do tratado est\u00e1 pr\u00f3xima, movimento defendido pelo setor. No entanto, no que diz respeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do azeite europeu, a assinatura do acordo n\u00e3o altera o cen\u00e1rio atual do mercado brasileiro.<\/p>\n<p>O Ibraoliva destaca que, desde mar\u00e7o de 2025, os azeites importados da Uni\u00e3o Europeia entram no Brasil com al\u00edquota zero. Dessa forma, n\u00e3o h\u00e1 impacto tribut\u00e1rio adicional capaz de resultar em redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os nas g\u00f4ndolas dos supermercados, o que torna incorretas as informa\u00e7\u00f5es que associam o acordo a uma queda no valor do azeite importado para o consumidor final.<\/p>\n<p>Na nota, a entidade tamb\u00e9m rebate a tese de que o tratado resultaria em aumento da qualidade do azeite europeu comercializado no Brasil. Conforme o Ibraoliva, o pa\u00eds continuar\u00e1 recebendo produtos sem identifica\u00e7\u00e3o clara de proced\u00eancia e de safra, frequentemente rotulados como extravirgem, mas que apresentam defeitos sensoriais e n\u00e3o atendem aos crit\u00e9rios t\u00e9cnicos dessa classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em contraponto, conforme o instituto, o azeite produzido no Brasil \u00e9 caracterizado como extravirgem de qualidade premium e n\u00e3o concorre diretamente com os azeites importados de baixa qualidade que seguem sendo destinados ao mercado brasileiro.<\/p>\n<p>O Ibraoliva afirma que seguir\u00e1 defendendo a qualidade do azeite de oliva comercializado no pa\u00eds e espera que o Governo brasileiro adote pol\u00edticas de reciprocidade em rela\u00e7\u00e3o aos produtores europeus. A entidade lembra que o setor na Uni\u00e3o Europeia conta com subs\u00eddios, incentivos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e menor carga tribut\u00e1ria, enquanto a cadeia produtiva brasileira enfrenta elevada tributa\u00e7\u00e3o interna e aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas de fomento.<\/p>\n<p>Segundo o instituto, a redu\u00e7\u00e3o dessas assimetrias \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para fortalecer a competitividade do azeite brasileiro no mercado interno, com base em qualidade, origem comprovada e produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p><strong>Confira a nota oficial<\/strong><\/p>\n<p><em>O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), na condi\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00e3o nacional representativa dos produtores de azeitonas e azeite de oliva em todo o territ\u00f3rio brasileiro, acompanha atentamente, h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, as negocia\u00e7\u00f5es entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia para a celebra\u00e7\u00e3o de um acordo de livre com\u00e9rcio entre os blocos regionais.<\/em><\/p>\n<p><em>O setor produtivo nacional sempre defendeu a assinatura do acordo, por entender que a integra\u00e7\u00e3o comercial \u00e9 um instrumento relevante para o desenvolvimento econ\u00f4mico. A recente aprova\u00e7\u00e3o, pela Uni\u00e3o Europeia, do texto-base do tratado indica que estamos pr\u00f3ximos de sua formaliza\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>No entanto, no que se refere especificamente \u00e0 taxa\u00e7\u00e3o do azeite de oliva importado da Uni\u00e3o Europeia, \u00e9 fundamental esclarecer que a eventual assinatura do acordo n\u00e3o altera a realidade atualmente enfrentada pelos produtores brasileiros. Desde mar\u00e7o de 2025, os azeites provenientes da Europa j\u00e1 ingressam no Brasil com al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o zero. Dessa forma, n\u00e3o procedem as informa\u00e7\u00f5es de que o acordo resultar\u00e1 em redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do azeite importado nas g\u00f4ndolas dos supermercados brasileiros.<\/em><\/p>\n<p><em>Da mesma maneira, s\u00e3o infundadas as alega\u00e7\u00f5es de que o acordo trar\u00e1 melhora na qualidade do azeite importado. O Brasil continuar\u00e1 recebendo, em grande parte, refugo do mercado europeu, frequentemente sem indica\u00e7\u00e3o clara de proced\u00eancia e de safra, e muitas vezes rotulado como \u201cextravirgem\u201d, embora apresente defeitos sensoriais que o desqualificam para essa classifica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Em contraposi\u00e7\u00e3o, o azeite produzido no Brasil \u00e9 verdadeiramente extravirgem, de qualidade premium, fruto de rigor t\u00e9cnico, rastreabilidade e cuidado em todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o. Trata-se de um produto que n\u00e3o concorre com os azeites de g\u00f4ndola, de baixa qualidade, que continuam sendo destinados ao mercado brasileiro.<\/em><\/p>\n<p><em>O Ibraoliva reafirma seu compromisso com a defesa da qualidade do azeite de oliva comercializado no Brasil e espera que o Governo brasileiro adote uma pol\u00edtica de reciprocidade em rela\u00e7\u00e3o aos produtores de azeitonas e azeite de oliva da Uni\u00e3o Europeia. Os produtores europeus contam com subs\u00eddios, pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e baixa carga tribut\u00e1ria, enquanto o setor brasileiro enfrenta elevada carga tribut\u00e1ria interna e a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas de fomento.<\/em><\/p>\n<p><em>Essas assimetrias comprometem a competitividade do azeite nacional e precisam ser corrigidas. O fortalecimento da cadeia produtiva brasileira de olivicultura depende de condi\u00e7\u00f5es internas mais justas, com incentivos adequados e tratamento tribut\u00e1rio compat\u00edvel com a qualidade do produto que entregamos ao consumidor.<\/em><\/p>\n<p><em>O azeite produzido no Brasil \u00e9 de qualidade amplamente superior ao azeite importado que chega aos supermercados nacionais. Para que esse setor estrat\u00e9gico continue a se desenvolver, \u00e9 indispens\u00e1vel o apoio do Estado brasileiro por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes e de um ambiente regulat\u00f3rio equilibrado.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Diretoria do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva)<\/em><\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) | F<span style=\"font-size: revert; color: initial;\">oto: Ibraoliva\/Divulga\u00e7\u00e3o | <\/span><span style=\"font-size: revert; color: initial;\">Texto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective<\/span><\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ibraoliva afirma, em nota, que azeites europeus j\u00e1 entram no pa\u00eds com tarifa zero desde mar\u00e7o de 2025 e defende pol\u00edticas de reciprocidade em rela\u00e7\u00e3o aos produtores europeus O avan\u00e7o do acordo comercial entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia n\u00e3o deve provocar redu\u00e7\u00e3o no pre\u00e7o do azeite de oliva importado nem melhora na qualidade [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":81747,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-81746","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81746"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81746\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81748,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81746\/revisions\/81748"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81747"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}