{"id":82197,"date":"2026-01-27T13:58:03","date_gmt":"2026-01-27T16:58:03","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=82197"},"modified":"2026-01-27T13:58:05","modified_gmt":"2026-01-27T16:58:05","slug":"criar-gemeas-na-pre-adolescencia-quando-a-maternidade-pede-menos-culpa-e-mais-consciencia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/criar-gemeas-na-pre-adolescencia-quando-a-maternidade-pede-menos-culpa-e-mais-consciencia\/","title":{"rendered":"Criar g\u00eameas na pr\u00e9-adolesc\u00eancia: quando a maternidade pede menos culpa e mais consci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p data-olk-copy-source=\"MessageBody\">A pr\u00e9-adolesc\u00eancia chega como um marco silencioso, e transformador, dentro de casa. Para quem \u00e9 m\u00e3e de g\u00eameas, esse per\u00edodo pode trazer camadas extras de desafios, d\u00favidas e, principalmente, culpa. Culpa por n\u00e3o conseguir atender \u00e0s duas da mesma forma. Culpa por perceber diferen\u00e7as emocionais. Culpa por se perguntar, em sil\u00eancio, se est\u00e1 fazendo o suficiente.<\/p>\n<p>\u201c<em>Sou m\u00e3e de g\u00eameas e falo desse lugar real, vivido. A ideia de que g\u00eameas deveriam crescer de forma igual, sentir as mesmas coisas e reagir do mesmo jeito ainda \u00e9 muito presente. Mas a pr\u00e9-adolesc\u00eancia escancara uma verdade essencial: elas compartilham o nascimento, n\u00e3o o processo emocional. Cada filha vive esse momento a partir de sua pr\u00f3pria identidade, ritmo e sensibilidade.<\/em>\u201d explica N\u00faria Santos, m\u00e3e gemelar e especialista em intelig\u00eancia emocional.<\/p>\n<p>\u00c9 comum que uma demonstre mais autonomia enquanto a outra ainda precise de colo. Que uma queira se diferenciar e a outra busque pertencimento. Essas diferen\u00e7as, longe de serem um problema, s\u00e3o sinais saud\u00e1veis de constru\u00e7\u00e3o de identidade. <em>\u201cO desafio para n\u00f3s, m\u00e3es, \u00e9 n\u00e3o transformar essas diferen\u00e7as em compara\u00e7\u00e3o, e muito menos em culpa.\u201d<\/em>, ressalta N\u00faria.<\/p>\n<p>Criar filhos n\u00e3o \u00e9 aplicar uma f\u00f3rmula perfeita. \u00c9 educar com base naquilo que somos, na hist\u00f3ria que carregamos, nos valores que recebemos, nas tradi\u00e7\u00f5es do nosso pa\u00eds e nos aprendizados que a vida adulta nos trouxe. N\u00e3o existe maternidade neutra ou isenta de emo\u00e7\u00e3o. Existe maternidade consciente.<\/p>\n<p>Na pr\u00e9-adolesc\u00eancia, o foco n\u00e3o deve ser evitar conflitos entre irm\u00e3s, eles fazem parte do crescimento. O verdadeiro trabalho est\u00e1 em ensinar ferramentas emocionais: ajudar a nomear sentimentos, respeitar limites, lidar com frustra\u00e7\u00f5es e entender que amar n\u00e3o significa ser igual. Tratar g\u00eameas como um bloco \u00fanico pode parecer mais simples, mas tende a gerar inseguran\u00e7a e silenciamento emocional.<\/p>\n<p><em>\u201cAprendi, ao longo desse caminho, que criar momentos individuais com cada filha faz toda a diferen\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 sobre dividir o amor, mas aprofundar a presen\u00e7a. Tamb\u00e9m aprendi a observar minhas palavras. Compara\u00e7\u00f5es, mesmo sutis, t\u00eam peso. Aquilo que para um adulto parece incentivo, para uma pr\u00e9-adolescente pode se transformar em uma ferida dif\u00edcil de nomear.<\/em>\u201d, relata N\u00faria Santos.<\/p>\n<p>\u00c0s m\u00e3es de g\u00eameas, fica um recado direto: n\u00e3o se trata de falha, mas de esfor\u00e7o real dentro das condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. A maternidade acontece a partir do repert\u00f3rio emocional, dos recursos dispon\u00edveis e do est\u00e1gio de maturidade de cada mulher naquele momento. Crian\u00e7as n\u00e3o precisam de m\u00e3es idealizadas, e sim de presen\u00e7a, humanidade e abertura para o aprendizado cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>Na intersec\u00e7\u00e3o entre maternidade e vida profissional, especialmente no empreendedorismo e na lideran\u00e7a, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante. Nem todos os processos s\u00e3o control\u00e1veis, nos neg\u00f3cios ou na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. H\u00e1 dias em que o avan\u00e7o acontece mais pela confian\u00e7a do que pela execu\u00e7\u00e3o plena. A cren\u00e7a de que limites tamb\u00e9m fazem parte do cuidado amplia a forma de liderar, comunicar e maternar, tornando essas experi\u00eancias mais conscientes e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><em>\u201cCriar g\u00eameas na pr\u00e9-adolesc\u00eancia \u00e9 um exerc\u00edcio di\u00e1rio de escuta, consci\u00eancia e f\u00e9. \u00c9 entender que formar car\u00e1ter n\u00e3o passa pela perfei\u00e7\u00e3o, mas pela presen\u00e7a. E que amar profundamente n\u00e3o \u00e9 tratar igual, \u00e9 respeitar quem cada filha \u00e9, e quem ainda est\u00e1 se tornando.<\/em>\u201d, exalta N\u00faria Santos, m\u00e3e gemelar e especialista em comportamento familiar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sobre N\u00faria Santos<br clear=\"none\" \/><\/strong>CEO da Tijoleste e mentora do m\u00e9todo Evo, N\u00faria Santos atua com intelig\u00eancia emocional aplicada e empreendedorismo feminino. Sua metodologia combina pr\u00e1ticas de autoconhecimento, neuroci\u00eancia emocional e estrat\u00e9gia de performance.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Carol Freitas Assessoria | Foto: Acervo Pessoal \/ instagram<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pr\u00e9-adolesc\u00eancia chega como um marco silencioso, e transformador, dentro de casa. Para quem \u00e9 m\u00e3e de g\u00eameas, esse per\u00edodo pode trazer camadas extras de desafios, d\u00favidas e, principalmente, culpa. Culpa por n\u00e3o conseguir atender \u00e0s duas da mesma forma. Culpa por perceber diferen\u00e7as emocionais. Culpa por se perguntar, em sil\u00eancio, se est\u00e1 fazendo o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":82198,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-82197","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82197","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82197"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82197\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82199,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82197\/revisions\/82199"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82198"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}