{"id":85716,"date":"2026-06-18T09:41:59","date_gmt":"2026-06-18T12:41:59","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=85716"},"modified":"2026-06-18T09:42:04","modified_gmt":"2026-06-18T12:42:04","slug":"brasil-dobra-mortes-por-animais-peconhentos-e-pesquisadora-aponta-a-desinformacao-como-principal-vila","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/brasil-dobra-mortes-por-animais-peconhentos-e-pesquisadora-aponta-a-desinformacao-como-principal-vila\/","title":{"rendered":"Brasil dobra mortes por animais pe\u00e7onhentos e pesquisadora aponta a desinforma\u00e7\u00e3o como principal vil\u00e3"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de estudos sobre a aranha-marrom, bi\u00f3loga lan\u00e7a livro que desafia o senso comum e aponta a \"biofobia\" como entrave \u00e0s pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica e manejo ambiental<\/i><\/p>\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div dir=\"ltr\">\n<p>O Brasil enfrenta uma crise silenciosa e crescente no que diz respeito a acidentes com animais pe\u00e7onhentos. Segundo dados do Painel Epidemiol\u00f3gico do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o pa\u00eds registrou 265 mortes em 2025 - o que representa o dobro do total contabilizado no ano anterior. Ao todo, foram notificados mais de 225 mil acidentes, sendo que as aranhas ocupam\u00a0a segunda coloca\u00e7\u00e3o, totalizando 7.757 registros de acidentes. Para a bi\u00f3loga e doutora em Zoologia, Marta Luciane Fischer, a explica\u00e7\u00e3o para esse cen\u00e1rio reside na maneira com a qual a sociedade se relaciona com a natureza.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s 30 anos dedicados ao estudo da aranha-marrom (<em>Loxosceles intermedia<\/em>) em Curitiba, epicentro mundial das pesquisas sobre a esp\u00e9cie, Fischer lan\u00e7a\u00a0<em>\"Aranha-marrom: 30 anos de estudos biol\u00f3gicos, epidemiol\u00f3gicos e sociais\",<\/em>\u00a0obra publicada em coedi\u00e7\u00e3o pela PUCPRESS - editorada Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR) -, e pela Editora UFPR. O livro desafia o senso comum com uma tese provocadora: o verdadeiro inimigo n\u00e3o \u00e9 o veneno da aranha, mas a desinforma\u00e7\u00e3o que alimenta o que a pesquisadora chama de \u201cbiofobia\u201d: um medo instintivo e irracional da natureza que nos leva a destruir justamente os aliados biol\u00f3gicos que poderiam nos proteger. Esse comportamento acaba por dificultar a implementa\u00e7\u00e3o de medidas de sa\u00fade p\u00fablica e de manejo ambiental que seriam, de fato, eficazes.<\/p>\n<p><em>\"Passamos anos temendo e evitando o contato com os animais que coabitam conosco nas cidades, dizimando predadores da aranha-marrom e fortalecendo o desequil\u00edbrio ambiental\"<\/em>, afirma a pesquisadora. <em>\"A biofobia, alimentada por narrativas sensacionalistas, nos cegou para a solu\u00e7\u00e3o mais simples, eficaz e ecol\u00f3gica: permitir que a pr\u00f3pria natureza fa\u00e7a o seu trabalho, aliada a um manejo consciente do espa\u00e7o\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Longe de endossar o p\u00e2nico, a autora desafia o senso comum e as pol\u00edticas tradicionais de controle de pragas ao demonstrar que o uso indiscriminado e dom\u00e9stico de venenos \u00e9 ecologicamente desastroso e ineficaz a longo prazo. A proposta central da obra, sustentada por d\u00e9cadas de evid\u00eancias, defende o controle biol\u00f3gico residencial: a premissa de que um ambiente ecologicamente equilibrado \u00e9 substancialmente mais seguro do que um espa\u00e7o saturado de pesticidas.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, a interven\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 substitu\u00edda por mudan\u00e7as de comportamento, com foco em higiene, elimina\u00e7\u00e3o de esconderijos e modifica\u00e7\u00f5es estruturais no ambiente. O ensaio prop\u00f5e uma alian\u00e7a t\u00e1tica com predadores urbanos frequentemente exterminados pelos moradores, como lagartixas e aracn\u00eddeos inofensivos (a exemplo da aranha-treme-treme e da aranha-vermelha). A tese demonstra com clareza cient\u00edfica que a preserva\u00e7\u00e3o desses aliados naturais \u00e9 a estrat\u00e9gia mais eficaz para mitigar a crise crescente de acidentes com animais pe\u00e7onhentos no Brasil.<\/p>\n<p><em>\"Precisamos substituir a avers\u00e3o pela natureza pelo respeito e pelo conhecimento embasado. A coexist\u00eancia \u00e9tica n\u00e3o significa ignorar o risco, mas compreender a fundo a biologia desse animal para prevenir acidentes de forma inteligente - com educa\u00e7\u00e3o ambiental e responsabilidade compartilhada<\/em>\", revela Fischer.<\/p>\n<p>Com uma linguagem fluida e acess\u00edvel, a obra transita entre o rigor da biologia, as reflex\u00f5es da bio\u00e9tica e a trajet\u00f3ria pessoal da autora, cujas pesquisas tiveram in\u00edcio em 1993. O livro n\u00e3o minimiza o risco real representado pela aranha-marrom; em vez disso, convoca o leitor a substituir a cultura do exterm\u00ednio cego por uma coexist\u00eancia \u00e9tica e sustent\u00e1vel. Destinado a cientistas, profissionais da sa\u00fade, educadores, comunicadores e cidad\u00e3os engajados,\u00a0<em>\"Aranha-marrom: 30 anos de estudos biol\u00f3gicos, epidemiol\u00f3gicos e sociais\"<\/em>\u00a0pretende transformar a maneira como a sociedade lida com um de seus mais famosos e temidos vizinhos urbanos.<\/p>\n<p aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sobre a autora<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-85718 alignleft\" src=\"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/11-2-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/11-2-400x267.jpg 400w, http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/11-2-768x512.jpg 768w, http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/11-2-600x400.jpg 600w, http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/11-2-1536x1025.jpg 1536w, http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/11-2.jpg 1799w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>Marta Luciane Fischer \u00e9 bi\u00f3loga, arte-educadora, mestre e doutora em Zoologia pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), p\u00f3s-doutora em Ecologia Qu\u00edmica. Atualmente, \u00e9 docente do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Bio\u00e9tica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR) e L\u00edder do grupo de pesquisa em Bio\u00e9tica Ambiental. Dedica-se ao estudo da aranha-marrom desde 1993, tornando-se uma das maiores autoridades brasileiras na intersec\u00e7\u00e3o entre zoologia, bio\u00e9tica e a complexa rela\u00e7\u00e3o humano-animal no ambiente urbano.<\/p>\n<p aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sobre a PUCPRESS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A PUCPRESS, editora da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUCPR), \u00e9 refer\u00eancia no mercado editorial brasileiro, com mais de 40 anos de hist\u00f3ria e um cat\u00e1logo diversificado de t\u00edtulos acad\u00eamicos e cient\u00edficos em \u00e1reas como Filosofia, Educa\u00e7\u00e3o, Direitos Humanos, Inova\u00e7\u00e3o e Tecnologia, Bio\u00e9tica, Cidades, Sa\u00fade e Biotecnologia, Energia, Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o. Alinhada aos valores do Grupo Marista e \u00e0s \u00e1reas estrat\u00e9gicas da PUCPR, a editora busca disseminar conhecimento de qualidade, promover o avan\u00e7o da ci\u00eancia e impactar positivamente a sociedade. Com publica\u00e7\u00f5es que abrangem desde livros impressos a e-books e audiobooks, a PUCPRESS tamb\u00e9m colabora com iniciativas globais, como o SDG Publishers Compact da ONU, reafirmando seu compromisso com a educa\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e sustentabilidade. Outras informa\u00e7\u00f5es:\u00a0<a title=\"http:\/\/www.pucpress.com.br\/\" href=\"http:\/\/www.pucpress.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"0\">www.pucpress.com. br<\/a>\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Anile Comunica\u00e7\u00e3o | Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s tr\u00eas d\u00e9cadas de estudos sobre a aranha-marrom, bi\u00f3loga lan\u00e7a livro que desafia o senso comum e aponta a \"biofobia\" como entrave \u00e0s pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica e manejo ambiental O Brasil enfrenta uma crise silenciosa e crescente no que diz respeito a acidentes com animais pe\u00e7onhentos. 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