{"id":86322,"date":"2026-07-10T09:43:24","date_gmt":"2026-07-10T12:43:24","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=86322"},"modified":"2026-07-10T09:43:27","modified_gmt":"2026-07-10T12:43:27","slug":"split-payment-muda-rota-do-dinheiro-e-acende-alerta-para-caixa-das-empresas-em-2026","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/split-payment-muda-rota-do-dinheiro-e-acende-alerta-para-caixa-das-empresas-em-2026\/","title":{"rendered":"Split Payment muda rota do dinheiro e acende alerta para caixa das empresas em 2026"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Testes do novo mecanismo da Reforma Tribut\u00e1ria come\u00e7am neste ano e devem exigir revis\u00e3o de processos financeiros, fiscais e tecnol\u00f3gicos<\/i><\/p>\n<div>\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria come\u00e7a a sair do papel em 2026 com os primeiros testes do Split Payment, mecanismo que promete mudar uma das engrenagens mais sens\u00edveis da opera\u00e7\u00e3o financeira das empresas: a rota do dinheiro. Embora n\u00e3o represente aumento de carga tribut\u00e1ria, a mudan\u00e7a altera a din\u00e2mica do caixa ao fazer com que parte do valor de uma venda seja direcionada automaticamente ao Fisco no momento da liquida\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>Atualmente, os tributos gerados em uma venda passam primeiro pelo caixa da empresa antes de serem recolhidos. Esse intervalo, conhecido como float tribut\u00e1rio, funciona na pr\u00e1tica como uma fonte informal de capital de giro para muitas opera\u00e7\u00f5es. Com o Split Payment, esse valor deixa de entrar na conta da empresa, que passa a receber apenas o montante l\u00edquido da transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mecanismo foi criado para operacionalizar a arrecada\u00e7\u00e3o do IBS e da CBS, tributos que comp\u00f5em o IVA Dual brasileiro dentro da Reforma Tribut\u00e1ria. Em junho de 2026, a Receita Federal e o Comit\u00ea Gestor do IBS publicaram o Manual de Integra\u00e7\u00e3o e a documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da Plataforma P\u00fablica do Split Payment, abrindo oficialmente a fase de prepara\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para prestadores de servi\u00e7os de pagamento.<\/p>\n<p>O ano de 2026 ser\u00e1 dedicado aos testes, ainda sem recolhimento real de IBS ou CBS. A implementa\u00e7\u00e3o efetiva come\u00e7a em 2027, inicialmente com prioridade para opera\u00e7\u00f5es via Pix e boleto. Para gestores financeiros, o per\u00edodo de testes deve ser usado para mapear impactos, revisar sistemas e avaliar a maturidade dos parceiros de pagamento.<\/p>\n<p>\u201c<em>Um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a perda do float tribut\u00e1rio. Empresas com alto volume de recebimentos ou opera\u00e7\u00f5es parceladas podem sentir redu\u00e7\u00e3o de liquidez, j\u00e1 que o valor do tributo ser\u00e1 retido antes de chegar ao caixa. O impacto tende a ser maior em neg\u00f3cios com prazos longos de recebimento, como opera\u00e7\u00f5es a 90 ou 120 dias<\/em>\u201d, explica Gustavo Luiz Silva, head de Planejamento Financeiro da Trio.<\/p>\n<p>Segundo Gustavo Portugal Heinze, advogado especialista em Direito Tribut\u00e1rio e s\u00f3cio-fundador do GMP G&amp;C Advogados Associados, a fase de testes prevista para 2026 ter\u00e1 papel fundamental na adapta\u00e7\u00e3o das empresas ao novo sistema. <em>\u201cO objetivo n\u00e3o \u00e9 aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o nem gerar impacto tribut\u00e1rio imediato, mas homologar e testar toda a infraestrutura tecnol\u00f3gica necess\u00e1ria para o funcionamento do modelo. Durante esse per\u00edodo, o mecanismo ser\u00e1 facultativo e operar\u00e1 com al\u00edquotas simb\u00f3licas, permitindo que empresas, institui\u00e7\u00f5es financeiras e provedores de tecnologia ajustem seus processos antes da obrigatoriedade\u201d<\/em>, explica.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia assume papel essencial<\/strong><\/p>\n<p>Outro ponto relevante \u00e9 que a execu\u00e7\u00e3o do split n\u00e3o ser\u00e1 feita diretamente pela empresa vendedora, mas pelo prestador de servi\u00e7os de pagamento respons\u00e1vel por processar a transa\u00e7\u00e3o. Bancos, processadoras e institui\u00e7\u00f5es de pagamento precisar\u00e3o integrar seus sistemas \u00e0 Plataforma P\u00fablica do Split Payment e realizar a segrega\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica dos valores.<\/p>\n<p>Para que o Split Payment funcione adequadamente, ser\u00e1 necess\u00e1rio que haja comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea entre sistemas de emiss\u00e3o de notas fiscais, ERPs corporativos e Prestadores de Servi\u00e7os de Pagamento (PSPs), como bancos, adquirentes e institui\u00e7\u00f5es de pagamento. <em>\u201cA opera\u00e7\u00e3o depender\u00e1 de uma sincronia praticamente perfeita entre os sistemas envolvidos. A nota fiscal, o pagamento e a reten\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria precisar\u00e3o conversar em tempo real\u201d<\/em>, afirma Heinze. Segundo o advogado, esse aspecto transforma a prepara\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em uma das principais prioridades para 2026.<\/p>\n<p>\u201c<em>Na pr\u00e1tica, a escolha do provedor de pagamentos deixa de ser apenas uma decis\u00e3o baseada em custo por transa\u00e7\u00e3o e passa a envolver risco operacional e conformidade regulat\u00f3ria. Empresas que utilizam concilia\u00e7\u00e3o manual, planilhas ou sistemas pouco integrados tamb\u00e9m devem enfrentar desafios, j\u00e1 que ser\u00e1 necess\u00e1rio distinguir com precis\u00e3o o valor bruto faturado, o tributo retido e o valor l\u00edquido recebido<\/em>\u201d, explica Silva.<\/p>\n<p>Entre as medidas recomendadas para 2026 est\u00e3o calcular o impacto do float tribut\u00e1rio na opera\u00e7\u00e3o atual, revisar prazos de receb\u00edveis, avaliar a prepara\u00e7\u00e3o do processador de pagamentos, adaptar ERPs e plataformas de concilia\u00e7\u00e3o e acompanhar de perto o calend\u00e1rio regulat\u00f3rio. <em>\u201cO Split Payment n\u00e3o cria um novo imposto, mas muda quem controla o dinheiro durante a transa\u00e7\u00e3o. Para empresas que n\u00e3o se prepararem antes de 2027, a consequ\u00eancia pode aparecer diretamente no capital de giro\u201d,<\/em> completa Silva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sobre a Trio\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Criada em 2020 por Peterson Ferreira dos Santos e Manoel de Oliveira Souza, empreendedores com forte experi\u00eancia em tecnologia e mercado financeiro, a Trio \u00e9 especializada em tecnologia para pagamentos, atuando como uma Institui\u00e7\u00e3o de Pagamento regulada pelo Banco Central (IP 619). O grande diferencial da Trio est\u00e1 em sua conta corporativa feita sob medida para times financeiros e concebida para entregar alta performance em opera\u00e7\u00f5es financeiras de ponta a ponta, sem intermedi\u00e1rios.\u00a0 A Trio desenvolve solu\u00e7\u00f5es voltadas especialmente para o ambiente corporativo, com destaque para ferramentas de gest\u00e3o financeira, integra\u00e7\u00e3o por APIs, sistemas de concilia\u00e7\u00e3o facilitada e solu\u00e7\u00f5es baseadas em Pix. Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse o site www.trio.com.br ou o perfil oficial no Instagram: @trio.fin.\u00a0<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>P+G Trendmakers<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Testes do novo mecanismo da Reforma Tribut\u00e1ria come\u00e7am neste ano e devem exigir revis\u00e3o de processos financeiros, fiscais e tecnol\u00f3gicos A Reforma Tribut\u00e1ria come\u00e7a a sair do papel em 2026 com os primeiros testes do Split Payment, mecanismo que promete mudar uma das engrenagens mais sens\u00edveis da opera\u00e7\u00e3o financeira das empresas: a rota do dinheiro. 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