{"id":24829,"date":"2019-09-27T09:19:09","date_gmt":"2019-09-27T12:19:09","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=24829"},"modified":"2019-09-27T09:19:09","modified_gmt":"2019-09-27T12:19:09","slug":"receita-federal-cria-nova-restricao-a-compensacao-dos-creditos-reconhecidos-judicialmente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/receita-federal-cria-nova-restricao-a-compensacao-dos-creditos-reconhecidos-judicialmente\/","title":{"rendered":"Receita Federal cria nova restri\u00e7\u00e3o \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos reconhecidos judicialmente"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Entendimento \u00e9 ilegal e restringe o direito dos contribuintes \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos obtidos atrav\u00e9s da decis\u00e3o do Supremo que excluiu o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS<\/em><\/p>\n<p>O posicionamento firmado pela Receita Federal \u00e9 absolutamente ilegal e desarrazoado. Segundo o advogado especialista em Direito Tribut\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio At\u00edlio Dengo Advogados Associados, Rafael Paiani, n\u00e3o h\u00e1 na legisla\u00e7\u00e3o qualquer norma que sustente esse entendimento.<\/p>\n<p>- \u00c9 ilegal pois a Fazenda criou uma hip\u00f3tese nova de decad\u00eancia no direito tribut\u00e1rio, \u00e0 medida em que pretende extinguir os cr\u00e9ditos do contribuinte que - desde a obten\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o transitada em julgado \u2013 promova todos os atos necess\u00e1rios para sua utiliza\u00e7\u00e3o (desde o protocolo do pedido de habilita\u00e7\u00e3o \u00e0 entrega dos PERDCOMPs), mas que passados mais de cinco anos n\u00e3o tenha o aproveitado integralmente. Enquanto o contribuinte estiver exercendo o seu direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o, ele n\u00e3o poder\u00e1 ser extinto \u2013 afirmou.<\/p>\n<p>Por outro lado, a medida proposta pelo Fisco \u00e9 desarrazoada, segundo o advogado, j\u00e1 que exige que os contribuintes compensem seus cr\u00e9ditos em at\u00e9 cinco anos, quando demoraram, em muitos casos, mais de quinze anos para obt\u00ea-los.<\/p>\n<p>- Em se tratando da a\u00e7\u00e3o que exclui o ICMS da base das contribui\u00e7\u00f5es sociais, a causa da morosidade da tramita\u00e7\u00e3o \u00e9, entre outras, o manejo de recursos protelat\u00f3rios pela Uni\u00e3o. Logo, a exig\u00eancia de que os cr\u00e9ditos sejam compensados em cinco anos \u00e9 desprovida de razoabilidade \u2013 completou.<\/p>\n<p><strong>Entenda o caso<\/strong><\/p>\n<p>Em 27 de agosto de 2019 a Receita Federal publicou a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 239, em que limitou o prazo para compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios reconhecidos judicialmente em at\u00e9 cinco anos do tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o. Dessa forma, eventuais valores remanescentes que n\u00e3o venham ser aproveitados nesse per\u00edodo dever\u00e3o ser glosados.<\/p>\n<p>Desde que, em 15\/03\/2017, o STF firmou a tese de que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS, em face \u00e0 repercuss\u00e3o econ\u00f4mica que esse tema gera aos cofres p\u00fablicos \u2013 de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), estima-se um impacto de R$ 485 bilh\u00f5es entre 2003 e 2018 -, tem se visto uma s\u00e9rie de movimentos por parte do Fisco Federal no sentido de impossibilitar o uso dos cr\u00e9ditos decorrentes dessa decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 31\/03\/2017, a SRF emitiu uma solu\u00e7\u00e3o de consulta (DISIT\/SRRF06 N\u00ba 6012) em que sustentou que a decis\u00e3o do STF n\u00e3o seria definitiva e, por isso, sem aplicabilidade; depois, em 23\/10\/2018, publicou a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Interna Cosit n\u00ba 13\/2018 em que orientou que a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o, \u00e0queles que obtiveram o direito, se limitaria ao valor do ICMS pago e n\u00e3o ao destacado nas notas fiscais de venda das mercadorias; e, agora, embora a orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o trate especificamente acerca da exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es, se posiciona no sentido de restringir a compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos reconhecidos judicialmente em at\u00e9 cinco anos do tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Reda\u00e7\u00e3o: Marcelo Matusiak<\/strong><br \/>\n<strong>Coordena\u00e7\u00e3o: Marcelo Matusiak<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/fHPLBpjjf9XKtUAcityAS4ACnPNQ72\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\"><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entendimento \u00e9 ilegal e restringe o direito dos contribuintes \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos obtidos atrav\u00e9s da decis\u00e3o do Supremo que excluiu o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS O posicionamento firmado pela Receita Federal \u00e9 absolutamente ilegal e desarrazoado. 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