{"id":27823,"date":"2020-02-17T13:59:33","date_gmt":"2020-02-17T16:59:33","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=27823"},"modified":"2020-02-17T13:59:33","modified_gmt":"2020-02-17T16:59:33","slug":"icms-st-gera-creditos-de-pis-cofins","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/icms-st-gera-creditos-de-pis-cofins\/","title":{"rendered":"ICMS-ST gera cr\u00e9ditos de PIS\/COFINS"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Opini\u00e3o: Advogado especialista em Direito Tribut\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio At\u00edlio Dengo Advogados, Lucas Ferreira<\/em><\/p>\n<p>Em julgamento realizado em outubro do ano passado, o STJ decidiu que o valor pago de ICMS-ST gera cr\u00e9ditos de PIS e COFINS. Esta posi\u00e7\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0quela defendida h\u00e1 tempos pela RFB, que veda ao contribuinte o creditamento nestes moldes \u2013 IN RFB n\u00b0 404\/04 (revogada pela IN RFB n\u00b0 1911\/19) e Solu\u00e7\u00e3o de Consulta COSIT n\u00b0 106\/04. A decis\u00e3o ocorreu em processo no qual uma empresa do ramo varejista ingressou com a a\u00e7\u00e3o judicial para ver reconhecido seu direito de gerar cr\u00e9ditos de PIS\/COFINS sobre os valores pagos na etapa anterior \u00e0 t\u00edtulo de ICMS-ST.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o gira em torno da sistem\u00e1tica da n\u00e3o cumulatividade dos tributos envolvidos. Ao comprar as mercadorias para posterior revenda, a empresa varejista acaba suportando (embutido no pre\u00e7o da sua compra) o valor pago \u00e0 t\u00edtulo de ICMS-ST pela ind\u00fastria ou atacado -substitutos tribut\u00e1rios, que recolhem o imposto de forma antecipada, na origem da cadeia produtiva. Consequentemente, esta situa\u00e7\u00e3o refletir\u00e1 no pre\u00e7o final de seus produtos, e o ICMS-ST acabar\u00e1 compondo o seu faturamento\\receita \u2013 e consequentemente a base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS devidos por este varejista. Em outras palavras, na pr\u00e1tica, o valor pago de ICMS-ST no inicio da cadeia produtiva ir\u00e1 compor o pre\u00e7o final da mercadoria na revenda ao consumidor. Isto fere diretamente o princ\u00edpio constitucional da n\u00e3o cumulatividade.<\/p>\n<p>Ao n\u00e3o permitir ao substitu\u00eddo tribut\u00e1rio o aproveitamento de cr\u00e9ditos de PIS e COFINS sobre este valor de ICMS-ST incidente na etapa anterior, a RFB contraria o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade, que norteia a sistem\u00e1tica de recolhimento destes tributos. Al\u00e9m disso, acaba desvirtuando a pr\u00f3pria finalidade perseguida pela l\u00f3gica n\u00e3o cumulativa, que \u00e9 a de evitar o efeito cascata da tributa\u00e7\u00e3o, assegurando pre\u00e7o menor \u00e0s opera\u00e7\u00f5es que se destinam ao consumidor final.<\/p>\n<p>Decidindo pela validade desta forma de creditamento, o STJ considerou o ICMS-ST como \u201ccusto de aquisi\u00e7\u00e3o de mercadoria destinada \u00e0 (re)venda\u201d, nas palavras do voto vencedor da Min. Regina Helena Costa. A decis\u00e3o \u00e9 um importante precedente para \u00e0queles contribuintes que queiram se utilizar de cr\u00e9ditos desta natureza. Isto porque a RFB, at\u00e9 o presente momento, continua com seu posicionamento de veda\u00e7\u00e3o, sendo necess\u00e1rio ingressar com a\u00e7\u00e3o judicial para ter este direito reconhecido.<\/p>\n<p><strong>Lucas Ferreira, advogado especialista em Direito Tribut\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio At\u00edlio Dengo Advogados<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Reda\u00e7\u00e3o: Marcelo Matusiak<\/strong><br \/>\n<strong>Coordena\u00e7\u00e3o: Marcelo Matusiak<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o: Advogado especialista em Direito Tribut\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio At\u00edlio Dengo Advogados, Lucas Ferreira Em julgamento realizado em outubro do ano passado, o STJ decidiu que o valor pago de ICMS-ST gera cr\u00e9ditos de PIS e COFINS. 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