{"id":32109,"date":"2020-07-17T09:12:53","date_gmt":"2020-07-17T12:12:53","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=32109"},"modified":"2020-07-17T09:12:53","modified_gmt":"2020-07-17T12:12:53","slug":"pandemia-provocou-mudancas-e-avancos-na-telemedicina-na-europa-e-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/pandemia-provocou-mudancas-e-avancos-na-telemedicina-na-europa-e-brasil\/","title":{"rendered":"Pandemia provocou mudan\u00e7as e avan\u00e7os na telemedicina na Europa e Brasil"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Em debate realizado pelo Hospital Moinhos de Vento, especialistas internacionais contaram como a COVID-19 ampliou os atendimentos remotos e pode ajudar a salvar vidas de pacientes cr\u00f4nicos<\/em><\/p>\n<p>Se no Brasil a pandemia garantiu a regulamenta\u00e7\u00e3o da telemedicina, em pa\u00edses como Inglaterra e Portugal a COVID-19 exigiu amplia\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o dos seus sistemas. O Departamento de Sa\u00fade do Reino Unido, por exemplo, teve 48 horas para organizar uma rede de atendimento online com capacidade de triar, monitorar e dar orienta\u00e7\u00f5es a milh\u00f5es de brit\u00e2nicos com sintomas de infec\u00e7\u00e3o por coronav\u00edrus. No Hospital da Luz, de Lisboa, a demanda por consultas por videoconfer\u00eancia, que era de 20 a 30 por dia, mais do que triplicou desde fevereiro e o n\u00famero de espa\u00e7os dedicados ao servi\u00e7o foi ampliado de sete para 22.<\/p>\n<p>Essas mudan\u00e7as foram abordadas durante a sexta edi\u00e7\u00e3o da live Moinhos Talks, que teve como tema \u201cA Telemedicina na Europa: o que o Brasil tem a aprender?\u201d. O evento online foi realizado em parceria com o governo brit\u00e2nico e trouxe as experi\u00eancias de alguns desses pa\u00edses, a partir da vis\u00e3o de tr\u00eas especialistas: Hassan Chaudhury, l\u00edder de sa\u00fade digital na Healthcare UK (Departamento de Sa\u00fade do Reino Unido); Daniel Ferreira, diretor cl\u00ednico do Digital Clinical Center do Hospital da Luz de Lisboa (Portugal); e o brasileiro Erno Harzheim, que foi secret\u00e1rio da Sa\u00fade de Porto Alegre, secret\u00e1rio da Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica de Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e um dos criadores do Telessa\u00fade no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O gestor da Healthcare UK ressaltou que apesar da telemedicina ser uma pr\u00e1tica que existe h\u00e1 anos no Reino Unido, era pouco valorizada \u2013 e a COVID-19 exigiu uma amplia\u00e7\u00e3o da rede de atendimento remoto. \u201cA pandemia mudou tudo e nos mostrou que o sistema de sa\u00fade que n\u00e3o tiver uma estrutura robusta e qualificada de teleatendimento n\u00e3o sobreviver\u00e1 aos pr\u00f3ximos 10 anos. E esse investimento vai valer a pena, ser\u00e1 economicamente vi\u00e1vel, porque agora \u00e9 essencial\u201d, disse Hassan Chaudhury. Ele explicou como est\u00e1 funcionando a rede de sa\u00fade digital e como isso reduziu a circula\u00e7\u00e3o de pessoas, evitando uma dissemina\u00e7\u00e3o ainda maior da infec\u00e7\u00e3o. O brit\u00e2nico ponderou que o foco na COVID-19 represou pacientes com outros problemas de sa\u00fade, especialmente card\u00edacos e oncol\u00f3gicos, o que vai exigir um plano para o atendimento destes casos.<\/p>\n<p>Segundo o diretor cl\u00ednico do Digital Clinical Center do Hospital da Luz, este ser\u00e1 um desafio mundial. Mas para Daniel Ferreira \u00e9 justamente a telemedicina que poder\u00e1 ajudar a desafogar o sistema nos casos de doen\u00e7as cr\u00f4nicas. \u201cEm situa\u00e7\u00f5es estabilizadas, podemos fazer um acompanhamento remoto e alternar visitas presenciais com as consultas online. Exigir\u00e1 disciplina do paciente, que ter\u00e1 que fazer as medi\u00e7\u00f5es como de press\u00e3o arterial, medica\u00e7\u00e3o, etc, e o envio desses dados ao m\u00e9dico. Por outro lado, cabe aos profissionais e institui\u00e7\u00f5es de sa\u00fade criar os aplicativos e ferramentas para este controle e troca de informa\u00e7\u00f5es\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Um dos criadores do Telessa\u00fade no Rio Grande do Sul, Erno Harzheim acredita que a utiliza\u00e7\u00e3o cada vez mais ampla da telemedicina \u00e9 um caminho sem volta. Ele citou a cirurgia rob\u00f3tica e t\u00e9cnicas como a videolaparoscopia como procedimentos que dispensam a presen\u00e7a f\u00edsica do m\u00e9dico, por exemplo. \u201cMesmo que se pesquise pouco e tenhamos uma car\u00eancia de estudos e metan\u00e1lise, porque n\u00e3o h\u00e1 interesse de avaliar e atestar se \u00e9 eficaz ou n\u00e3o, a demanda e a oferta por telemedicina e telessa\u00fade v\u00eam aumentando muito rapidamente. O que temos de avalia\u00e7\u00f5es sobre efetividade mostram bons resultados com custo reduzido\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O debate teve apresenta\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico e coordenador de sa\u00fade digital do Hospital Moinhos, Felipe Cabral, e media\u00e7\u00e3o do superintendente m\u00e9dico da institui\u00e7\u00e3o, Luiz Antonio Nasi. O evento foi transmitido pelo canal do hospital no Youtube.<\/p>\n<p><strong>Telemedicina e pandemia no Hospital Moinhos<\/strong><\/p>\n<p>Em dois meses, mais de 2 mil atendimentos m\u00e9dicos remotos foram realizados por profissionais do Hospital Moinhos de Vento. Trata-se de um reflexo das restri\u00e7\u00f5es impostas pela pandemia, o que acabou antecipando uma tend\u00eancia que a institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 vinha investindo. \u201cA telemedicina \u00e9 um processo avan\u00e7ado para orientar, consultar e monitorar pacientes, trocar informa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e realizar diversos diagn\u00f3sticos a dist\u00e2ncia\u201d, enfatizou Cabral .<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica foi regulamentada este ano no Brasil, por necessidade, com a chegada da COVID-19. Em outros pa\u00edses, a telemedicina j\u00e1 \u00e9 utilizada h\u00e1 anos de forma segura, conforme as respectivas legisla\u00e7\u00f5es, a \u00e9tica e as normas m\u00e9dicas \u2013 sendo bastante utilizada nos Estados Unidos, Canad\u00e1 e principalmente na Europa. Para o superintendente m\u00e9dico, por aqui, os maiores desafios s\u00e3o os custos e o acesso ao servi\u00e7o. \u201cSabemos que nem todo mundo tem acesso \u00e0 internet de qualidade, a bons dispositivos e aplicativos. Talvez muitos dos pacientes que mais precisem n\u00e3o consigam ter acesso. Os governos v\u00e3o ter de entregar conex\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es para que os mais vulner\u00e1veis tamb\u00e9m sejam atendidos\u201d, concluiu Nasi.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Melina Fernandes - Equipe de atendimento Crit\u00e9rio<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em debate realizado pelo Hospital Moinhos de Vento, especialistas internacionais contaram como a COVID-19 ampliou os atendimentos remotos e pode ajudar a salvar vidas de pacientes cr\u00f4nicos Se no Brasil a pandemia garantiu a regulamenta\u00e7\u00e3o da telemedicina, em pa\u00edses como Inglaterra e Portugal a COVID-19 exigiu amplia\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o dos seus sistemas. 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