{"id":32214,"date":"2020-07-21T11:17:14","date_gmt":"2020-07-21T14:17:14","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=32214"},"modified":"2020-07-21T11:17:14","modified_gmt":"2020-07-21T14:17:14","slug":"informalidade-no-mercado-de-trabalho-atinge-18-milhao-de-gauchos-no-primeiro-trimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/informalidade-no-mercado-de-trabalho-atinge-18-milhao-de-gauchos-no-primeiro-trimestre\/","title":{"rendered":"Informalidade no mercado de trabalho atinge 1,8 milh\u00e3o de ga\u00fachos no primeiro trimestre"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>N\u00fameros do Boletim de Trabalho do RS j\u00e1 consideram os primeiros efeitos da pandemia do coronav\u00edrus<\/em><\/p>\n<p>A taxa de informalidade no mercado de trabalho chegou a 33% da popula\u00e7\u00e3o ocupada do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre de 2020, atingindo 1,843 milh\u00e3o de pessoas. Na compara\u00e7\u00e3o com o quarto trimestre de 2019, a queda foi de 5,3%, ou seja, 104 mil pessoas que estavam na informalidade ficaram desempregadas ou desistiram de procurar trabalho no per\u00edodo. Quando levado em conta o primeiro trimestre de 2019, a queda geral ainda se mant\u00e9m, mas em menor intensidade (-64 mil pessoas).<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o alguns dos apontamentos do Boletim de Trabalho, divulgado nesta ter\u00e7a-feira (21\/7) pelo Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE), vinculado \u00e0 Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (SPGG). O documento, dividido em duas se\u00e7\u00f5es, tem \u00eanfase nos dados da informalidade e na evolu\u00e7\u00e3o dos empregos formais por regi\u00e3o do Estado e foi elaborado com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua\/IBGE) e da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais). De acordo com os pesquisadores Guilherme Xavier Sobrinho e Raul Bastos, os resultados j\u00e1 mostram os primeiros impactos das restri\u00e7\u00f5es impostas pela Covid-19 no Estado.<\/p>\n<p>No mercado informal, a categoria dos Trabalhadores por Conta Pr\u00f3pria sem Registro no CNPJ, que engloba, por exemplo, atividades como aut\u00f4nomos em geral e do com\u00e9rcio de ambulantes, registrou queda de 52 mil pessoas ocupadas na compara\u00e7\u00e3o com o quarto trimestre de 2019, seguida dos Empregados Sem Carteira Assinada, com menos 32 mil pessoas ocupadas na mesma compara\u00e7\u00e3o temporal. Por g\u00eanero, a queda total entre os homens foi de 5,7% (menos 62 mil pessoas) e das mulheres chegou a 4,9% (menos 42 mil ocupadas).<\/p>\n<p>\"Ainda que a redu\u00e7\u00e3o da taxa de informalidade represente uma mudan\u00e7a modesta na composi\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o total do Estado, trata-se de um ind\u00edcio que vai ao encontro da ideia de que os informais est\u00e3o sendo mais atingidos pela contra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica que ocorreu no primeiro trimestre de 2020, causada pela pandemia do coronav\u00edrus, uma vez que perderam peso relativo na ocupa\u00e7\u00e3o total do Rio Grande do Sul\", destaca Raul Bastos.<\/p>\n<p><strong>For\u00e7a de trabalho, ocupa\u00e7\u00e3o, desemprego e rendimentos<\/strong><\/p>\n<p>A queda no n\u00famero de informais no mercado de trabalho n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico aspecto que se destaca no trimestre no Estado. A For\u00e7a de Trabalho (FT) do Rio Grande do Sul, que mostra o n\u00famero de pessoas empregadas ou em busca de emprego, chegou a 6,083 milh\u00f5es de pessoas, 86 mil a menos do que no quarto trimestre de 2019, a segunda maior queda entre trimestres consecutivos da s\u00e9rie da PNAD Cont\u00ednua, iniciada em 2012.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o \u2013 que \u00e9 o percentual de pessoas ocupadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas em idade de trabalhar \u2013 atingiu 58,3% no Estado nos tr\u00eas primeiros meses do ano e tamb\u00e9m interrompeu a trajet\u00f3ria de recupera\u00e7\u00e3o iniciada no terceiro trimestre de 2018. No quarto trimestre de 2019 o percentual atingiu 60%, o que representou uma queda de 149 mil pessoas no contingente de ocupados no Estado.<\/p>\n<p>O boletim mostra ainda que a taxa de desemprego no Rio Grande do Sul no primeiro trimestre de 2020 representou 8,3% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa, contra 7,1% do quarto trimestre de 2019 e 8% no primeiro trimestre do ano anterior \u2013 no Brasil, a taxa chegou a 12,2% no per\u00edodo. Considerando o mercado formal e o informal, 504 mil pessoas estavam desempregadas no primeiro trimestre do ano.<\/p>\n<p>Quanto ao rendimento das pessoas ocupadas, o valor m\u00e9dio mensal permaneceu praticamente est\u00e1vel na compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior (R$ 2.517 contra R$ 2.534)<\/p>\n<p><strong>Emprego formal por regi\u00e3o do RS<\/strong><\/p>\n<p>A segunda parte do Boletim de Trabalho destaca a evolu\u00e7\u00e3o do emprego formal no Rio Grande do Sul entre 2004 e 2018. A an\u00e1lise divide o Estado em nove Regi\u00f5es Funcionais (RFs), subdivis\u00e3o usada pelo Poder Executivo para fins de planejamento.<\/p>\n<p>Entre os empregos formais registrados na Rais em 2018, a RF1, que engloba Porto Alegre e Regi\u00e3o Metropolitana, concentrava 47,5% dos v\u00ednculos no Estado, seguido da RF3, da Serra, com 13,3%, e da RF9, que engloba o Norte do RS, com 8,6%. Juntas, as tr\u00eas regi\u00f5es tinham 69,4% do emprego ga\u00facho com v\u00ednculo formalizado. Na outra ponta do ranking est\u00e1 a RF4, do Litoral Norte, com 2,4% dos empregos formais.<\/p>\n<p>De acordo com o boletim, ao longo dos 15 anos analisados o Estado registrou uma desconcentra\u00e7\u00e3o na oferta de empregos formais. A regi\u00e3o de Porto Alegre viu sua participa\u00e7\u00e3o cair de 52,2% para os mais recentes 47,5%, enquanto todas as demais avan\u00e7aram.<\/p>\n<p>A queda na regi\u00e3o da capital se deve especialmente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o dos postos de trabalho na Ind\u00fastria de Transforma\u00e7\u00e3o (IT), que apresentaram crescimento em outras regi\u00f5es do Estado. Em n\u00fameros absolutos, os empregos na IT na regi\u00e3o de Porto Alegre tiveram redu\u00e7\u00e3o de 13,2% (de 302.546 em 2004 para 262.635 em 2018). Por subsetor, a ind\u00fastria de Cal\u00e7ados registrou a maior queda (-39,2%), seguida da Borracha, Fumo e Couros (-20,4%). No entanto, nestas \u00e1reas o estudo aponta que os empregos n\u00e3o foram absorvidos ou compensados em outras \u00e1reas do Estado.<\/p>\n<p>No subsetor da Metalurgia, as vagas eliminadas na capital (-17,3%) contrastam com a varia\u00e7\u00e3o positiva de oportunidades no total do Rio Grande do Sul (+1,4%), movimento similar ao visto na ind\u00fastria Qu\u00edmica (-12,8% na Regi\u00e3o de Porto Alegre contra +8,8% no Estado).<\/p>\n<p>Quanto aos sal\u00e1rios, as remunera\u00e7\u00f5es na RF1 s\u00e3o as mais altas do Estado, mas, em 15 anos, a dist\u00e2ncia entre os valores pagos diminuiu. Em 2004, o sal\u00e1rio m\u00e9dio na RF4, o mais baixo do Estado, era cerca de 45% inferior ao da \u00e1rea da Capital, enquanto em 2018 a diferen\u00e7a caiu para 36,5%.<\/p>\n<p>\u201cAs nove regi\u00f5es do Estado s\u00e3o muito heterog\u00eaneas, tanto do ponto de vista de extens\u00e3o quanto de estrutura produtiva, tamanho populacional e n\u00famero de munic\u00edpios. A observa\u00e7\u00e3o do movimento ao longo de 15 anos permite identificar altera\u00e7\u00f5es relevantes nas din\u00e2micas produtivas de cada um desses territ\u00f3rios\u201d, avalia Guilherme Xavier Sobrinho.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Texto: Vagner Benites\/Ascom SPGG<\/strong><br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o: Vitor Necchi\/Secom<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00fameros do Boletim de Trabalho do RS j\u00e1 consideram os primeiros efeitos da pandemia do coronav\u00edrus A taxa de informalidade no mercado de trabalho chegou a 33% da popula\u00e7\u00e3o ocupada do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre de 2020, atingindo 1,843 milh\u00e3o de pessoas. Na compara\u00e7\u00e3o com o quarto trimestre de 2019, a queda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":32216,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-32214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32214"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32214\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32217,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32214\/revisions\/32217"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}