{"id":32461,"date":"2020-07-28T12:42:57","date_gmt":"2020-07-28T15:42:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=32461"},"modified":"2020-07-28T12:42:57","modified_gmt":"2020-07-28T15:42:57","slug":"atendimentos-de-emergencias-cardiologicas-caem-e-mortes-por-infarto-aumentam-devido-ao-medo-da-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/atendimentos-de-emergencias-cardiologicas-caem-e-mortes-por-infarto-aumentam-devido-ao-medo-da-covid-19\/","title":{"rendered":"Atendimentos de emerg\u00eancias cardiol\u00f3gicas caem e mortes por infarto aumentam devido ao medo da COVID-19"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Hospital Moinhos de Vento teve redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% na entrada de pacientes card\u00edacos, enquanto propor\u00e7\u00e3o de casos com situa\u00e7\u00e3o agravada tornou-se maior<\/em><\/p>\n<p>Desde que foram registrados os primeiros casos de COVID-19 no Brasil, os hospitais t\u00eam registrado queda no n\u00famero de atendimentos de pacientes com problemas cardiol\u00f3gicos. Por\u00e9m, no per\u00edodo de mar\u00e7o a maio deste ano, as mortes por doen\u00e7as cardiovasculares em casa aumentaram 32%, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Foram 15.870 pessoas que perderam a vida sem buscar socorro \u2013 n\u00famero superior a todos os \u00f3bitos desse tipo, em casa e nos hospitais, registrados no mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o no Brasil repete o que ocorreu em outros pa\u00edses que j\u00e1 foram epicentro da pandemia, como Estados Unidos e It\u00e1lia. O medo de se contaminar ao procurar ajuda m\u00e9dica \u00e9 uma das causas que podem contribuir para a incid\u00eancia desses \u00f3bitos. Segundo a chefe do Servi\u00e7o de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, Carisi Polanczyk, de mar\u00e7o a junho deste ano, a Emerg\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o registrou 838 atendimentos por problemas cardiol\u00f3gicos. O n\u00famero \u00e9 34% menor do que o do ano passado, quando 1.261 pacientes card\u00edacos deram entrada no setor.<\/p>\n<p>Nos meses de abril e maio, o total de atendimentos caiu pela metade. A cardiologista alerta que os casos com a situa\u00e7\u00e3o agravada tamb\u00e9m aumentaram. \u201cA propor\u00e7\u00e3o de pacientes com doen\u00e7as card\u00edacas que entraram pela emerg\u00eancia e necessitaram de interna\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi maior, o que sugere que suas condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 eram mais graves. \u00c9 importante lembrar que a doen\u00e7a existe e precisa ser tratada. Ao sentir um sintoma e n\u00e3o procurar ajuda m\u00e9dica, o intervalo de tempo pode ser fatal\u201d, explica Carisi.<\/p>\n<p><strong>O medo \u00e9 o maior risco<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dica, al\u00e9m de um maior risco de morte, a demora em procurar uma emerg\u00eancia pode piorar a situa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e aumentar o tempo de interna\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m pode gerar mais danos ao m\u00fasculo do cora\u00e7\u00e3o \u2013 levando, por exemplo, a uma insufici\u00eancia card\u00edaca. O principal sintoma do infarto \u00e9 a dor ou desconforto na regi\u00e3o do peito, que pode irradiar para as costas, rosto, bra\u00e7o esquerdo e, mais raramente, o bra\u00e7o direito. A sensa\u00e7\u00e3o costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de peso ou aperto sobre t\u00f3rax, com suor frio, palpita\u00e7\u00f5es, palidez e v\u00f4mitos.<\/p>\n<p>\u201cO hospital \u00e9 um ambiente seguro, preparado para receber quem precisa. Seguimos todos os protocolos para prestar um atendimento adequado\u201d, completa Carisi. A m\u00e9dica ressalta que os fluxos e equipes que atendem pacientes com suspeita de COVID-19 s\u00e3o separados.<\/p>\n<p>Carisi lembra ainda que pessoas com problemas cardiol\u00f3gicos devem seguir os tratamentos, comparecer \u00e0s consultas e usar os medicamentos prescritos. Ao sentir desconforto, falta de ar e palpita\u00e7\u00f5es, o paciente n\u00e3o deve se automedicar, mas procurar o servi\u00e7o de emerg\u00eancia ou contatar seu m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas dias infartando em casa<\/strong><\/p>\n<p>Paciente da Dra. Carisi, a professora de Educa\u00e7\u00e3o Infantil aposentada Ana Cristina Menezes de Azevedo, de 58 anos, passou pela experi\u00eancia de ter uma \u201cleve dor no peito\u201d em 13 de maio. Nos dias seguintes, as dores ficaram mais fortes. Mas o medo de contrair o coronav\u00edrus fez ela protelar a ida \u00e0 Emerg\u00eancia at\u00e9 o dia 16. Ao passar por exames, o diagn\u00f3stico apontou que ela havia sofrido um infarto no ventr\u00edculo esquerdo e teve de fazer um cateterismo.<\/p>\n<p>\u201cSenti na pele o receio de procurar ajuda m\u00e9dica nesse momento de pandemia. Mas as pessoas n\u00e3o podem fazer isso. \u00c9 a nossa vida que est\u00e1 em jogo\u201d, pondera. Hoje, de volta \u00e0s suas atividades, Ana passou a dedicar uma hora por dia para caminhar e refor\u00e7ou os cuidados com a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Cr\u00e9dito das fotos: Karine Viana<\/strong><\/h6>\n<h6><strong>Melina Fernandes - Equipe de atendimento Crit\u00e9rio<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hospital Moinhos de Vento teve redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 50% na entrada de pacientes card\u00edacos, enquanto propor\u00e7\u00e3o de casos com situa\u00e7\u00e3o agravada tornou-se maior Desde que foram registrados os primeiros casos de COVID-19 no Brasil, os hospitais t\u00eam registrado queda no n\u00famero de atendimentos de pacientes com problemas cardiol\u00f3gicos. 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