{"id":38092,"date":"2021-03-22T12:30:09","date_gmt":"2021-03-22T15:30:09","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=38092"},"modified":"2021-03-22T12:30:09","modified_gmt":"2021-03-22T15:30:09","slug":"covid-19-no-rs-cenario-atual-e-perspectivas-futuras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/covid-19-no-rs-cenario-atual-e-perspectivas-futuras\/","title":{"rendered":"COVID-19 no RS: cen\u00e1rio atual e perspectivas futuras"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Opini\u00e3o: Presidente da AMRIGS, Gerson Junqueira Jr<\/em><\/p>\n<p>A velocidade e o dinamismo com que os fen\u00f4menos se sucedem em meio ao contexto da pandemia de COVID-19, \u00e9 um dos maiores desafios para n\u00f3s m\u00e9dicos. Avan\u00e7amos muito nos protocolos de atendimento aos pacientes graves, mas temos muitas incertezas nos est\u00e1gios iniciais da doen\u00e7a. Diferentemente do que vimos com as vacinas, onde as pesquisas andaram de forma muito r\u00e1pida, em rela\u00e7\u00e3o a drogas que sejam efetivas contra o coronav\u00edrus n\u00e3o h\u00e1 nada muito claro ainda.<\/p>\n<p>Sabemos que o contradit\u00f3rio e o debate s\u00e3o inerentes ao desenvolvimento m\u00e9dico-cient\u00edfico e incentivamos a argumenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica nestas situa\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio, consideramos inaceit\u00e1vel qualquer tentativa de politiza\u00e7\u00e3o ou judicializa\u00e7\u00e3o de modalidades terap\u00eauticas \u00e0 Covid-19, em detrimento da discuss\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>O que a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica do Rio Grande do Sul defende e reitera \u00e0 comunidade ga\u00facha, \u00e9 que os m\u00e9dicos tenham liberdade para tratar seus pacientes, evidentemente que de forma consensual, e sempre fundamentados pela ci\u00eancia m\u00e9dica e pelas melhores pr\u00e1ticas. A prescri\u00e7\u00e3o de medicamentos \u00e9 de inteira responsabilidade do profissional m\u00e9dico, respeitando-se os preceitos de autonomia, da benefic\u00eancia e da n\u00e3o-malefic\u00eancia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o cen\u00e1rio atual \u00e9 complexo e muitos fatores exigem reflex\u00e3o e debate. \u00c9 preocupante o n\u00famero crescente e acelerado de pacientes graves que necessitam interna\u00e7\u00e3o em leitos de UTIs, rompendo de forma sem precedentes a casa dos 100% de ocupa\u00e7\u00e3o em praticamente todo o sistema de sa\u00fade do RS. E temos aqueles que aguardam vagas em emerg\u00eancias dos hospitais ou fora deles, agravando ainda mais as possibilidades. Esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 a ponta final de uma cadeia que precisa, mais do que nunca, ser analisada com aten\u00e7\u00e3o. Como podemos atuar preventivamente para que as pessoas n\u00e3o se contaminem e n\u00e3o desenvolvam a COVID-19?<\/p>\n<p>Precisamos canalizar os esfor\u00e7os em tr\u00eas frentes. A primeira, \u00e9 a responsabilidade social de cada cidad\u00e3o com as medidas protetivas amplamente alardeadas desde o in\u00edcio da pandemia: adequada higieniza\u00e7\u00e3o das m\u00e3os, usar m\u00e1scaras corretamente e respeitar o distanciamento social, evitando aglomera\u00e7\u00f5es. \u00c9 indispens\u00e1vel reduzir a contamina\u00e7\u00e3o e a propaga\u00e7\u00e3o do v\u00edrus! O segundo aspecto \u00e9 que precisamos investir mais em testagem, para diagn\u00f3stico e rastreamento dos casos suspeitos. Com mais informa\u00e7\u00e3o, fica mais f\u00e1cil entender como a doen\u00e7a se propaga. A terceira e \u00faltima frente \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. Precisamos de mais celeridade no envio de doses pelo poder p\u00fablico e, principalmente, previsibilidade do envio para melhor planejameno dos gestores locais.<\/p>\n<p>Chegamos a esta alarmante situa\u00e7\u00e3o em meados de fevereiro. Comparados com o restante do pa\u00eds, nosso Estado tinha n\u00fameros mais brandos at\u00e9 ent\u00e3o. Um dos fatores que podem estar relacionados com a acelera\u00e7\u00e3o na dissemina\u00e7\u00e3o da COVID-19 talvez seja a identifica\u00e7\u00e3o da cepa P.1 (variante de Manaus) em casos no RS, por ter maior transmissibilidade. Mas esta \u00e9 uma vari\u00e1vel que n\u00e3o est\u00e1 sob nosso controle. O outro fator \u00e9 comportamental. As pessoas relaxaram e passaram a interagir mais, por conta de uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de tranquilidade.<\/p>\n<p>S\u00e3o n\u00fameros crescentes e inquietantes e que mostram uma piora da situa\u00e7\u00e3o pand\u00eamica em todo o Estado. O momento \u00e9 cr\u00edtico e o colapso na sa\u00fade p\u00fablico-privada \u00e9 real. Cada tomada de decis\u00e3o, infelizmente, s\u00f3 ir\u00e1 se refletir dentro dos pr\u00f3ximos 15 dias. Vivenciamos hoje, o resultado de a\u00e7\u00f5es que foram tomadas h\u00e1 duas semanas. Sendo assim, medidas urgentes e mais contundentes precisam ser bem debatidas e avaliadas. Talvez, no cen\u00e1rio atual, a excepcionalidade de medidas sociais mais restritivas deva ser aventada e amplamente discutida.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Presidente da AMRIGS -\u00a0Gerson Junqueira Jr<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opini\u00e3o: Presidente da AMRIGS, Gerson Junqueira Jr A velocidade e o dinamismo com que os fen\u00f4menos se sucedem em meio ao contexto da pandemia de COVID-19, \u00e9 um dos maiores desafios para n\u00f3s m\u00e9dicos. Avan\u00e7amos muito nos protocolos de atendimento aos pacientes graves, mas temos muitas incertezas nos est\u00e1gios iniciais da doen\u00e7a. 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