{"id":44323,"date":"2022-01-07T11:37:27","date_gmt":"2022-01-07T14:37:27","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=44323"},"modified":"2022-01-07T11:37:27","modified_gmt":"2022-01-07T14:37:27","slug":"movimentos-do-campo-cobram-acoes-imediatas-para-enfrentar-estiagem-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/movimentos-do-campo-cobram-acoes-imediatas-para-enfrentar-estiagem-no-rs\/","title":{"rendered":"Movimentos do campo cobram a\u00e7\u00f5es imediatas para enfrentar estiagem no RS"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>O deputado Edegar Pretto (PT), participou na manh\u00e3 desta quinta-feira (6) da reuni\u00e3o da Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria Ga\u00facha, que teve o objetivo de avaliar os preju\u00edzos no meio rural, ocasionados pela grave estiagem. A partir do encontro, ser\u00e1 constru\u00edda uma pauta conjunta de aux\u00edlio aos agricultores a ser tratada nos \u00e2mbitos federal e estadual. A reuni\u00e3o, liderada pelo deputado Elton Weber (PSB), teve a participa\u00e7\u00e3o de deputados de diversos partidos e das principais entidades que representam a agricultura do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Para Edegar Pretto, as estiagens s\u00e3o recorrentes e, portanto, previs\u00edveis. \u201cO Governo do Estado j\u00e1 tinha o diagn\u00f3stico de que n\u00f3s ter\u00edamos novamente a seca. Mas infelizmente o governo de Eduardo Leite ainda n\u00e3o assumiu a sua responsabilidade. Ele tem que chamar para si a coordena\u00e7\u00e3o de todas as tratativas que envolvem a pauta dos movimentos da agricultura familiar e da agricultura ga\u00facha de um modo geral. Durante 2021 n\u00f3s convivemos com os efeitos da grande seca de 2020 e, infelizmente, tanto o Governo do Estado quanto o Governo Federal ficaram nas manchetes, ficaram nas boas inten\u00e7\u00f5es. De concreto, no dia a dia dos nossos agricultores, muito pouco ou quase nada aconteceu\u201d, ressaltou o parlamentar.<\/p>\n<p>As entidades representativas do campo apresentaram as suas pautas e foram un\u00e2nimes ao destacar que as estiagens s\u00e3o recorrentes e que precisam de a\u00e7\u00f5es preventivas, efetivas e de longo prazo, por parte dos governos Estadual e Federal. Edegar Pretto lembrou de outros momentos em que as estiagens castigaram a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha, mas as solu\u00e7\u00f5es do governo foram muito mais efetivas. \u201cA gente n\u00e3o sobrevive do passado, mas no governo do Tarso Genro, n\u00f3s colocamos a estrutura do estado a servi\u00e7o da agricultura do nosso Rio Grande do Sul. Foi neste momento e com a soma de esfor\u00e7os do nosso governo em dire\u00e7\u00e3o ao Governo Federal, que n\u00f3s destinamos R$ 206 milh\u00f5es para fazer frente \u00e0 seca de 2012. J\u00e1 em 2020, numa seca semelhante \u00e0quela, foram R$ 23 milh\u00f5es, sendo que R$ 10 milh\u00f5es foi do or\u00e7amento da Assembleia Legislativa. E at\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe se aqueles poucos recursos foram investidos ou ficaram apenas no an\u00fancio\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p><strong>Perdas foram quantificadas pela Emater<\/strong><\/p>\n<p>O diretor t\u00e9cnico da Emater, Alencar Rugeri, disse que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 cr\u00edtica e enumerou os diversos preju\u00edzos dos agricultores, muitos deles irrevers\u00edveis, mesmo que venha a chover nos pr\u00f3ximos dias ou semanas. As perdas est\u00e3o presentes nas diversas culturas, mas a produ\u00e7\u00e3o de milho e de leite s\u00e3o as mais atingidas. De 420 munic\u00edpios produtores de milho, onde foram feitos levantamentos, todos apresentam perdas que variam de 6,8% a 90%. \u201cA partir de setembro de 2021, as perdas no milho foram extremamente elevadas, levando em conta que o milho hoje \u00e9 o nosso carro chefe do setor. S\u00f3 no milho silagem a perda consolidada \u00e9 da ordem de 57%, isso em volume, mas precisamos agregar a isso a qualidade que est\u00e1 muito baixa\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Outro n\u00famero extremamente significativo, segundo Rugeri, \u00e9 na pastagem cultivada, que apresenta perda de 58%, o que impacta no segundo grande gargalo, a produ\u00e7\u00e3o de leite, que no \u00faltimo levantamento do final de dezembro registrou uma perda de 1,6 milh\u00e3o de litros por dia, em 15 mil propriedades. J\u00e1 s\u00e3o 138 mil propriedades atingidas, em mais de 6.340 comunidades. As perdas gerais nas diversas culturas atingem hoje mais de 150 mil produtores.<\/p>\n<p>\u201cNa fruticultura, n\u00f3s tamb\u00e9m temos uma perda em 6.857 propriedades, onde 50% \u00e9 citricultura, 30% \u00e9 viticultura\u201d, destacou o diretor. O preju\u00edzo tamb\u00e9m atinge cerca de 9 mil produtores de fumo e 1.383 da olericultura, que abrange uma s\u00e9rie de esp\u00e9cies de hortali\u00e7as (folhas, infloresc\u00eancias, ra\u00edzes, caules e frutos).<\/p>\n<p><strong>O que dizem os movimentos do campo:<\/strong><\/p>\n<p>Adelar Pretto, MST - \u00c9 inadmiss\u00edvel que o Estado diga que n\u00e3o tem dinheiro, que venha novamente com esse papinho de perfurar po\u00e7os e construir a\u00e7udes, isso n\u00e3o resolve. \u00c9 preciso pensar naquele agricultor que n\u00e3o planta milho e soja e n\u00e3o financiou e que n\u00e3o tem irriga\u00e7\u00e3o para produzir alimentos. Precisamos de um recurso de subsist\u00eancia, porque tem gente que vai passar fome na ro\u00e7a, a partir de agora. Isso \u00e9 urgente e necess\u00e1rio.Eu quero fazer uma den\u00fancia de que existem 23 milh\u00f5es, a fundo perdido, do BNDES, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul, faltando apenas um di\u00e1logo por parte da Secretaria da Agricultura.<\/p>\n<p>Gerv\u00e1sio Plucinski, Unicafes - Os agricultores est\u00e3o vivendo um momento de muita dificuldade, principalmente aqueles que produzem alimentos e que n\u00e3o est\u00e3o tendo apoio algum. As medidas anunciadas at\u00e9 agora, pelo Governo Federal, e principalmente, pelo Governo do Estado n\u00e3o atendem \u00e0s nossas necessidades. As nossas pautas passam pela repactua\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, novos cr\u00e9ditos de emerg\u00eancia para o agricultor poder sobreviver, cr\u00e9dito para que o agricultor possa se alimentar, temos o tema da alimenta\u00e7\u00e3o dos animais que est\u00e1 muito presente, temos tamb\u00e9m o tema da \u00e1gua que precisa ser pensado a longo prazo, n\u00e3o s\u00f3 quando vem a estiagem. Entendemos que o Governo do Estado tem que chamar para ele essa responsabilidade, formar um comit\u00ea \u00fanico para dialogar com o conjunto das entidades do estado e ser essa ponte tamb\u00e9m com o Governo Federal, cham\u00e1-lo para a responsabilidade.<\/p>\n<p>Miqu\u00e9li Schiavon, MPA - J\u00e1 faz uns tr\u00eas anos que o conjunto das organiza\u00e7\u00f5es vem demandando o Governo do Estado com uma s\u00e9rie de pautas e a principal decorr\u00eancia \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a seca, todos os anos a gente sofre com a seca, apresenta as pautas e o governo continua praticamente inoperante. No ano passado a gente se antecipou ao problema e construimos uma pauta, junto ao Partido dos Trabalhadores, que \u00e9 o PL 115, que resume o conjunto de todas essas pautas. A principal indigna\u00e7\u00e3o e demanda dessa reuni\u00e3o \u00e9 que o Governo do Estado assuma para si a responsabilidade, que \u00e9 dele, na figura do governador, porque se esse PL j\u00e1 tivesse sido implementado, boa parte desses problemas da seca, hoje, estariam contemplados. Ent\u00e3o, a principal demanda \u00e9 que o governo coloque em andamento o PL 115 que est\u00e1 na Assembleia Legislativa. Esse Programa Avan\u00e7ar foi lan\u00e7ado sem discutir com as entidades, boa parte das demandas n\u00e3o est\u00e3o contempladas e muitas delas n\u00e3o ser\u00e3o executadas em fun\u00e7\u00e3o do per\u00edodo eleitoral.<\/p>\n<p>Douglas Cenci, Fetraf - Todos que est\u00e3o aqui conhecem a realidade do campo e sabem o quanto n\u00f3s temos sofrido neste \u00faltimo per\u00edodo. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 por causa dessa estiagem, j\u00e1 faz tr\u00eas anos que os agricultores sofrem com esse problema. A situa\u00e7\u00e3o se agrava na medida que os agricultores n\u00e3o conseguem encontrar um alento no conjunto das pol\u00edticas p\u00fablicas. N\u00f3s precisamos tratar dessa situa\u00e7\u00e3o com muita responsabilidade, precisamos fazer um encontro de pautas com as outras entidades, mas \u00e9 necess\u00e1rio que o estado do Rio Grande do Sul estabele\u00e7a um processo de di\u00e1logo, seja com os deputados ou com as entidades. N\u00f3s estamos propondo a cria\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea que possa reunir todos esses setores para avaliar a situa\u00e7\u00e3o e as medidas que precisam ser tomadas de forma conjunta. N\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o de forma isolada. Estamos aguardando uma reuni\u00e3o com o Governo do Estado, que nos foi prometida na Expointer e at\u00e9 agora n\u00e3o saiu. \u00c9 urgente que o nosso estado decrete situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>\u00a9 Ag\u00eancia de Not\u00edcias<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O deputado Edegar Pretto (PT), participou na manh\u00e3 desta quinta-feira (6) da reuni\u00e3o da Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria Ga\u00facha, que teve o objetivo de avaliar os preju\u00edzos no meio rural, ocasionados pela grave estiagem. 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