{"id":44486,"date":"2022-01-14T11:09:01","date_gmt":"2022-01-14T14:09:01","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=44486"},"modified":"2022-01-14T11:09:01","modified_gmt":"2022-01-14T14:09:01","slug":"rs-bate-recorde-na-reducao-de-crimes-violentos-pelo-terceiro-ano-consecutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/rs-bate-recorde-na-reducao-de-crimes-violentos-pelo-terceiro-ano-consecutivo\/","title":{"rendered":"RS bate recorde na redu\u00e7\u00e3o de crimes violentos pelo terceiro ano consecutivo"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p><em>Desde 2018, quedas nos n\u00fameros de homic\u00eddios, latroc\u00ednios e feminic\u00eddios preservaram 2.056 vidas<\/em><\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios, latroc\u00ednios e feminic\u00eddios, os chamados crimes violentos letais e intencionais (CVLI), preservou 2.056 vidas desde 2018 no Rio Grande do Sul com a implanta\u00e7\u00e3o do Programa RS Seguro. Os dados constam do balan\u00e7o de indicadores criminais do Estado, divulgado nesta quinta-feira (13\/1) pelo vice-governador e secret\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica, Ranolfo Vieira J\u00fanior, na pra\u00e7a central de Alvorada. O governador Eduardo Leite participou por videoconfer\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cEsses indicadores falam por si s\u00f3. S\u00e3o os melhores \u00edndices da \u00faltima d\u00e9cada e isso mostra os acertos do nosso programa RS Seguro, com estrat\u00e9gia e integra\u00e7\u00e3o das nossas for\u00e7as de seguran\u00e7a, dos investimentos que estamos fazendo e da abnega\u00e7\u00e3o, esfor\u00e7o e comprometimento dos operadores da nossa seguran\u00e7a p\u00fablica que, l\u00e1 na ponta, fazem a diferen\u00e7a\u201d, comemorou Ranolfo, que apresentou os n\u00fameros durante o evento.<\/p>\n<p>Realizada pela primeira vez fora da capital, a apresenta\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de criminalidade ocorreu em uma \u00e1rea da Regi\u00e3o Metropolitana que alcan\u00e7ou uma marca hist\u00f3rica. Alvorada, que j\u00e1 foi considerado o sexto munic\u00edpio mais violento do Brasil, conforme o Atlas da Viol\u00eancia produzido pelo F\u00f3rum Brasileiro da Seguran\u00e7a P\u00fablica (FBSP) com dados de 2017, teve a maior redu\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas de homic\u00eddio em 2021 entre as 497 cidades ga\u00fachas. Houve 69 mortes por assassinato, 47 a menos que as 116 ocorridas em 2020, uma queda de 40,5%.<\/p>\n<p>Com isso, a taxa de homic\u00eddios em Alvorada, que no pico de quatro anos atr\u00e1s, com 210 v\u00edtimas, era de 100,9 mortes para cada 100 mil habitantes, caiu para 32,5, no menor patamar desde que teve in\u00edcio a s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2012. E o monitoramento do Sistema Gest\u00e3o de Estat\u00edstica em Seguran\u00e7a (GESeg) no grupo de 23 munic\u00edpios priorizados pelo RS Seguro, do qual Alvorada faz parte, indica que o cen\u00e1rio poder\u00e1 ficar ainda mais positivo no futuro.<\/p>\n<p>\u201cEm dezembro, tivemos apenas um assassinato no dia 5 e passamos os 29 dias subsequentes sem um novo registro, o que ocorreu em 4 de janeiro. Dois dias depois, o crime j\u00e1 estava elucidado, com suspeito preso, arma e muni\u00e7\u00f5es apreendidas. Isso demonstra bem como o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o com as demais for\u00e7as de seguran\u00e7a \u00e9 fator essencial para essa virada de p\u00e1gina que alcan\u00e7amos\u201d, afirma o titular da Delegacia de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP) de Alvorada, delegado Edimar Machado de Souza.<\/p>\n<p><strong>Programa Avan\u00e7ar<\/strong><\/p>\n<p>Para continuar a qualifica\u00e7\u00e3o do trabalho das institui\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP), com indicadores que atestam o acerto das pol\u00edticas no caminho para um Estado mais seguro, em outubro do ano passado o governo anunciou um investimento hist\u00f3rico na \u00e1rea. Por meio do programa Avan\u00e7ar na Seguran\u00e7a, ser\u00e3o aplicados R$ 280,3 milh\u00f5es de recursos do Tesouro do Estado para incremento de estrutura, tecnologia e ve\u00edculos das for\u00e7as de seguran\u00e7a. \u00c9 o dobro do que foi investido na \u00e1rea na soma dos \u00faltimos 13 anos com recursos pr\u00f3prios, de 2007 at\u00e9 2020, quando foram destinados R$ 127 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cAssumimos o governo com uma realidade em que n\u00e3o se era capaz de pagar as contas do m\u00eas, que dir\u00e1 fazer investimentos. Mas apresentamos um plano de recupera\u00e7\u00e3o do Estado, fizemos o que era necess\u00e1rio e, hoje, temos um Estado que paga as suas contas em dia e tem ainda capacidade de investimento. Somente na seguran\u00e7a, j\u00e1 alcan\u00e7amos a soma do que foi investido nos \u00faltimos 13 anos multiplicada por dois\u201d, disse o governador.<\/p>\n<p>Leite destacou a natureza do trabalho desenvolvido. \u201cMesmo antes de termos esses recursos, n\u00e3o esmorecemos. Por meio do nosso programa RS Seguro, desde o in\u00edcio trabalhamos de forma estrat\u00e9gica, focada nas cidades com maior viol\u00eancia, com an\u00e1lise de dados e integra\u00e7\u00e3o, e hoje foi poss\u00edvel chegar a esses resultados E ainda por meio desse planejamento, conseguimos direcionar os recursos que temos hoje com muito mais efici\u00eancia. N\u00e3o tenho d\u00favida de que, nesse caminho, nos encontraremos novamente para celebrar resultados ainda melhores\u201d, projetou.<\/p>\n<p>Seguran\u00e7a p\u00fablica melhorada, disse Leite, \u00e9 um indutor de desenvolvimento econ\u00f4mico. \"Um local mais seguro \u00e9 onde as pessoas escolhem permanecer, viver e promover investimentos, com as suas vidas e patrim\u00f4nios protegidos, e \u00e9 isso que estamos observando no Rio Grande do Sul\", comentou.<\/p>\n<p><strong>RS Seguro<\/strong><\/p>\n<p>O Programa Transversal e Estruturante de Seguran\u00e7a P\u00fablica implantou a governan\u00e7a estrat\u00e9gica e o planejamento orientado por evid\u00eancias que deram um salto de qualidade na gest\u00e3o da \u00e1rea. Amparado pelas premissas de intelig\u00eancia, integra\u00e7\u00e3o e investimento qualificado, o RS Seguro proporcionou a otimiza\u00e7\u00e3o dos recursos materiais e humanos para combater o crime onde ele mais se faz presente. Com o lan\u00e7amento do Sistema GESeg, em dezembro, a oferta de an\u00e1lises automatizadas em padr\u00e3o visual a partir da ci\u00eancia de dados, que operava inicialmente com os 23 munic\u00edpios priorizados, est\u00e1 agora dispon\u00edvel para aprimorar a tomada de decis\u00e3o pelos gestores locais das 497 cidades do Estado.<\/p>\n<p>O resultado dos indicadores reflete ainda os esfor\u00e7os do governo em qualificar a estrutura dispon\u00edvel para as for\u00e7as e o compromisso na reposi\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o do efetivo. Em tr\u00eas anos, foram entregues mais de mil viaturas zero quil\u00f4metro para renovar as frotas, sendo mais de 400 semiblindadas, modelo adotado como obrigat\u00f3rio para todas as compras feitas desde mar\u00e7o de 2020 pelo governo, como pol\u00edtica para oferecer mais seguran\u00e7a \u00e0queles que fazem seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Com o cronograma de chamamento de aprovados em concursos, apresentado ainda no primeiro ano da gest\u00e3o, o Estado assegurou a reposi\u00e7\u00e3o programada e respons\u00e1vel, permitindo a manuten\u00e7\u00e3o de efetivo e evitando a cria\u00e7\u00e3o de uma defasagem futura, por conta de aposentadorias em massa, que resultasse na precariza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Entre 2019 e 2021, houve o ingresso de mais de 7,9 mil novos servidores nas institui\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP) e \u00e0 Secretaria de Justi\u00e7a e dos Sistemas Penal e Socioeducativo (SJSPS).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, em novembro do ano passado, a Brigada Militar (BM) abriu concurso para mais 4 mil soldados, com expectativa de que os primeiros refor\u00e7os sejam chamados ainda no segundo semestre de 2022. E a valoriza\u00e7\u00e3o do que as for\u00e7as de seguran\u00e7a t\u00eam de melhor, seus homens e mulheres, tamb\u00e9m se concretizou com a publica\u00e7\u00e3o de 4.686 promo\u00e7\u00f5es desde agosto de 2019. S\u00f3 em dezembro de 2021, foram 2.162 os operadores de seguran\u00e7a que avan\u00e7aram em suas carreiras.<\/p>\n<p><strong>Em tr\u00eas anos, 24,4 mil roubos de ve\u00edculos<\/strong><\/p>\n<p>A queda ano ap\u00f3s ano dos indicadores, que coloca os crimes contra a vida no menor patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica, \u00e9 ainda mais impressionante entre os delitos contra o patrim\u00f4nio. Nos roubos de ve\u00edculos, ao se verificar entre 2019 e 2021 um n\u00famero cada vez menor que os 16.122 casos ocorridos em 2018, o Estado deixou de registrar 24.419 ocorr\u00eancias nos \u00faltimos tr\u00eas anos. Se esses roubos tivessem acontecido, seria como se toda a frota em circula\u00e7\u00e3o no munic\u00edpio de Torres, no Litoral Norte, desaparecesse. Ou como se ladr\u00f5es tivessem deixado a p\u00e9, juntas, as popula\u00e7\u00f5es dos 24 munic\u00edpios com as menores frotas do Estado, conforme dados do Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito (DetranRS).<\/p>\n<p>Entre os fatores para essa marca est\u00e1 o combate ao mercado ilegal de pe\u00e7as com as Opera\u00e7\u00f5es Desmanche, que integram todas as for\u00e7as de seguran\u00e7a sob a coordena\u00e7\u00e3o do Departamento de Intelig\u00eancia da Seguran\u00e7a P\u00fablica (Disp) da SSP. A cria\u00e7\u00e3o do site Pe\u00e7a Legal, que disponibiliza a qualquer cidad\u00e3o pela internet, 24 horas por dia, a consulta entre as mais de 9,3 milh\u00f5es de pe\u00e7as dos mais de 446 Centros de Desmanches Veicular (CDVs) cadastrados junto ao DetranRS, tamb\u00e9m colabora ao assegurar a origem l\u00edcita do que \u00e9 comercializado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a amplia\u00e7\u00e3o dos sistemas de videomonitoramento e cercamento eletr\u00f4nico, que possibilita a leitura de placas, multiplica a capacidade das for\u00e7as de seguran\u00e7a em localizar e recuperar ve\u00edculos em situa\u00e7\u00e3o de roubo. Em 2019, com recursos de emenda da bancada federal, foram distribu\u00eddos a 36 munic\u00edpios de diversas regi\u00f5es do Rio Grande do Sul 187 pontos de cercamento e 151 pontos de videomonitoramento. Em outubro do ano passado, dentro do Avan\u00e7ar na Seguran\u00e7a, com recursos exclusivamente do Tesouro, o governo anunciou investimento em mais 50 c\u00e2meras de cercamento e outras 65 que incorporar\u00e3o a tecnologia de reconhecimento facial e an\u00e1lise eletr\u00f4nica de situa\u00e7\u00f5es de risco. O refor\u00e7o ser\u00e1 implantado nos 23 munic\u00edpios de foco territorial do RS Seguro, que concentram 91% dos roubos de ve\u00edculo em territ\u00f3rio ga\u00facho.<\/p>\n<p>As retra\u00e7\u00f5es em sequ\u00eancia se repetem tamb\u00e9m nos roubos a transporte coletivo. Em 2018, foram 3.033 casos. Em 2019, diminuiu o total de ocorr\u00eancias para 2.149, menos 29,1%. No ano seguinte, queda maior, de 35,3%, para 1.391 registros. Em 2021, o \u00edndice fechou ainda mais abaixo, com 1.150 casos, o que representa diminui\u00e7\u00e3o de 62,1% em rela\u00e7\u00e3o ao dado de tr\u00eas anos antes. Somadas as baixas ao longo do per\u00edodo, deixaram de ocorrer 4.409 ataques a transporte coletivo no Estado, considerando as ocorr\u00eancias envolvendo motoristas e passageiros de \u00f4nibus e lota\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Retra\u00e7\u00e3o nos ataques a banco desde 2018 chega a 79,2%<\/strong><\/p>\n<p>Os dados nos tr\u00eas anos do atual governo ainda atestam que o Estado passou de um momento no qual o novo canga\u00e7o sitiava cidades do interior com a\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas, explos\u00f5es de ag\u00eancias e uso de cord\u00e3o de humano de ref\u00e9ns, para a quase erradica\u00e7\u00e3o desse tipo de delito. Em 2018, foram contabilizadas 192 ocorr\u00eancias de furto e roubo a estabelecimentos banc\u00e1rios. No primeiro ano da atual gest\u00e3o, com a implanta\u00e7\u00e3o do RS Seguro, o n\u00famero baixou para 110. Em 2020, nova queda, dessa vez mais do que pela metade, para um total de 48 casos. E no ano passado, outro recorde, com redu\u00e7\u00e3o para 40 registros, o que significa retra\u00e7\u00e3o de 79,2% na compara\u00e7\u00e3o com tr\u00eas anos antes. No per\u00edodo, as quedas consecutivas representam 378 ataques a banco a menos no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>A qualifica\u00e7\u00e3o das investiga\u00e7\u00f5es realizadas pela Pol\u00edcia Civil, com o mapeamento de quadrilhas e criminosos especializados nesse tipo de delito, tem permitido a execu\u00e7\u00e3o de ordens judiciais que atestam a sua periculosidade e ampliam o per\u00edodo de manuten\u00e7\u00e3o de suas pris\u00f5es, al\u00e9m de facilitar as condena\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m colabora para o resultado o trabalho integrado com o Instituto-Geral de Per\u00edcias (IGP), que, al\u00e9m de realizar o levantamento de impress\u00f5es digitais pelos papiloscopistas, ampliou o servi\u00e7o com a inclus\u00e3o da coleta de material gen\u00e9tico nos locais de roubo a banco. Todo vest\u00edgio deixado pelos criminosos passa por an\u00e1lise para a extra\u00e7\u00e3o de DNA. Os resultados integram um banco de dados que armazena o perfil gen\u00e9tico do envolvido e identifica a sua autoria. As informa\u00e7\u00f5es podem ser comparadas com amostras coletadas em outras situa\u00e7\u00f5es, o que possibilidade relacionar o envolvimento de participante em diferentes crimes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a Opera\u00e7\u00e3o Angico da Brigada Militar \u00e9 umas das estrat\u00e9gias que permitem antecipar o movimento de quadrilhas especializadas em ataques a banco, frustrando planos dos criminosos com t\u00e1ticas de pronta-resposta e cerco policial. A metodologia da Angico est\u00e1 focada em tr\u00eas pilares: fiscaliza\u00e7\u00e3o ativa para evitar desvios, furtos e roubos de explosivos; mobiliza\u00e7\u00f5es focadas em pris\u00f5es de assaltantes e utiliza\u00e7\u00e3o de efetivo especializado com suporte da intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Foi a mobiliza\u00e7\u00e3o de pronta-resposta que impediu o sucesso de um roubo a motorista de carro-forte em Gua\u00edba, em 29 do dezembro. Imediatamente ap\u00f3s o crime, com apoio da Pol\u00edcia Civil e da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal, a Brigada Militar j\u00e1 havia fechado o cerco para impedir a fuga dos assaltantes. Minutos ap\u00f3s o fato, dois deles acabaram presos e, poucas horas depois, outros dois acabaram mortos ao resistirem \u00e0 abordagem e partirem para o confronto com tropas do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais (Bope). A a\u00e7\u00e3o permitiu a recupera\u00e7\u00e3o de R$ 3,7 milh\u00f5es, al\u00e9m de ve\u00edculos, armas e muni\u00e7\u00f5es em poder dos criminosos. Al\u00e9m da ousadia e do volume de recursos envolvidos, a repercuss\u00e3o do fato foi ampliada em raz\u00e3o de o trabalho das for\u00e7as de seguran\u00e7a ter tornado inexistente esse tipo de ocorr\u00eancia no Estado. Os \u00faltimos assaltos a carro-forte no Rio Grande do Sul ocorreram em 2018, com nove fatos naquele ano, n\u00e3o \u00e0 toa, antes da implanta\u00e7\u00e3o do RS Seguro.<\/p>\n<p><strong>Pelo terceiro ano seguido, a menor taxa de homic\u00eddios da d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n<p>O balan\u00e7o de 2021 aprofundou uma marca alcan\u00e7ada j\u00e1 no primeiro ano da atual gest\u00e3o: pelo terceiro ano seguido, o Rio Grande do Sul alcan\u00e7a novo recorde na redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios, com a menor taxa de v\u00edtimas para cada 100 mil habitantes desde 2010.<\/p>\n<p>Em 2018, quando o Estado teve 2.368 mortes por assassinato, a taxa foi de 20,9 \u00f3bitos a cada 100 mil moradores \u2013 um ano antes, os ga\u00fachos amargaram o pior cen\u00e1rio j\u00e1 vivenciado, com taxa de 26,4. J\u00e1 no primeiro ano do atual governo, o n\u00famero de v\u00edtimas de homic\u00eddios voltou, pela primeira vez desde 2011, a ficar abaixo de 2 mil, e a taxa por 100 mil habitantes caiu para 16,1. Em 2020, baixou para 15,8 e, no ano passado, fechou em 13,6 \u2013 bem pr\u00f3ximo da marca estabelecida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) como situa\u00e7\u00e3o de normalidade em grandes ocupa\u00e7\u00f5es urbanas, de dez homic\u00eddios para cada 100 mil residentes.<\/p>\n<p>O resultado reflete o esfor\u00e7o cont\u00ednuo das for\u00e7as de seguran\u00e7a a partir do foco territorial adotado pelo RS Seguro. Al\u00e9m de Alvorada, que liderou o ranking da redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios na compara\u00e7\u00e3o com 2020, outros sete dos 23 munic\u00edpios priorizados pelo programa ocupam posi\u00e7\u00f5es na lista das dez maiores quedas nesse indicador. Entre 2020 e 2021, o n\u00famero de assassinatos caiu de 1.811 para 1.561, uma retra\u00e7\u00e3o de 13,8%. E dos 250 homic\u00eddios a menos, 159 foram reduzidos no conjunto dos 23 munic\u00edpios.<\/p>\n<p>Com cerca de 80% dos homic\u00eddios do Estado relacionados a disputas entre organiza\u00e7\u00f5es criminosas, em especial \u00e0s ligadas ao tr\u00e1fico de drogas, a busca pela descapitaliza\u00e7\u00e3o desses bandos, o rompimento de suas cadeias hier\u00e1rquicas e a crescente responsabiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas de executores, mas tamb\u00e9m daqueles que ordenam assassinatos, comp\u00f5em a linha de a\u00e7\u00e3o que colabora para a queda cont\u00ednua no \u00edndice de homic\u00eddios.<\/p>\n<p>Em 2021, apenas na Grande Porto Alegre, o Departamento de Homic\u00eddios e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP) da Pol\u00edcia Civil realizou a pris\u00e3o de mais de 1,5 mil suspeitos de envolvimento em mortes. E o fortalecimento do servi\u00e7o de intelig\u00eancia focado nessa \u00e1rea possibilitou a pris\u00e3o de chefes de quadrilhas do tr\u00e1fico, mesmo que escondidos fora do Estado e at\u00e9 no exterior. O elevado \u00edndice de resolu\u00e7\u00e3o das investiga\u00e7\u00f5es, com apontamento de autoria em 76% dos inqu\u00e9ritos de homic\u00eddio remetidos ao Minist\u00e9rio P\u00fablico, tamb\u00e9m colabora retirar das ruas criminosos perigos e tem efeito pedag\u00f3gico para inibir crimes em potencial.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m impulsiona essa estrat\u00e9gia a continuidade no isolamento de l\u00edderes de organiza\u00e7\u00f5es criminosas em penitenci\u00e1rias federais fora do Estado. Entre 2020 e 2021, tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es da Opera\u00e7\u00e3o Imp\u00e9rio da Lei, em um trabalho integrado de todas as for\u00e7as de seguran\u00e7a do Rio Grande do Sul com o Minist\u00e9rio P\u00fablico e o Poder Judici\u00e1rio, nas esferas estaduais e federal, al\u00e9m de for\u00e7as federais, transferiram 34 criminosos com posi\u00e7\u00e3o de mando em suas quadrilhas para estabelecimentos penais fora do territ\u00f3rio ga\u00facho.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Texto: Carlos Ismael Moreira\/Ascom SSP e Tham\u00edris Mondin<\/strong><br \/>\n<strong>Edi\u00e7\u00e3o: Secom<\/strong><\/h6>\n<p><center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center><\/p>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde 2018, quedas nos n\u00fameros de homic\u00eddios, latroc\u00ednios e feminic\u00eddios preservaram 2.056 vidas A redu\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios, latroc\u00ednios e feminic\u00eddios, os chamados crimes violentos letais e intencionais (CVLI), preservou 2.056 vidas desde 2018 no Rio Grande do Sul com a implanta\u00e7\u00e3o do Programa RS Seguro. Os dados constam do balan\u00e7o de indicadores criminais do Estado, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":44493,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-44486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44494,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44486\/revisions\/44494"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44493"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}