{"id":61613,"date":"2024-01-24T18:06:31","date_gmt":"2024-01-24T21:06:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=61613"},"modified":"2024-01-24T18:06:32","modified_gmt":"2024-01-24T21:06:32","slug":"curvas-de-nivel-plantio-direto-e-solo-sempre-coberto-evitam-degradacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/curvas-de-nivel-plantio-direto-e-solo-sempre-coberto-evitam-degradacao\/","title":{"rendered":"Curvas de n\u00edvel, plantio direto e solo sempre coberto evitam degrada\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><div><i>Especialista da SIA tamb\u00e9m indica a\u00e7\u00f5es para corre\u00e7\u00e3o de \u00e1reas que sofreram com eros\u00e3o ap\u00f3s chuvas intensas<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><\/i><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>As fortes e frequentes chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul, principalmente nos meses de setembro e novembro do ano passado, trouxeram como resultado para alguns produtores, a perda de nutrientes do solo e o aparecimento da eros\u00e3o. Em alguns casos, mais graves, foi percebido o surgimento de vo\u00e7orocas, grandes valas que se abrem no solo, em \u00e1reas totalmente degradadas. A solu\u00e7\u00e3o para o problema passa por a\u00e7\u00f5es de corre\u00e7\u00e3o e, com foco no futuro, estrat\u00e9gias de plantio que poder\u00e3o evitar o pior em caso de novas precipita\u00e7\u00f5es similares a estas causadas pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Conforme o gerente T\u00e9cnico da SIA - Servi\u00e7o de Intelig\u00eancia em Agroneg\u00f3cios, Armindo Barth Neto, as chuvas, que chegaram a 600 mil\u00edmetros em um \u00fanico m\u00eas, batendo m\u00e9dias hist\u00f3ricas, pegaram o final de ciclo das lavouras de inverno, e a prepara\u00e7\u00e3o das \u00e1reas para o cultivo das lavouras de ver\u00e3o, principalmente plantio de arroz e soja, que acontece nos meses de outubro e novembro. \u201cCom isso, essas chuvas, atingindo bem essa fase, pegaram um per\u00edodo com pouca cobertura de solo e isso favoreceu muito \u00e0 eros\u00e3o e consequentemente at\u00e9 ao aparecimento de vo\u00e7orocas, problemas de degrada\u00e7\u00e3o das \u00e1reas. E muitos produtores, com o aparecimento das vo\u00e7orocas, perderam muito solo na camada mais f\u00e9rtil dessas \u00e1reas que acabaram indo embora junto com as chuvas\u201d, explica.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>A primeira a\u00e7\u00e3o indicada pelo especialista, \u00e9 ingressar com o maquin\u00e1rio necess\u00e1rio para fechar as vo\u00e7orocas. Depois, Barth Neto recomenda a implementa\u00e7\u00e3o de curvas de n\u00edvel com o objetivo de evitar que a \u00e1gua atinja velocidade e abra novamente as vo\u00e7orocas. O passo seguinte \u00e9 a an\u00e1lise de solo para identificar o que realmente est\u00e1 faltando de nutrientes. Ele explica que, como a camada que concentra a maior parte dos nutrientes tem at\u00e9 20 cent\u00edmetros e foi levada pela chuva, \u00e9 preciso repor estes nutrientes do solo, com aplica\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio, adubos qu\u00edmicos e melhorar a capacidade org\u00e2nica deste solo, a melhoria dos substratos para os microrganismos, para que se obtenha uma atividade da microbiologia do solo mais acelerada. \u201cE isso contribui muito tamb\u00e9m na fertilidade do solo e nesta quest\u00e3o tamb\u00e9m a aplica\u00e7\u00e3o de adubos org\u00e2nicos como esterco de aves ou esterco de su\u00ednos em quantidade bastante consider\u00e1vel, em muitos casos doses pr\u00f3ximas as 10 toneladas \u00a0por hectare ajuda bastante a recuperar esta vida no solo que s\u00f3 com a parte qu\u00edmica n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser recuperada\u201d, detalha.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>Para finalizar a recupera\u00e7\u00e3o, Armindo Barth Neto indica o plantio direto imediato, a semeadura do solo, sem revolv\u00ea-lo. \u201cVoltar a este trip\u00e9 a ser trabalhado, plantio direto (sem revolvimento do solo), fazer curvas de n\u00edvel nas \u00e1reas e tamb\u00e9m manter o solo sempre coberto. S\u00e3o pontos fundamentais para que a gente n\u00e3o tenha problemas novamente de degrada\u00e7\u00e3o deste solo, eros\u00e3o e inclusive virar vo\u00e7oroca\u201d, ensina.<br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/><br clear=\"none\" aria-hidden=\"true\" \/>O gerente t\u00e9cnico da SIA diz, ainda, que para prevenir estes problemas, o produtor deve manter sempre as \u00e1reas em plantio direto. Segundo ele, \u00e9 fundamental que n\u00e3o se tenha revolvimento de solo. \u201c\u00c1reas de plantio convencional s\u00e3o muito mais suscet\u00edveis a esse processo de eros\u00e3o e, somado a isso, as curvas de n\u00edvel, coisa que v\u00ea muito pouco nas \u00e1reas de lavouras no Rio Grande do Sul, principalmente em \u00e1reas que tem um pouco mais de declividade. Ent\u00e3o o trabalho tanto do plantio direto junto com as curvas de n\u00edvel bem feitas (que suportem um grande volume de \u00e1gua) s\u00e3o quase imbat\u00edveis nesta quest\u00e3o de fortes chuvas\u201d, afirma. Manter sempre solos cobertos, plantas verdes em produ\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m ajuda bastante a prevenir o processo de eros\u00e3o.<\/div>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Intelig\u00eancia em Agroneg\u00f3cios (SIA Brasil) | Foto: Ilson Ghellar Junior\/Divulga\u00e7\u00e3o | Texto: Ieda Risco\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista da SIA tamb\u00e9m indica a\u00e7\u00f5es para corre\u00e7\u00e3o de \u00e1reas que sofreram com eros\u00e3o ap\u00f3s chuvas intensasAs fortes e frequentes chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul, principalmente nos meses de setembro e novembro do ano passado, trouxeram como resultado para alguns produtores, a perda de nutrientes do solo e o aparecimento da eros\u00e3o. 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