{"id":65606,"date":"2024-06-24T11:18:48","date_gmt":"2024-06-24T14:18:48","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=65606"},"modified":"2024-06-24T11:18:49","modified_gmt":"2024-06-24T14:18:49","slug":"enchentes-e-desconforto-termico-no-outono-prejudicam-producao-leiteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/enchentes-e-desconforto-termico-no-outono-prejudicam-producao-leiteira\/","title":{"rendered":"Enchentes e desconforto t\u00e9rmico no outono prejudicam produ\u00e7\u00e3o leiteira"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>A cat\u00e1strofe meteorol\u00f3gica\u00a0ocorrida em maio no Rio Grande do Sul causou grandes perdas na agropecu\u00e1ria, inclusive na bovinocultura de leite. Por\u00e9m, para al\u00e9m do desastre, o outono de 2024 registrou elevada umidade relativa do ar e grandes amplitudes t\u00e9rmicas, causando desconforto nos animais e prejudicando a produ\u00e7\u00e3o leiteira.<\/p>\n<p>Esses s\u00e3o os resultados das an\u00e1lises de dados publicadas no\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/admin.agricultura.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/202406\/21084431-comunicado-agrometeorologico-70-biometeorologico-outono-2024-final.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comunicado Agrometeorologico 71 - Especial Biometeorol\u00f3gico Outono 2024<\/a><\/strong>, editado pelo Departamento de Diagn\u00f3stico e Pesquisa Agropecu\u00e1ria da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (DDPA\/Seapi).<\/p>\n<p>O comunicado analisa as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do per\u00edodo\u00a0\u2013\u00a0como precipita\u00e7\u00e3o pluvial, temperatura e umidade do ar. Utilizando o \u00cdndice de Temperatura e Umidade (ITU), a publica\u00e7\u00e3o documenta e identifica as faixas de conforto\/desconforto t\u00e9rmico \u00e0s quais os animais foram submetidos, estimando os efeitos na produ\u00e7\u00e3o de leite.\u00a0<\/p>\n<p>As enchentes de maio causaram a morte de animais e prejudicaram a coleta e a comercializa\u00e7\u00e3o do leite, devido \u00e0 impossibilidade de ordenha e \u00e0 falta de acesso \u00e0s propriedades em v\u00e1rias localidades.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c<em>Somado ao\u00a0enorme preju\u00edzo, as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas do \u00faltimo\u00a0outono causaram epis\u00f3dios de desconforto t\u00e9rmico aos animais em algumas regi\u00f5es do Estado. \u00c9 mais um fator a contribuir para a estimativa de queda na produ\u00e7\u00e3o de leite<\/em>\u201d, detalha a pesquisadora Adriana Tarouco, uma das autoras do comunicado.<\/p>\n<p>Temperaturas do ar, umidades relativas do ar e amplitudes t\u00e9rmicas elevadas propiciaram situa\u00e7\u00f5es de estresse t\u00e9rmico ao longo do trimestre, principalmente em mar\u00e7o.<em> \u201cEm somente 49,7% do per\u00edodo desse m\u00eas os animais estiveram em conforto t\u00e9rmico. Houve, inclusive, situa\u00e7\u00f5es perigosas \u00e0 vida deles em 6,6% do tempo do m\u00eas de mar\u00e7o<\/em>\u201d, contabiliza a pesquisadora.\u00a0<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de S\u00e3o Borja\/Baixo Vale do Uruguai se destacou pelo menor percentual de horas do trimestre nas quais\u00a0os animais estiveram em conforto t\u00e9rmico (28,9%), com\u00a0cinco munic\u00edpios com valores inferiores a 40% em mar\u00e7o. Em abril, em tr\u00eas foram registrados percentuais inferiores a 60%. Por sua vez, em\u00a0maio, os percentuais de horas em conforto t\u00e9rmico foram superiores a 80% em todas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Estimativas potenciais de queda de produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de leite devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas no outono foram mais elevadas em vacas de maior produtividade.<\/p>\n<p><em>\u201cPara as vacas com produ\u00e7\u00e3o entre 5\u00a0e\u00a020 kg\u00a0di\u00e1rios, as maiores perdas foram estimadas para as f\u00eameas com produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de 20 kg em Campo Bom e em Uruguaiana \u2013 com menos 3,9 kg\u00a0de leite ao dia no m\u00eas de mar\u00e7o \u2013 e em Santa Maria \u2013 com menos 4 kg\u00a0de leite por dia em maio<\/em>\u201d, enumera Adriana.<\/p>\n<p>Dentre as vacas produtoras de 25 a 40 kg\u00a0di\u00e1rios, a menor queda estimada ocorreu em Vacaria, no m\u00eas de maio, quando os\u00a0animais com produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de 25\u00a0kg\u00a0tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 2,4\u00a0kg. A maior perda estimada tamb\u00e9m foi em maio, no munic\u00edpio de\u00a0Santa Maria, onde\u00a0vacas produzindo 40\u00a0kg\u00a0di\u00e1rios tiveram redu\u00e7\u00e3o de 6,9 kg\u00a0ao dia na produ\u00e7\u00e3o de leite.<\/p>\n<p>Estimativas de queda de produ\u00e7\u00e3o superiores a 6 kg\u00a0di\u00e1rios para f\u00eameas com produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 40 kg\u00a0por dia foram observadas em 10 dos 16 munic\u00edpios avaliados (62,5%) no m\u00eas de mar\u00e7o, quando\u00a0foi registrado o menor percentual de horas em conforto t\u00e9rmico para os animais. \u201c<em>Nesses locais, foi necess\u00e1rio tomar medidas de manejo para evitar perdas de produ\u00e7\u00e3o de leite e reduzir preju\u00edzos econ\u00f4micos para os produtores rurais<\/em>\u201d, conclui a pesquisadora.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Elaine Pinto\/Ascom Seapi | Edi\u00e7\u00e3o: Secom | Foto: Fernando Dias\/Ascom Seapi<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cat\u00e1strofe meteorol\u00f3gica\u00a0ocorrida em maio no Rio Grande do Sul causou grandes perdas na agropecu\u00e1ria, inclusive na bovinocultura de leite. 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