{"id":66076,"date":"2024-07-09T09:12:50","date_gmt":"2024-07-09T12:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=66076"},"modified":"2024-07-09T09:12:52","modified_gmt":"2024-07-09T12:12:52","slug":"escolas-do-campo-impactadas-pelos-temporais-ainda-sofrem-com-os-prejuizos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/escolas-do-campo-impactadas-pelos-temporais-ainda-sofrem-com-os-prejuizos\/","title":{"rendered":"Escolas do campo impactadas pelos temporais ainda sofrem com os preju\u00edzos"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Presidente da Agptea ressalta perdas em pr\u00e9dios e setores de aprendizagem destacando a import\u00e2ncia da comunidade escolar na reconstru\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Os eventos clim\u00e1ticos que atingiram o Rio Grande do Sul nos meses de maio e junho causaram impactos significativos para diversas escolas t\u00e9cnicas agr\u00edcolas. Muitas dessas institui\u00e7\u00f5es de ensino registraram danos estruturais em seus pr\u00e9dios, al\u00e9m de perdas nos setores de aprendizagem, de produ\u00e7\u00e3o e de pesquisa. Professores, alunos e funcion\u00e1rios tamb\u00e9m tiveram perdas em suas casas e propriedades. O momento agora \u00e9 de reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Professores T\u00e9cnicos de Ensino Agr\u00edcola (Agptea), Fritz Roloff, afirma que diante de toda esta situa\u00e7\u00e3o de calamidade que o estado viveu, principalmente em algumas regi\u00f5es onde houve inunda\u00e7\u00e3o e deslizamentos, tamb\u00e9m as escolas do campo sofreram. Conforme o dirigente, muitas tiveram os seus acessos danificados, assim como os seus laborat\u00f3rios naturais, que <em>\u201cs\u00e3o justamente as \u00e1reas agr\u00edcolas dos experimentos<\/em>\u201d. \u201c<em>Planta\u00e7\u00f5es foram totalmente perdidas<\/em>\u201d, pontua Roloff, entendendo a import\u00e2ncia da comunidade na reconstru\u00e7\u00e3o dessas escolas.<\/p>\n<p>Conforme Roloff, este \u00e9 o momento de o governo estadual rever o seu novo decreto n\u00famero 57.641, de 29 de maio deste ano, que fala em criar uma nova ferramenta de gest\u00e3o atrav\u00e9s do Conselho Escolar. Ele defende que a gest\u00e3o das escolas deve ser feita pelas dire\u00e7\u00f5es em conjunto com os professores e apoio dos pais. \u201c<em>Dever\u00edamos ter incentivos para que a comunidade escolar possa se inserir e colaborar<\/em>\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>A Escola T\u00e9cnica Estadual Cruzeiro do Sul, localizada em S\u00e3o Luiz Gonzaga, regi\u00e3o das Miss\u00f5es, ter\u00e1 a sua hist\u00f3ria marcada por muito tempo com os preju\u00edzos provocados pelo temporal do dia 15 de junho, classificado por meteorologistas como uma microexplos\u00e3o (quando a nuvem n\u00e3o suporta a quantidade de \u00e1gua e despeja muita chuva em pouco tempo). O diretor Ayrton Avila destaca a import\u00e2ncia da escola para a regi\u00e3o missioneira, para o estado como um todo e para o pa\u00eds \u201c<em>pela sua capacidade de formar t\u00e9cnicos muito bons, que trabalham com efici\u00eancia no processo produtivo<\/em>\u201d. \u201c<em>Temos alunos espalhados por todo o Brasil e, inclusive, fora dele<\/em>\u201d, informa.<\/p>\n<p>Avila refor\u00e7a que as escolas agr\u00edcolas s\u00e3o essenciais para o Rio Grande do Sul. \u201c<em>N\u00f3s somos produtores de alimentos e, para isso, formamos os t\u00e9cnicos em agropecu\u00e1ria. Portanto, precisamos mant\u00ea-las em p\u00e9<\/em>\u201d, coloca, ressaltando que a comunidade entendeu perfeitamente o pedido de ajuda neste momento. De acordo com o diretor, houve o destelhamento do pr\u00e9dio principal das salas de aula, assim como o que abriga o internato, que tamb\u00e9m teve as janelas quebradas pelo granizo. Foram atingidos, ainda, setores como os avi\u00e1rios, bovinos de leite, galp\u00e3o dos ovinos e estufas, entre outras \u00e1reas da escola. \u201c<em>Os estragos foram muito grandes. A rede el\u00e9trica ficou toda no ch\u00e3o e as \u00e1rvores em frente da escola foram arrancadas pela raiz<\/em>\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>Conforme o diretor da Escola T\u00e9cnica Estadual Cruzeiro do Sul, representantes da coordenadoria regional da Educa\u00e7\u00e3o estiveram visitando o local. \u201c<em>Pensamos na elabora\u00e7\u00e3o de dois projetos: um para reerguer a energia el\u00e9trica e outro para a infraestrutura dos pr\u00e9dios<\/em>\u201d, disse Ayrton Avila, comentando que est\u00e3o ocorrendo conversa\u00e7\u00f5es com o governo do estado e com a comunidade em busca de solucionar os problemas. \u201c<em>Com um evento clim\u00e1tico desta natureza e com esta intensidade, o que estava planejado na escola muda, ent\u00e3o o planejamento tem que ser refeito e repensado a partir do que est\u00e1 posto e ir tomando medidas para tentar resolver os problemas<\/em>\u201d, enfatiza, colocando que a natureza est\u00e1 dando um recado. \u201c<em>Temos que ter muito cuidado com o meio ambiente, com o sistema produtivo e com a maneira como n\u00f3s trabalhamos com esta natureza<\/em>\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Outra escola muito atingida pelos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos foi o Col\u00e9gio Agr\u00edcola Estadual Daniel de Oliveira Paiva (Cadop), de Cachoeirinha. O diretor Fabio Bialoglowka conta que a escola ficou 19 dias embaixo d\u2019\u00e1gua. <em>\u201cPraticamente 90% da institui\u00e7\u00e3o foi atingida e dentro desse percentual, 95% da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e dos animais foram perdidos<\/em>\", revela. Segundo ele, a dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o de que poderia alagar dessa maneira, pois nunca havia acontecido. \u201c<em>Nenhum alerta foi feito para que pud\u00e9ssemos nos preparar<\/em>\u201d, desabafa.<\/p>\n<p>Bialoglowka salienta que da comunidade escolar 35% dos alunos foram atingidos tanto do Ensino Fundamental quanto do curso T\u00e9cnico. \u201c<em>O nosso retorno se tornou necess\u00e1rio assim que a escola foi liberada porque a comunidade estava precisando que os alunos tivessem um acolhimento, um espa\u00e7o para seguir a vida de uma forma normal. N\u00f3s retornamos tanto com tempo integral quanto o regula<\/em>r\u201d, informa o diretor. Ele recorda que a escola j\u00e1 havia sofrido com o temporal de 13 de janeiro passado quando ca\u00edram 32 \u00e1rvores. \u201c<em>Est\u00e1vamos nos organizando ainda para recuperar a \u00e1rea quando veio a enchente. Perdemos sementes, estamos trabalhando com ferramentas enferrujadas. Na zootecnia perdemos chocadeira, material de insemina\u00e7\u00e3o, botij\u00e3o de nitrog\u00eanio, ordenhadeira. Na quest\u00e3o estrutural, os pr\u00e9dios da escola est\u00e3o pedindo por ajuda<\/em>\u201d, sinaliza.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha dos Professores T\u00e9cnicos de Ensino Agr\u00edcola (Agptea) | Foto: Escola Cruzeiro do Sul\/Divulga\u00e7\u00e3o | Texto: Rejane Costa\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da Agptea ressalta perdas em pr\u00e9dios e setores de aprendizagem destacando a import\u00e2ncia da comunidade escolar na reconstru\u00e7\u00e3o Os eventos clim\u00e1ticos que atingiram o Rio Grande do Sul nos meses de maio e junho causaram impactos significativos para diversas escolas t\u00e9cnicas agr\u00edcolas. 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