{"id":67167,"date":"2024-08-15T10:46:23","date_gmt":"2024-08-15T13:46:23","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=67167"},"modified":"2024-08-15T10:46:24","modified_gmt":"2024-08-15T13:46:24","slug":"brasil-deixa-de-arrecadar-ao-menos-r-6-bilhoes-por-ano-com-ida-de-estudantes-ao-exterior-para-cursar-medicina-segundo-estimativas-da-amies","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/brasil-deixa-de-arrecadar-ao-menos-r-6-bilhoes-por-ano-com-ida-de-estudantes-ao-exterior-para-cursar-medicina-segundo-estimativas-da-amies\/","title":{"rendered":"Brasil deixa de arrecadar ao menos R$ 6 bilh\u00f5es por ano com ida de estudantes ao exterior para cursar medicina, segundo estimativas da AMIES"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i>Argentina, Paraguai e Bol\u00edvia contam com cerca de 65 mil estudantes brasileiros<\/i><\/p>\n<div>\n<p>Cada vez mais brasileiros t\u00eam buscado faculdades no exterior, em pa\u00edses como Argentina, Paraguai, Bol\u00edvia e at\u00e9 a R\u00fassia, para realizar o sonho de cursar medicina, sobretudo devido aos altos custos das faculdades particulares no Brasil e esse movimento tem gerado um grande impacto ao pa\u00eds. De acordo com estimativas da AMIES (Associa\u00e7\u00e3o dos Mantenedores Independentes Educadores do Ensino Superior), o Brasil deixa de arrecadar pelo menos R$ 6 bilh\u00f5es por ano com a evas\u00e3o dos estudantes.<\/p>\n<p>Esse valor \u00e9 calculado de acordo com o valor m\u00e9dio de um curso de medicina ao longo dos seis anos da gradua\u00e7\u00e3o, que em 2022 era de R$ 684 mil, al\u00e9m de impostos e taxas \u2013 tamb\u00e9m entram na conta as bolsas de estudos, demais descontos concedidos a estudantes de baixa renda e o aumento das vagas nos \u00faltimos anos, o que tem gerado um equil\u00edbrio maior nos cursos das mensalidades.<\/p>\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE), cerca de 65 mil brasileiros estudam medicina nesses tr\u00eas pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina \u2013 n\u00famero que representa mais de um ter\u00e7o do total de alunos de medicina que estudam no Brasil.<\/p>\n<p>O valor das mensalidades praticados no Brasil, que podem passar de R$ 10 mil, e a enorme concorr\u00eancia por vagas s\u00e3o alguns dos motivadores que levam candidatos para estudar fora.<\/p>\n<p>Para N\u00e9sio Fernandes, m\u00e9dico formado em Cuba e ex-Secret\u00e1rio de Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica no Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a expans\u00e3o na oferta de cursos e vagas de medicina em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina tornou-se um mercado. \u201c<em>Hoje existem empresas brasileiras especializadas em levar estudantes para cursar medicina em pa\u00edses da regi\u00e3o, principalmente no Paraguai e na Bol\u00edvia<\/em>\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201c<em>Antigamente, era muito natural que pessoas bem-sucedidas estudassem medicina e fizessem especializa\u00e7\u00f5es no exterior. Na \u00faltima d\u00e9cada, vimos o aumento de cursos de medicina no Brasil em universidades particulares, por\u00e9m os valores s\u00e3o muito expressivos, o que impediu o acesso dos setores mais populares. Dessa forma, muitos viram as faculdades da Am\u00e9rica do Sul como uma alternativa<\/em>\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o caso da Kamilla Clara Pinheiro, que iniciou o curso de medicina na Argentina e tamb\u00e9m estudou em uma universidade do Paraguai. Para Kamilla, a oportunidade de estudar no exterior foi determinante para que ela pudesse realizar o sonho de ser m\u00e9dica.<\/p>\n<p><em>\u201cQuando externei pela primeira vez minha vontade de cursar e estudar medicina para minha m\u00e3e as minhas possibilidades eram poucas: apenas faculdades p\u00fablicas. Quando come\u00e7amos a investir e a me dedicar ao sonho de ser m\u00e9dica, tamb\u00e9m come\u00e7aram as pesquisas das melhores faculdades e em qual lugar teria mais vagas. Lembro que em v\u00e1rias pesquisas a Universidade Federal de Buenos Aires (UBA) sempre se destacava. Desde aquela \u00e9poca a UBA era, e continua sendo, uma das melhores Universidades da Am\u00e9rica Latina, ent\u00e3o uma chama se acendeu\u201d<\/em>, comentou.<\/p>\n<p>\u201c<em>Depois de muita luta e muitas tentativas sem sucesso de passar em uma universidade p\u00fablica no Brasil, decidi ir para a Argentina em 2017 come\u00e7ar a minha jornada. Ao chegar na Argentina, me deparei com centenas de brasileiros que foram estudar fora pelos mesmos motivos que eu: alta concorr\u00eancia e custos das mensalidades no Brasil<\/em>\u201d, destacou.<\/p>\n<p>A estudante ressalta que na Argentina e no Paraguai n\u00e3o h\u00e1 um vestibular para medicina e sim um curso preparat\u00f3rio b\u00e1sico em que voc\u00ea precisa ser aprovada para ingressar na faculdade. No curso, s\u00e3o ministradas aulas de qu\u00edmica, f\u00edsica, biologia, ci\u00eancia e anatomia, al\u00e9m de aulas de espanhol com provas escrita e oral.<\/p>\n<p>Recentemente, Kamila conseguiu uma transfer\u00eancia para o Brasil e atualmente cursa medicina na Universidade Est\u00e1cio, localizada no munic\u00edpio de Alagoinhas, na Bahia.<\/p>\n<p>Os brasileiros formados em medicina no exterior necessitam ser aprovados no Revalida, exame aplicado desde 2011, para poder exercer a profiss\u00e3o no Brasil. Para N\u00e9sio Fernandes, os altos \u00edndices de reprova\u00e7\u00e3o ocorrem porque o exame precisa ser mais equilibrado e avaliar as compet\u00eancias de uma forma mais justa.<\/p>\n<p><em>\u201cAcredito sim que precisamos ter mecanismos de revalida\u00e7\u00e3o do diploma, mas voc\u00ea n\u00e3o pode cobrar de um m\u00e9dico rec\u00e9m-formado conceitos e pr\u00e1ticas de quem atua em uma determinada especialidade h\u00e1 anos<\/em>\u201d, refor\u00e7ou. \u201c<em>\u00c9 necess\u00e1rio aperfei\u00e7oar metodologicamente o processo de revalida\u00e7\u00e3o do diploma, com provas pr\u00e1ticas e te\u00f3ricas com um n\u00edvel t\u00e9cnico compat\u00edvel, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o da complementa\u00e7\u00e3o dos estudos no Brasil. At\u00e9 o servi\u00e7o civil obrigat\u00f3rio complementar \u00e0 revalida\u00e7\u00e3o poderia voltar a ser discutido. \u00c9 preciso pensar a revalida\u00e7\u00e3o no debate pedag\u00f3gico e no interesse da sa\u00fade p\u00fablica, isso descontamina o debate com vieses de mercado<\/em>\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>No exame Revalida de 2022, a taxa de aprova\u00e7\u00e3o foi somente de 3,75%, a menor em toda a hist\u00f3ria do exame. Cerca de 96% dos candidatos foram reprovados na primeira ou na segunda etapa e, portanto, n\u00e3o podem exercer a profiss\u00e3o. J\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o de 2023, cerca de 10% dos candidatos foram aprovados.<\/p>\n<p>O Brasil conta com 379 cursos de Medicina em funcionamento no pa\u00eds, sendo 121 em universidades p\u00fablicas e 268 em universidades privadas. S\u00e3o 41.805 vagas de medicina dispon\u00edveis, sendo 9.725 no ensino p\u00fablico e 32.080 no ensino privado.<\/p>\n<p>E esses n\u00fameros ainda podem aumentar, j\u00e1 que existem 184 pedidos em tramita\u00e7\u00e3o no MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o) para abertura de novos cursos de medicina, al\u00e9m de 110 pedidos para abertura de mais vagas em cursos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Tree Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Argentina, Paraguai e Bol\u00edvia contam com cerca de 65 mil estudantes brasileiros Cada vez mais brasileiros t\u00eam buscado faculdades no exterior, em pa\u00edses como Argentina, Paraguai, Bol\u00edvia e at\u00e9 a R\u00fassia, para realizar o sonho de cursar medicina, sobretudo devido aos altos custos das faculdades particulares no Brasil e esse movimento tem gerado um grande [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":67168,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-67167","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67167","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67167"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67167\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67169,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67167\/revisions\/67169"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}