{"id":67184,"date":"2024-08-15T11:04:15","date_gmt":"2024-08-15T14:04:15","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=67184"},"modified":"2024-08-15T11:04:16","modified_gmt":"2024-08-15T14:04:16","slug":"rio-grande-do-sul-registra-segunda-menor-taxa-de-mortalidade-materna-do-brasil-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/rio-grande-do-sul-registra-segunda-menor-taxa-de-mortalidade-materna-do-brasil-em-2022\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Sul registra segunda menor taxa de mortalidade materna do Brasil em 2022"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>O Rio Grande do Sul teve a segunda menor taxa de mortalidade materna em 2022, com 38,9 \u00f3bitos maternos a cada cem mil nascidos vivos, ficando atr\u00e1s apenas de Santa Catarina que registrou uma raz\u00e3o de 31,6 \u00f3bitos maternos. A morte materna \u00e9 definida como o \u00f3bito ocorrido durante a gesta\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 42 dias ap\u00f3s o seu t\u00e9rmino, causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez.\u00a0<\/p>\n<p>Distrito Federal (44,5), S\u00e3o Paulo (44,9) e Pernambuco (46) completam a lista dos cinco melhores resultados em 2022. A m\u00e9dia nacional foi de 57,5 \u00f3bitos maternos a cada cem mil nascidos vivos no per\u00edodo. Dados preliminares de 2023 apontam a ocorr\u00eancia de 38 \u00f3bitos maternos e uma taxa de 31,42 para cada cem mil nascidos vivos no Rio Grande do Sul.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-67186 aligncenter\" src=\"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/51-2-400x337.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/51-2-400x337.jpg 400w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/51-2-768x648.jpg 768w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/51-2.jpg 945w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>O Estado registrou 46 \u00f3bitos maternos em 2022, n\u00famero bem abaixo dos 114 \u00f3bitos registrados em 2021. A redu\u00e7\u00e3o se deve, principalmente, a queda do n\u00famero de \u00f3bitos maternos por covid-19: 64 ocorridos em 2021 e seis em 2022. Todos os \u00f3bitos de covid-19 em 2023 podem ser relacionados com a situa\u00e7\u00e3o vacinal incompleta ou inexistente das gestantes e pu\u00e9rperas.<\/p>\n<p>Os dados constam no Boletim Epidemiol\u00f3gico de Mortalidade Materna, Infantil e Fetal publicado neste m\u00eas pela Secretaria da Sa\u00fade (SES). O boletim \u00e9 elaborado pelas Pol\u00edticas de Sa\u00fade da Mulher e da Crian\u00e7a, vinculadas ao Departamento de Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria e Pol\u00edticas de Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Perfil da mortalidade materna no RS<\/strong><\/p>\n<p>Em 2022, o perfil das mortes maternas foi proporcionalmente maior entre mulheres negras, jovens, entre 20 e 34 anos, com oito e 11 anos de estudo e na primeira gesta\u00e7\u00e3o. As principais causas de mortes foram hemorragia (19,6%), dist\u00farbios hipertensivos como pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia e eclampsia (17,4%), covid-19 (13%), infec\u00e7\u00f5es (13%) e aborto (6,5%).\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Como estrat\u00e9gia para reduzir a mortalidade materna, a SES lan\u00e7ou o Protocolo Estadual de Preven\u00e7\u00e3o e Manejo da Hemorragia Puerperal. O documento elaborado em 2022 tem o objetivo de capacitar as equipes de sa\u00fade na ado\u00e7\u00e3o de condutas adequadas, com base em evid\u00eancias cient\u00edficas.\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com a chefe de Divis\u00e3o das Pol\u00edticas dos Ciclos de Vida da SES, Gisleine da Silva, o pr\u00e9-natal \u00e9 uma das estrat\u00e9gias mais importantes para a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna, infantil e puerperal. \u201c<em>Por isso, a secretaria atualizou o Guia do Pr\u00e9-natal e Puerp\u00e9rio na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria em Sa\u00fade, contribuindo com os profissionais de sa\u00fade na ado\u00e7\u00e3o das melhoras pr\u00e1ticas cl\u00ednicas de cuidado e de preven\u00e7\u00e3o\u201d,<\/em> explica.\u00a0<\/p>\n<p>Outras a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pela SES foram a regionaliza\u00e7\u00e3o do parto e do nascimento, com a amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de Ambulat\u00f3rios de Gesta\u00e7\u00e3o de Alto Risco (de 12 para 28, a partir cria\u00e7\u00e3o programa Assistir em 2021) e o in\u00edcio do ciclo materno-paterno-infantil na Rede Bem Cuidar (RBC), em que s\u00e3o realizadas a\u00e7\u00f5es de qualifica\u00e7\u00e3o das equipes da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica voltadas a planejamento sexual e reprodutivo, pr\u00e9-natal, puerp\u00e9rio e rec\u00e9m-nascido e puericultura.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><strong>S\u00e9rie hist\u00f3rica<\/strong><\/p>\n<p>Nos anos anteriores \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus, o RS vinha mantendo uma m\u00e9dia de 52 \u00f3bitos por ano, considerando a s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2017. Por\u00e9m, em 2021, com a covid-19, esse valor aumentou significativamente para 114 \u00f3bitos. Nos anos seguintes, houve uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de \u00f3bitos maternos, atingindo valores at\u00e9 menores ao do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. Ao longo desses anos, entre 2017 e 2022, o Estado tem registrado queda no n\u00famero de nascidos vivos, com um leve aumento nos n\u00fameros preliminares de 2023, em compara\u00e7\u00e3o com 2022.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-67187 aligncenter\" src=\"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/52-1-400x196.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/52-1-400x196.jpg 400w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/52-1-768x377.jpg 768w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/52-1.jpg 945w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p>O boletim epidemiol\u00f3gico tamb\u00e9m traz um perfil dos estabelecimentos onde ocorrem \u00f3bitos maternos, uma an\u00e1lise das desigualdades sociais e raciais observadas nas raz\u00f5es de mortalidade materna no Estado, o perfil da mortalidade infantil e um perfil dos nascidos vivos no RS, com an\u00e1lise das principais causas de mortalidade infantil e fetal e investiga\u00e7\u00e3o de \u00f3bito infantil e fetal.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Jos\u00e9 Lu\u00eds Zasso\/Ascom SES | Edi\u00e7\u00e3o: Secom<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Grande do Sul teve a segunda menor taxa de mortalidade materna em 2022, com 38,9 \u00f3bitos maternos a cada cem mil nascidos vivos, ficando atr\u00e1s apenas de Santa Catarina que registrou uma raz\u00e3o de 31,6 \u00f3bitos maternos. 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