{"id":67698,"date":"2024-09-03T10:10:35","date_gmt":"2024-09-03T13:10:35","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=67698"},"modified":"2024-09-03T10:10:37","modified_gmt":"2024-09-03T13:10:37","slug":"em-carta-aberta-comite-cientifico-de-adaptacao-e-resiliencia-climatica-aponta-caminhos-para-o-agronegocio-gaucho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/em-carta-aberta-comite-cientifico-de-adaptacao-e-resiliencia-climatica-aponta-caminhos-para-o-agronegocio-gaucho\/","title":{"rendered":"Em carta aberta, Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica aponta caminhos para o agroneg\u00f3cio ga\u00facho"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Documento incluiu contribui\u00e7\u00f5es coletadas durante a Expointer<\/em><\/p>\n<p>O Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica produziu uma carta aberta com reflex\u00f5es e alternativas para que o agroneg\u00f3cio ga\u00facho se torne mais resiliente, com capacidade para se adaptar e se recuperar ap\u00f3s eventos meteorol\u00f3gicos extremos. O documento recebeu contribui\u00e7\u00f5es de membros do comit\u00ea e do p\u00fablico presente em uma reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria realizada durante a 47\u00aa Expointer, edi\u00e7\u00e3o que marcou a retomada do setor no Estado.<\/p>\n<p>A carta\u00a0<strong>\u201c<a href=\"https:\/\/estado.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/202409\/carta-aberta-resiliencia-agro-versao-final.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Construindo resili\u00eancia no agro<\/a>\u201d<\/strong>, assinada por 49 pessoas, apresenta um panorama do agroneg\u00f3cio no Rio Grande do Sul, enfatizando os desafios enfrentados pelo segmento em fun\u00e7\u00e3o da variabilidade do clima. <em>\u201cEssas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o caracterizadas por eventos cada vez mais intensos e frequentes de secas e cheias extremas, ambos afetando de maneira cr\u00edtica a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e a pecu\u00e1ria\u201d<\/em>, diz o documento.<\/p>\n<p>Para se buscar melhores condi\u00e7\u00f5es de sustentabilidade e competitividade no setor, a carta aponta a resili\u00eancia como caminho necess\u00e1rio. Entre os aspectos a serem considerados, destacam-se a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas vocacionais regionais para redu\u00e7\u00e3o dos riscos ao agroneg\u00f3cio, a gest\u00e3o integrada de recursos h\u00eddricos, o uso sustent\u00e1vel da costa marinha e o fortalecimento institucional.<\/p>\n<p>Um dos pontos colocados na carta se refere \u00e0 gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos h\u00eddricos, envolvendo a cria\u00e7\u00e3o de uma Ag\u00eancia de \u00c1guas do Estado do Rio Grande do Sul. Esse \u00f3rg\u00e3o seria respons\u00e1vel por <em>\u201cimplementar planos de bacias que considerem as necessidades espec\u00edficas de cada regi\u00e3o, equilibrando a demanda de \u00e1gua para agricultura, ind\u00fastria e consumo humano.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o documento ressalta a import\u00e2ncia da economia azul e da explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos marinhos, que poderiam contribuir para a diversifica\u00e7\u00e3o e a resili\u00eancia do setor agropecu\u00e1rio. A \u00e1rea de biotecnologia tamb\u00e9m \u00e9 mencionada como um polo de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o no Estado, com potencial para aumentar a produtividade e a sustentabilidade das culturas.<\/p>\n<p>Outro destaque da carta \u00e9 a necessidade de se adotar o chamado design de paisagem com uma vis\u00e3o de bacia hidrogr\u00e1fica: \u201c<em>Essa perspectiva integradora reconhece a interdepend\u00eancia entre os componentes naturais e as atividades humanas dentro de uma bacia hidrogr\u00e1fica, propondo um planejamento que n\u00e3o s\u00f3 otimiza o uso dos recursos h\u00eddricos e do solo, mas tamb\u00e9m preserva a biodiversidade e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos.\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>\u201cO agro \u00e9 uma cadeia fundamental para que a gente possa pensar a retomada econ\u00f4mica e social do Estado. Por isso, o Comit\u00ea Cient\u00edfico se dedicou a refletir e elaborar esta carta com recomenda\u00e7\u00f5es e proposi\u00e7\u00f5es para o agro ga\u00facho. E fizemos esta reuni\u00e3o aberta a todos que quisessem contribuir, para aproximar o trabalho do comit\u00ea e a sociedade\u201d<\/em>, afirmou a secret\u00e1ria de Inova\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e tecnologia e coordenadora do Comit\u00ea Cient\u00edfico, Simone St\u00fclp.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria ocorreu em 27 de agosto, na Casa da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o do Estado (Secom), na Expointer. O Comit\u00ea Cient\u00edfico integra a estrutura de governan\u00e7a do\u00a0<a href=\"https:\/\/planoriogrande.rs.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Plano Rio Grande<\/strong><\/a>, com papel consultivo e propositivo relacionado \u00e0s a\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidas nos eixos emergencial, reconstru\u00e7\u00e3o e Rio Grande do Sul do futuro.<\/p>\n<p><strong>Roda de conversa<\/strong><\/p>\n<p>Ainda no dia 27, o Comit\u00ea Cient\u00edfico realizou uma roda de conversa sobre constru\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia no agroneg\u00f3cio ga\u00facho na arena do Estande do Governo, localizado no Pavilh\u00e3o Internacional da Expointer.<\/p>\n<p><em>\u201cQuando come\u00e7amos a desenhar a\u00e7\u00f5es de inova\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia na Expointer, decidimos que n\u00e3o pod\u00edamos deixar de lado o Comit\u00ea Cient\u00edfico, para enfatizar o papel deste dentro da estrutura\u00e7\u00e3o do Plano Rio Grande. \u00c9 um momento de troca com a sociedade ga\u00facha, aqui mais voltada ao agroneg\u00f3cio, mas queremos expandir para outros setores e para outras regi\u00f5es do Estado<\/em>\", pontuou Simone St\u00fclp.<\/p>\n<p>A assessora t\u00e9cnica do Comit\u00ea Cient\u00edfico, Alexandra Passuello, explicou o significado das palavras \u201cresili\u00eancia\u201d e \u201cadapta\u00e7\u00e3o\u201d neste contexto. \u201c<em>Na gest\u00e3o de riscos e desastres, resili\u00eancia \u00e9 a capacidade que uma cidade, comunidade ou sistema tem para suportar, se adaptar ou se recuperar ap\u00f3s um desastre<\/em>\u201d, disse. <em>\u201cAdapta\u00e7\u00e3o \u00e9 um elemento da resili\u00eancia, referente ao processo de ajuste \u00e0s altera\u00e7\u00f5es dos sistemas naturais e humanos existentes. Busca reduzir ou evitar danos potenciais a partir de a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de riscos\u201d<\/em>, complementou.<\/p>\n<p>A coordenadora da Assessoria de Clima da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Daniela Lara, enfatizou a recorr\u00eancia dos eventos meteorol\u00f3gicos extremos no Rio Grande do Sul \u2013 10 registros no \u00faltimo ano \u2013 e a necessidade de projetos na \u00e1rea. O professor e head do Celeiro Agfoid Hub do Tecnopuc, Lu\u00eds de Melo Villwock, abordou o trabalho que vem realizando junto \u00e0 Sict para contribuir para a retomada do agro ga\u00facho.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Jo\u00e3o Felipe Brum\/Ascom Sict | Edi\u00e7\u00e3o: Secom | Foto: J\u00e9ssica Moraes\/Ascom Sict<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Documento incluiu contribui\u00e7\u00f5es coletadas durante a Expointer O Comit\u00ea Cient\u00edfico de Adapta\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica produziu uma carta aberta com reflex\u00f5es e alternativas para que o agroneg\u00f3cio ga\u00facho se torne mais resiliente, com capacidade para se adaptar e se recuperar ap\u00f3s eventos meteorol\u00f3gicos extremos. 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