{"id":67887,"date":"2024-09-11T09:09:34","date_gmt":"2024-09-11T12:09:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=67887"},"modified":"2024-09-11T09:09:37","modified_gmt":"2024-09-11T12:09:37","slug":"tradicionalismo-movimentou-r-45-bilhoes-na-economia-gaucha-em-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/tradicionalismo-movimentou-r-45-bilhoes-na-economia-gaucha-em-2023\/","title":{"rendered":"Tradicionalismo movimentou R$ 4,5 bilh\u00f5es na economia ga\u00facha em 2023"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p>Qual \u00e9 o impacto do tradicionalismo na economia do Rio Grande do Sul? Em 2023, o valor chegou a 4,5 bilh\u00f5es, conforme aponta a pesquisa in\u00e9dita intitulada A participa\u00e7\u00e3o do Tradicionalismo no Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul. Ela foi divulgada na ter\u00e7a-feira (10\/9), no Piquete Negrinho do Pastoreio, do governo do Estado, no Acampamento Farroupilha. O estudo foi coordenado pela Universidade Feevale, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico (Sedec), e contou com a participa\u00e7\u00e3o das pastas do Turismo (Setur), da Cultura (Sedac) e da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (Seapi).<\/p>\n<p>Essa foi a primeira pesquisa\u00a0mostrando o tradicionalismo como um setor produtivo e\u00a0que se dedicou ao mapeamento de eventos, como rodeios e festas, de itens culturais, como pilchas e alimentos. O estudo ocorreu de julho de 2023 a abril de 2024, com nove eixos categorizados e mensurados. O m\u00e9todo de trabalho incluiu formula\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses, an\u00e1lise dos segmentos do tradicionalismo e defini\u00e7\u00e3o de coleta de dados, entre outros instrumentos.<\/p>\n<p>O titular da Sedec, Ernani Polo, refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da pesquisa. \u201c<em>\u00c9 um instrumento fundamentado por meio de um estudo cient\u00edfico, o que d\u00e1 mais credibilidade para quem vive do tradicionalismo e n\u00e3o tinha n\u00fameros do setor para organizar as suas atividades. \u00c9 um olhar do tradicionalismo sob a perspectiva de um setor socioecon\u00f4mico, al\u00e9m de cultural<\/em>\u201d, disse.<\/p>\n<p><em>\"A Secretaria de Turismo tem a diretriz de priorizar, dentre os produtos tur\u00edsticos do Estado, o turismo cultural tradicionalista. Mas tudo isso precisa estar comprovado n\u00e3o s\u00f3 pela paix\u00e3o de quem defende a causa, mas em n\u00fameros, como no caso de qualquer ind\u00fastria. Para lan\u00e7ar um produto no mercado s\u00e3o necess\u00e1rios dados estat\u00edsticos que assegurem um bom neg\u00f3cio. \u00c9 o que fizemos aqui hoje\"<\/em>, afirmou o titular da Setur, Ronaldo Santini.<\/p>\n<p><em>\u201cMuito al\u00e9m da cultura, que j\u00e1 \u00e9 um ativo important\u00edssimo do nosso Estado, poder mensurar economicamente quanto o tradicionalismo movimenta anualmente no RS nos d\u00e1 a capacidade de planejar melhor as pol\u00edticas p\u00fablicas para o setor, al\u00e9m de buscar incentivos e fomento para essa cadeia produtiva que gera desenvolvimento e renda em cada munic\u00edpio ga\u00facho\u201d<\/em>, ressaltou o chefe de gabinete da Seapi, Joel Maraschin.<\/p>\n<p>O reitor da Universidade Feevale, Jos\u00e9 Paulo da Rosa, pontuou que \u00e9 um prazer para a Institui\u00e7\u00e3o contribuir como o estudo. <em>\u201cA Feevale tem o prop\u00f3sito de construir uma comunidade melhor. Tenho convic\u00e7\u00e3o de que, com mais atividades tradicionalistas, conseguiremos fazer isso. Quando apoiamos um projeto como esse, \u00e9 por entendermos a import\u00e2ncia do tradicionalismo e do quanto uma universidade pode contribuir atrav\u00e9s de sua cientificidade<\/em>\u201d, destacou.<\/p>\n<p><strong>Cavalo crioulo<\/strong><\/p>\n<p>Autor do trabalho, o economista e professor da Universidade Feevale, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Moura, enaltece o movimento realizado pelos Centros de Tradi\u00e7\u00f5es Ga\u00fachas (CTGs) e por outras entidades, nos quais s\u00e3o cultivadas todas as express\u00f5es do tradicionalismo e divulgados o folclore e a cultura ga\u00facha. <em>\u201cA produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica do Rio Grande do Sul \u00e9 rica e proporciona o desenvolvimento do Estado\u201d<\/em>, frisou.<\/p>\n<p>O professor chama a aten\u00e7\u00e3o para a contribui\u00e7\u00e3o dos rodeios e do cavalo crioulo, assim como das festas campeiras, para o crescimento da economia ga\u00facha. Somente em 2023, foram realizados 3.264 rodeios, um aumento de 15% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. \u201cS\u00e3o 3,2 mil festas por ano, uma m\u00e9dia impressionante de mais de 60 a cada fim de semana. Dessas, 9% s\u00e3o grandes eventos; 48%, m\u00e9dios; e 43%, pequenos, os quais geraram, somente com inscri\u00e7\u00f5es, R$ 980 milh\u00f5es. Al\u00e9m disso, o investimento em rodeios, festas campeiras e torneios de tiro de la\u00e7o foi de cerca de R$ 1,3 bilh\u00e3o, totalizando um consumo de mais de R$ 2 bilh\u00f5es\u201d, detalhou.<\/p>\n<p><strong>Eixos do tradicionalismo<\/strong><\/p>\n<p>Dados preliminares do estudo foram apresentados durante o 35\u00ba Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, em fevereiro, quando j\u00e1 se indicava a import\u00e2ncia dos rodeios na economia do Estado. Na fase final, os dados foram divididos em nove eixos que movimentam a economia e cujos valores s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Rodeios: R$ 2 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>Festas: R$ 613,4 milh\u00f5es<\/li>\n<li>M\u00fasica: R$ 220 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Cavalo crioulo: R$ 1 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>Radiodifus\u00e3o: R$ 2,3 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Projetos culturais: R$ 65,8 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Erva-mate: R$ 396 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Cutelaria: R$ 96 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Churrasco: R$ 106,5 milh\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/www.estado.rs.gov.br\/upload\/arquivos\/202409\/pesquisa-tradicionalismo-pib-pdf.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Pesquisa - A participa\u00e7\u00e3o do tradicionalismo no PIB do RS<\/strong><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Ascom Sedec e Feevale | Edi\u00e7\u00e3o: Secom | Foto: Eliezer Falc\u00e3o\/Ascom Sedec<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qual \u00e9 o impacto do tradicionalismo na economia do Rio Grande do Sul? 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