{"id":70557,"date":"2024-12-18T09:28:52","date_gmt":"2024-12-18T12:28:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=70557"},"modified":"2024-12-18T09:28:54","modified_gmt":"2024-12-18T12:28:54","slug":"ano-de-2024-foi-de-desafios-para-o-sistema-cooperativo-gaucho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/ano-de-2024-foi-de-desafios-para-o-sistema-cooperativo-gaucho\/","title":{"rendered":"Ano de 2024 foi de desafios para o sistema cooperativo ga\u00facho"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Presidente da FecoAgro\/RS pontua preju\u00edzos com eventos clim\u00e1ticos e necessidade de avan\u00e7os no cr\u00e9dito rural<\/em><\/p>\n<p>Os impactos gerados nos meios urbano e rural pelos eventos clim\u00e1ticos registrados no Rio Grande do Sul em 2024 deixam a marca de um ano muito dif\u00edcil e desafiador. Havia uma expectativa de chuvas mas tamb\u00e9m de uma grande safra no estado, por\u00e9m, o que ocorreu em maio passado provocou perdas significativas de produtos na regi\u00e3o sul ga\u00facha. Em algumas \u00e1reas, o soja j\u00e1 estava com a colheita bem adiantada, no entanto, os efeitos negativos foram importantes nas empresas, na produ\u00e7\u00e3o, no porto de Rio Grande e na infraestrutura estadual.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise \u00e9 do presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro\/RS), Paulo Pires. A resili\u00eancia do povo ga\u00facho \u00e9 uma das suas principais caracter\u00edsticas, na opini\u00e3o do dirigente, que entende j\u00e1 estar ocorrendo um processo de reconstru\u00e7\u00e3o muito forte, <em>\u201cmas que n\u00e3o ser\u00e1 superado de uma hora para outra\u201d<\/em>. \u201c<em>A regi\u00e3o de Lajeado, por exemplo, uma das mais afetadas, vai demorar um pouco mais para se reestruturar, assim como outras partes do estado<\/em>\u201d, salienta.<\/p>\n<p>Segundo Pires, hoje, talvez, o principal problema do agro seja o endividamento provocado pela seca ocorrida em 2022 e 2023, que afetou a renda do produtor. <em>\u201cN\u00f3s tivemos um c\u00e9u de brigadeiro entre 2013 e 2021, com algumas coisas pontuais de clima, mas nos \u00faltimos cinco anos enfrentamos estiagens avassaladoras, com preju\u00edzos enormes, e em algumas regi\u00f5es do estado chegando a 70% de quebra na safra. Agora, ainda ca\u00edram os pre\u00e7os dos produtos agr\u00edcolas de uma forma geral. Os pre\u00e7os dos insumos diminu\u00edram, por\u00e9m n\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, informa, destacando que combust\u00edvel e m\u00e3o de obra n\u00e3o retrocedem.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cooperativas ga\u00fachas, Pires coloca que o cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 diferente. <em>\u201cElas precisam como nunca de um projeto de reconvers\u00e3o, n\u00e3o para si, mas para os seus produtores, j\u00e1 que grande parte do cr\u00e9dito rural \u00e9 feito com o capital de giro delas. Ent\u00e3o, \u00e9 importante esse recurso que est\u00e1 sendo batalhado desde a reuni\u00e3o da FecoAgro, em 9 de maio, junto com o Minist\u00e9rio da Agricultura e que, infelizmente, n\u00e3o saiu ainda no volume e no tamanho necess\u00e1rios. N\u00f3s temos muitas narrativas que n\u00e3o chegam l\u00e1 na ponta, no produtor. Algumas coisas para o pequeno produtor, enfim, foram atendidas, mas essa indica\u00e7\u00e3o das cooperativas, infelizmente, foi parcialmente atendida e precisamos avan\u00e7ar muito nisso\u201d<\/em>, ressalta o dirigente.<\/p>\n<p>Pires tamb\u00e9m pontua as dificuldades na quest\u00e3o do seguro rural, no sentido de Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecu\u00e1ria). <em>\u201cRealmente hoje o agroneg\u00f3cio brasileiro, principalmente o ga\u00facho, enfrenta dificuldades. Por\u00e9m n\u00e3o vou falar em pessimismo, mas em desafios que s\u00e3o problemas e que podem ser superados<\/em>\u201d, refor\u00e7a, citando tamb\u00e9m o financiamento das safras como uma coisa importante. \u201c<em>Se diminuiu muito o cr\u00e9dito colocado no agro de uma forma geral nesses \u00faltimos dois anos, principalmente agora em 2024, o que nos preocupa. Ent\u00e3o, por isso, o sistema cooperativo est\u00e1 fazendo a sua parte. Neste ano, deve at\u00e9 faturar um pouco menos porque o produtor n\u00e3o vendeu muitas vezes o soja, e algumas cooperativas n\u00e3o tiveram o faturamento que esperavam. Talvez elas fa\u00e7am o mesmo faturamento do ano passado, essa \u00e9 a previsibilidade que a gente tem monitorado<\/em>\u201d, avalia.<\/p>\n<p>O presidente da FecoAgro\/RS encerra a sua an\u00e1lise dizendo que as entidades entendem que tudo \u00e9 ciclo. <em>\u201cN\u00e3o \u00e9 o momento extraordin\u00e1rio de 2013 a 2021, mas \u00e9 um momento de muita supera\u00e7\u00e3o e n\u00f3s temos que torcer, principalmente, para que o clima nos ajude. Estamos com uma safra de soja plantada, assim como de milho, que mesmo pequena em termos de \u00e1rea, tem um bom potencial de produ\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>, enfatiza. De acordo com Paulo Pires, no Rio Grande do Sul existem algumas quebras pontuais, mas o estado tem um potencial de produ\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Na quest\u00e3o do soja, estamos torcendo para que tudo se desenvolva da melhor forma poss\u00edvel e alcance um bom resultado econ\u00f4mico para o nosso produtor voltar a uma condi\u00e7\u00e3o de normalidade\u201d<\/em>, conclui.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro\/RS) | Foto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective | Texto: Rejane Costa\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da FecoAgro\/RS pontua preju\u00edzos com eventos clim\u00e1ticos e necessidade de avan\u00e7os no cr\u00e9dito rural Os impactos gerados nos meios urbano e rural pelos eventos clim\u00e1ticos registrados no Rio Grande do Sul em 2024 deixam a marca de um ano muito dif\u00edcil e desafiador. 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