{"id":72305,"date":"2025-03-03T13:58:03","date_gmt":"2025-03-03T16:58:03","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=72305"},"modified":"2025-03-03T13:58:05","modified_gmt":"2025-03-03T16:58:05","slug":"secretaria-da-saude-reforca-a-importancia-da-vacinacao-para-prevenir-a-coqueluche","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/secretaria-da-saude-reforca-a-importancia-da-vacinacao-para-prevenir-a-coqueluche\/","title":{"rendered":"Secretaria da Sa\u00fade refor\u00e7a a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o para prevenir a coqueluche"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p class=\"artigo__subtitulo\" style=\"text-align: center;\"><em>Crian\u00e7as, gestantes e profissionais devem se vacinar<\/em><\/p>\n<p>Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 430 casos de coqueluche, o maior n\u00famero desde 2013, quando foram confirmados 517 casos. O Estado tamb\u00e9m voltou a registrar no ano passado um \u00f3bito da doen\u00e7a, o que n\u00e3o acontecia desde 2017, ano em que foram registradas tr\u00eas mortes. Em 2025, j\u00e1 foram confirmados 75 casos de coqueluche e, entre eles, um \u00f3bito.<\/p>\n<p>A principal medida de preven\u00e7\u00e3o contra coqueluche \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. O calend\u00e1rio vacinal preconizado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade \u00e9 de tr\u00eas doses com a vacina pentavalente (aos dois, quatro e seis meses de idade), um refor\u00e7o aos 15 meses e um segundo refor\u00e7o aos quatro anos com a tr\u00edplice bacteriana, que pode ser aplicada at\u00e9 os sete anos incompletos.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia utilizada na preven\u00e7\u00e3o da coqueluche \u00e9 vacinar todas as gestantes com a vacina tr\u00edplice bacteriana acelular tipo adulto (dTpa). Essa vacina deve ser administrada a cada gesta\u00e7\u00e3o, a partir da 20\u00aa semana at\u00e9, preferencialmente, 20 dias antes da data prov\u00e1vel do parto. \u00a0<\/p>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 indicada para profissionais e estagi\u00e1rios da \u00e1rea da sa\u00fade que atuam em servi\u00e7os p\u00fablicos e privados, ambulatorial e hospitalar, nas \u00e1reas de ginecologia e obstetr\u00edcia, parto e p\u00f3s-parto, ber\u00e7\u00e1rios e pediatria. A imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 indicada ainda para parteiras tradicionais, doulas e trabalhadores de creches e ber\u00e7\u00e1rios que atendem a crian\u00e7as de at\u00e9 quatro anos. \u00a0<\/p>\n<p><strong>Aumento de casos no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil em 2024 foram registrados 28 \u00f3bitos por coqueluche e mais de 7,1 mil casos, o maior n\u00famero de casos desde 2014. Em 2025 (com dados atualizados at\u00e9 7 de fevereiro), s\u00e3o 311 casos confirmados e tr\u00eas \u00f3bitos, um no Rio Grande do Sul e dois em Minas Gerais. Os dados nacionais podem ser consultados no\u00a0<a href=\"https:\/\/app.powerbi.com\/view?r=eyJrIjoiYTU3MmI5ZjItYmMyNC00ZTVjLTk2ZTItNWZlMjUxNDQwZmVlIiwidCI6IjlhNTU0YWQzLWI1MmItNDg2Mi1hMzZmLTg0ZDg5MWU1YzcwNSJ9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>painel do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p><strong>Perfil dos casos<\/strong><\/p>\n<p>A faixa et\u00e1ria formada por crian\u00e7as menores de um ano de idade representou 24% dos casos de coqueluche no Rio Grande do Sul em 2024. Muitas crian\u00e7as nessa idade ainda n\u00e3o tem o esquema vacinal completo. O \u00f3bito registrado no Estado em 2024 foi de uma crian\u00e7a nessa faixa et\u00e1ria e residente em Camaqu\u00e3. \u00a0<\/p>\n<p>Pr\u00e9-adolescentes, entre 10 e 14 anos, representaram 22,59% dos casos, sendo a segunda faixa et\u00e1ria mais frequente. O \u00f3bito de 2025 \u00e9 de um adolescente de 15 anos, que possu\u00eda outras comorbidades, morador de Horizontina. \u00a0<\/p>\n<p><strong>Coqueluche \u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A coqueluche \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria, transmiss\u00edvel e causada por uma bact\u00e9ria, a Bordetella Pertussis. Sua principal caracter\u00edstica s\u00e3o crises de tosse seca. Pode atingir, tamb\u00e9m, traqueia e br\u00f4nquios.<\/p>\n<p>A transmiss\u00e3o da coqueluche ocorre, principalmente, pelo contato com a pessoa doente, por meio de got\u00edculas eliminadas por tosse, espirro ou at\u00e9 mesmo ao falar. O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o, ou seja, o tempo que os sintomas come\u00e7am a aparecer desde o momento da infec\u00e7\u00e3o, \u00e9 de, em m\u00e9dia, 5 a 10 dias podendo variar de 4 a 21 dias e, raramente, at\u00e9 42 dias.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico da coqueluche em est\u00e1gios iniciais \u00e9 dif\u00edcil, uma vez que os sintomas podem parecer como resfriado ou at\u00e9 mesmo outras doen\u00e7as respirat\u00f3rias. A tosse seca \u00e9 um forte indicativo da coqueluche, mas para confirmar o diagn\u00f3stico o m\u00e9dico pode pedir outros exames, como a coleta da secre\u00e7\u00e3o da nasofaringe para t\u00e9cnica de rea\u00e7\u00e3o em cadeia de polimerase (PCR) ou cultura da bact\u00e9ria, hemograma e raio-x de t\u00f3rax.<\/p>\n<h3><strong>S\u00e9rie hist\u00f3rica de dados de coqueluche no RS, 1999 - 2025*<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Ano \u2013 casos confirmados \/ \u00f3bitos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>1999 \u2013 3 \/ 1<\/li>\n<li>2000 \u2013 4 \/ 0<\/li>\n<li>2001 \u2013 42 \/ 0<\/li>\n<li>2002 \u2013 60 \/ 0<\/li>\n<li>2003 \u2013 92 \/ 4<\/li>\n<li>2004 \u2013 276 \/ 5<\/li>\n<li>2005 \u2013 191 \/ 5<\/li>\n<li>2006 \u2013 113 \/ 2<\/li>\n<li>2007 \u2013 129 \/ 0<\/li>\n<li>2008 \u2013 207 \/ 1<\/li>\n<li>2009 \u2013 128 \/ 0<\/li>\n<li>2010 \u2013 106 \/ 0<\/li>\n<li>2011 \u2013 150 \/ 2<\/li>\n<li>2012 \u2013 772 \/ 10<\/li>\n<li>2013 \u2013 517 \/ 2<\/li>\n<li>2014 \u2013 260 \/ 1<\/li>\n<li>2015 \u2013 127 \/ 0<\/li>\n<li>2016 \u2013 111 \/ 2<\/li>\n<li>2017 \u2013 318 \/ 3<\/li>\n<li>2018 \u2013 167 \/ 0<\/li>\n<li>2019 \u2013 65 \/ 0<\/li>\n<li>2020 \u2013 11 \/ 0<\/li>\n<li>2021 \u2013 11 \/ 0<\/li>\n<li>2022 \u2013 37 \/ 0<\/li>\n<li>2023 \u2013 22 \/ 0<\/li>\n<li>2024 \u2013 430 \/ 1<\/li>\n<li>2025* \u2013 75 \/ 1<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fonte: 1999 a 2006 \u2013 NEP e 2007 a 2025-Sinan\/Cevs\/SES-RS. Dados sujeitos a altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>*2025 - at\u00e9 Semana Epidemiol\u00f3gica 08 \u2013 22\/2\/25<\/em><\/p>\n<p><strong>Faixa et\u00e1ria dos casos confirmados em 2024 no RS<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Menores 6 meses - 15,06%<\/li>\n<li>Maiores de 6 meses e menores de 1 ano - 8,94%<\/li>\n<li>Menores 1 ano - 24%<\/li>\n<li>1-4 anos - 12%<\/li>\n<li>4-9 anos - 11,29%<\/li>\n<li>10-14 anos - 22,59%<\/li>\n<li>15-19 anos - 8,00%<\/li>\n<li>20-29 anos - 4,71%<\/li>\n<li>30-39 anos - 5,18%<\/li>\n<li>40-49 anos - 4,47%<\/li>\n<li>50-59 anos - 4,24%<\/li>\n<li>60-69 anos - 2,59%<\/li>\n<li>70-79 anos - 0,71%<\/li>\n<li>80-89 anos - 0,24%\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Texto: Jos\u00e9 Lu\u00eds Zasso\/Ascom SES | Edi\u00e7\u00e3o: Secom<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crian\u00e7as, gestantes e profissionais devem se vacinar Em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 430 casos de coqueluche, o maior n\u00famero desde 2013, quando foram confirmados 517 casos. 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