{"id":72749,"date":"2025-03-21T10:10:29","date_gmt":"2025-03-21T13:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=72749"},"modified":"2025-03-21T10:10:31","modified_gmt":"2025-03-21T13:10:31","slug":"colheita-do-arroz-avanca-no-rio-grande-do-sul-mas-precos-preocupam-produtores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/colheita-do-arroz-avanca-no-rio-grande-do-sul-mas-precos-preocupam-produtores\/","title":{"rendered":"Colheita do arroz avan\u00e7a no Rio Grande do Sul mas pre\u00e7os preocupam produtores"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Com metade da \u00e1rea colhida, Federarroz alerta para desafios do mercado e impactos da estiagem<\/em><\/p>\n<p>A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 50% da \u00e1rea plantada, com forte concentra\u00e7\u00e3o dos trabalhos devido ao aumento da capacidade operacional das lavouras. A Fronteira Oeste, maior regi\u00e3o produtora do Estado, dever\u00e1 praticamente concluir essa etapa at\u00e9 o final de mar\u00e7o, segundo aponta a Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).<\/p>\n<p>De acordo com a entidade, a produtividade \u00e9 satisfat\u00f3ria e indica uma safra dentro da normalidade at\u00e9 o momento, com alguns poucos produtores ultrapassando m\u00e9dias hist\u00f3ricas. O clima favoreceu a Fronteira Oeste, permitindo o recolhimento dos gr\u00e3os com plantas em p\u00e9, diferentemente do Litoral, onde lavouras acamadas dificultam os trabalhos. No entanto, a qualidade dos gr\u00e3os na Fronteira Oeste tem sido impactada pela forte onda de calor registrada em janeiro e fevereiro, resultando na redu\u00e7\u00e3o da quantidade de gr\u00e3os inteiros na \u00faltima semana.<\/p>\n<p>A Federarroz tamb\u00e9m destaca a preocupa\u00e7\u00e3o com os pre\u00e7os praticados no mercado nacional. Conforme a entidade, a press\u00e3o veio da queda antecipada dos valores do gr\u00e3o, reflexo dos leil\u00f5es da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que desequilibraram o mercado. Atualmente, o valor pago ao produtor encontra-se no ponto de equil\u00edbrio na m\u00e9dia do Estado, mas em diversas regi\u00f5es n\u00e3o cobre os custos de produ\u00e7\u00e3o, conforme tabela da Conab, que desconsidera a deprecia\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rio e rubricas de m\u00e3o de obra terceirizada.<\/p>\n<p>Se, por um lado, os produtores enfrentam dificuldades, para o consumidor brasileiro a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel. A Federarroz aponta que o Brasil est\u00e1 entre os 14 pa\u00edses com os menores pre\u00e7os de arroz no mundo, segundo o levantamento Price Rankings Numbeo. Diferente do Brasil, a maioria dos pa\u00edses da lista, como Vietn\u00e3, China, \u00cdndia e Bangladesh, aplicam subs\u00eddios diretos na produ\u00e7\u00e3o. No continente americano, apenas Brasil e Paraguai aparecem no ranking. Atualmente, o arroz est\u00e1 entre R$ 5,00 e R$ 6,00 por quilo na g\u00f4ndola, sendo uma das prote\u00ednas mais acess\u00edveis. Segundo a Federarroz,<em> \u201cn\u00e3o h\u00e1 alimento mais barato do que o arroz, que, com \u00e1gua e sal, transforma-se em uma refei\u00e7\u00e3o de menos de R$ 0,60 por prato\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Outro fator que influencia o cen\u00e1rio \u00e9 a estiagem que atinge o Estado. De acordo com a Federarroz, as regi\u00f5es arrozeiras que tamb\u00e9m cultivam soja conseguiram minimizar os impactos financeiros, j\u00e1 que a soja surge como alternativa para cobrir despesas como transporte, combust\u00edvel e energia el\u00e9trica. A exce\u00e7\u00e3o fica por conta da Depress\u00e3o Central, que enfrenta dificuldades mais severas.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o da entidade tamb\u00e9m se estende para os 50% da lavoura que ainda n\u00e3o foi colhida, o que inclui 100 mil hectares plantados fora do per\u00edodo ideal e sem seguro agr\u00edcola, representando mais de 10% da \u00e1rea total do Estado. A Federarroz alerta que, caso os pre\u00e7os do arroz permane\u00e7am nos patamares atuais, muitos produtores podem enfrentar dificuldades financeiras severas, comprometendo at\u00e9 mesmo o plantio da pr\u00f3xima safra.<\/p>\n<p>Apesar das adversidades, a entidade destaca a resili\u00eancia dos produtores ga\u00fachos, que conseguiram manter o abastecimento do mercado interno, exportar para diversos pa\u00edses e colher uma safra satisfat\u00f3ria. A entidade tamb\u00e9m refor\u00e7a que, mesmo com custos mais elevados e desafios como o ICMS e as taxas de juros, o setor segue competitivo e \u00e9 refer\u00eancia global na produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>AgroEffective | Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) | <span style=\"font-size: revert; color: initial;\">Foto: Paulo Rossi\/Divulga\u00e7\u00e3o |\u00a0<\/span>Texto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com metade da \u00e1rea colhida, Federarroz alerta para desafios do mercado e impactos da estiagem A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 50% da \u00e1rea plantada, com forte concentra\u00e7\u00e3o dos trabalhos devido ao aumento da capacidade operacional das lavouras. 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