{"id":72921,"date":"2025-03-27T10:11:35","date_gmt":"2025-03-27T13:11:35","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=72921"},"modified":"2025-03-27T10:11:37","modified_gmt":"2025-03-27T13:11:37","slug":"legislacao-sobre-carbono-abre-caminho-para-protagonismo-do-agro-no-mercado-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/legislacao-sobre-carbono-abre-caminho-para-protagonismo-do-agro-no-mercado-sustentavel\/","title":{"rendered":"Legisla\u00e7\u00e3o sobre carbono abre caminho para protagonismo do agro no mercado sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Lei 15.042 que regulamentou o com\u00e9rcio de emiss\u00f5es vem criando novas oportunidades para os produtores rurais<\/em><\/p>\n<p>O ano de 2025 marca o in\u00edcio de uma nova etapa para o mercado de carbono no Brasil. A san\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 15.042\/2024 oficializou o Sistema Brasileiro de Com\u00e9rcio de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SBCE), estabelecendo uma estrutura para o mercado regulado de carbono e consolidando as pr\u00e1ticas j\u00e1 existentes no setor volunt\u00e1rio. Para o agro, o novo cen\u00e1rio representa uma oportunidade de protagonismo, mesmo com a exclus\u00e3o do setor prim\u00e1rio da obrigatoriedade inicial.<\/p>\n<p>O gerente de Sustentabilidade da SIA Brasil, Gustavo Heissler, avalia que o avan\u00e7o da regulamenta\u00e7\u00e3o representa um novo ciclo para o pa\u00eds. <em>\u201cA nova lei traz mais seguran\u00e7a jur\u00eddica e organiza\u00e7\u00e3o para o mercado, que antes era dominado pela informalidade e pela falta de padroniza\u00e7\u00e3o. O agro n\u00e3o est\u00e1 fora do processo. Pelo contr\u00e1rio, essa regulamenta\u00e7\u00e3o cria uma porta de entrada organizada para que o produtor rural ingresse no mercado volunt\u00e1rio com potencial de gerar receita a partir da sustentabilidade<\/em>\u201d, afirma.<\/p>\n<p>De acordo com o texto sancionado, as empresas que emitirem acima de 10 mil toneladas de CO\u2082 equivalente por ano \u2014 como ind\u00fastrias, transportadoras e grandes fornecedores de energia \u2014 passam a ter obriga\u00e7\u00e3o de monitorar e reportar suas emiss\u00f5es. Ainda que o setor agropecu\u00e1rio prim\u00e1rio esteja isento nesta primeira fase, a expectativa \u00e9 de crescente integra\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que as cadeias de produ\u00e7\u00e3o se ajustem \u00e0s novas exig\u00eancias de sustentabilidade. <em>\u201cA produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ficou de fora do sistema regulado neste primeiro momento, mas isso n\u00e3o significa aus\u00eancia de impacto. A agroind\u00fastria, por exemplo, pode ser inclu\u00edda, e isso deve refletir em custos indiretos aos produtores, como fertilizantes e transporte. Por isso, estar atento e bem informado \u00e9 essencial\u201d<\/em>, observa Heissler.<\/p>\n<p>O especialista tamb\u00e9m ressalta as oportunidades concretas para o setor. Iniciativas como o plantio direto, a Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (ILPF) e o manejo sustent\u00e1vel do solo s\u00e3o pr\u00e1ticas pass\u00edveis de gerar cr\u00e9ditos de carbono. \u201c<em>Propriedades com balan\u00e7o negativo de emiss\u00f5es \u2014 ou seja, que sequestram mais carbono do que emitem \u2014 podem participar do mercado volunt\u00e1rio e vender esses cr\u00e9ditos, diversificando a renda e elevando a competitividade do neg\u00f3cio<\/em>\u201d, explica.<\/p>\n<p>A nova regulamenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve fomentar parcerias entre produtores rurais, empresas, cooperativas e prestadores de servi\u00e7os t\u00e9cnicos especializados. Heissler refor\u00e7a que a ades\u00e3o ao mercado de carbono deve ser feita de forma criteriosa. \u201c<em>\u00c9 preciso cautela e orienta\u00e7\u00e3o. Ainda h\u00e1 desinforma\u00e7\u00e3o circulando e promessas de ganhos irreais. O produtor precisa se cercar de profissionais preparados para que a entrada nesse mercado seja estrat\u00e9gica e vantajosa.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o das regras e da press\u00e3o internacional por cadeias produtivas mais sustent\u00e1veis, a tend\u00eancia \u00e9 que o agro ganhe ainda mais protagonismo na agenda clim\u00e1tica e ambiental. <em>\u201cA sustentabilidade hoje n\u00e3o \u00e9 apenas uma exig\u00eancia legal ou reputacional. Ela est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 rentabilidade e \u00e0 viabilidade econ\u00f4mica das propriedades\u201d<\/em>, conclui o gerente da SIA.<\/p>\n<p>Para Heissler, o momento \u00e9 ideal para o produtor rural buscar conhecimento, avaliar sua propriedade e identificar pr\u00e1ticas que podem gerar resultados tanto ambientais quanto econ\u00f4micos. O mercado de carbono, antes distante da realidade do campo, agora se apresenta como uma nova fronteira de valoriza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>GOV RS | Foto: Armindo Barth Neto\/Divulga\u00e7\u00e3o | Texto: Nestor Tipa J\u00fanior\/AgroEffective<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lei 15.042 que regulamentou o com\u00e9rcio de emiss\u00f5es vem criando novas oportunidades para os produtores rurais O ano de 2025 marca o in\u00edcio de uma nova etapa para o mercado de carbono no Brasil. 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