{"id":74421,"date":"2025-05-20T11:25:52","date_gmt":"2025-05-20T14:25:52","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=74421"},"modified":"2025-05-20T11:25:54","modified_gmt":"2025-05-20T14:25:54","slug":"reforma-tributaria-deve-gerar-incremento-de-195-no-pib-da-industria-da-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/reforma-tributaria-deve-gerar-incremento-de-195-no-pib-da-industria-da-construcao-civil\/","title":{"rendered":"Reforma tribut\u00e1ria deve gerar incremento de 19,5% no PIB da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Em evento promovido pelo Sistema FIERGS, especialistas apontaram ganhos e desafios do segmento com a nova legisla\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><br \/>A reforma tribut\u00e1ria deve provocar incremento adicional de 19,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil em 15 anos. Para a ind\u00fastria em geral, o ganho \u00e9 estimado em 16,6%, de acordo com a proje\u00e7\u00e3o calculada pela Universidade Federal de Minas Gerais. Esse crescimento ocorre, principalmente, pela redu\u00e7\u00e3o no custo de investimentos, apontaram os palestrantes do semin\u00e1rio Impactos da Reforma Tribut\u00e1ria na Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o, promovido pelo Sistema FIERGS nesta segunda-feira (19), em Porto Alegre.<\/p>\n<p>\u201c<em>\u00c9 uma mudan\u00e7a de conceito para a ind\u00fastria\u201d,<\/em> resumiu o superintendente de Economia da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Mario Sergio Carraro Telles. Segundo o economista, a reforma tribut\u00e1ria aprovada no final do ano passado estimula o crescimento econ\u00f4mico, favorecendo o fim das distor\u00e7\u00f5es nas decis\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o resultantes da cumulatividade, a melhor aloca\u00e7\u00e3o dos recursos produtivos na economia, gerando cadeias produtivas e empresas organizadas com maior efici\u00eancia.<\/p>\n<p>O coordenador do Conselho da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (Consic) do Sistema FIERGS e vice-presidente da entidade, Claudio Teitelbaum, ressaltou que a reforma \u00e9 um dos maiores processos de transforma\u00e7\u00e3o do sistema brasileiro em d\u00e9cadas. \u201c<em>As mudan\u00e7as legislativas aprovadas impactam diretamente a forma como as empresas operam, planejam e investem, especialmente em setores intensivos de m\u00e3o de obra, com estruturas complexas e margens pressionadas, como \u00e9 o caso da constru\u00e7\u00e3o civil, que tem um papel essencial na economia. Geramos milh\u00f5es de empregos e movimentamos uma vasta cadeia produtiva\u201d<\/em>, salientou.<\/p>\n<p>Entre as principais altera\u00e7\u00f5es est\u00e1 a unifica\u00e7\u00e3o dos tributos, como ICMS, PIS e Cofins para um \u00fanico Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que prev\u00ea sua transi\u00e7\u00e3o em oito anos para o novo sistema. A reforma, que come\u00e7a em fase de teste em 2026, projeta conclus\u00e3o para 2033. \u201c<em>Essa mudan\u00e7a ocorre gradativamente at\u00e9 que, em 2033, tenhamos a reforma plenamente em vigor. Os efeitos sobre a constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m v\u00e3o ser gradativos, \u00e0 medida que toda essa transi\u00e7\u00e3o for acontecendo<\/em>\u201d, apontou Telles.<\/p>\n<p>Segundo o economista da CNI, os fornecedores da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o pagam o ICMS, enquanto o setor da constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 tributado pelo ISS. Os dois impostos n\u00e3o se comunicam nem convergem entre si. \u201c<em>Esse fato faz com que a constru\u00e7\u00e3o se organize, de certa forma, de maneira menos industrializada. A partir do momento em que a constru\u00e7\u00e3o e os seus fornecedores estiverem no mesmo sistema tribut\u00e1rio, o imposto que o fornecedor pagou vai poder ser usado como cr\u00e9dito pelo setor da constru\u00e7\u00e3o. Isso permite que a constru\u00e7\u00e3o possa se industrializar, ser mais produtiva, oferecer pre\u00e7os menores e construir com mais qualidade<\/em>\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>Esse ponto foi ressaltado pela diretora de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais do Sistema FIERGS, Ana Paula Werlang. <em>\u201cEstamos atravessando uma transforma\u00e7\u00e3o profunda do sistema tribut\u00e1rio brasileiro e sabendo que essas mudan\u00e7as ter\u00e3o efeito significativo sobre o ambiente de neg\u00f3cio, especialmente o setor complexo e intensivo em m\u00e3o de obra, como \u00e9 o caso da constru\u00e7\u00e3o civil\u201d<\/em>, disse, ressaltando o momento de reconstru\u00e7\u00e3o pelo qual passa o Rio Grande do Sul. \u201c<em>Eventos como esse, materializam a nossa miss\u00e3o de representar com prop\u00f3sito mais 52 mil ind\u00fastrias ga\u00fachas, atuando incansavelmente pela competitividade do setor e pelo desenvolvimento e reconstru\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do Rio Grande do Sul.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Para o advogado e vice-presidente da \u00c1rea Jur\u00eddica da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (CBIC), Fernando Guedes, as empresas devem se preparar para as mudan\u00e7as que s\u00e3o significativas para o setor. \u201c<em>Precisam ser feitas adapta\u00e7\u00f5es de pessoal, sistemas, processos, de c\u00e1lculo e precifica\u00e7\u00e3o; e isso tudo tem de ser visto agora, porque no setor da produ\u00e7\u00e3o, o produto \u00e9 de matura\u00e7\u00e3o longa. Planejamos hoje para come\u00e7ar a construir daqui um, dois anos, vender daqui a tr\u00eas ou cinco anos. Nesse per\u00edodo h\u00e1 impactos que t\u00eam que ser definidos e avaliados desde j\u00e1 pelas empresas\u201d<\/em>, destacou. Guedes apontou que cerca de 220 mil empresas e aproximadamente 3 milh\u00f5es de trabalhadores do setor ser\u00e3o impactados pela reforma no Brasil.<\/p>\n<p>No encerramento, foi realizada uma mesa de debates com os convidados, que tamb\u00e9m contou com a participa\u00e7\u00e3o do coordenador do Conselho T\u00e9cnico de Assuntos Tribut\u00e1rios, Legais e C\u00edveis (Contec), Rafael Sacchi. O evento foi promovido pelo Sistema FIERGS, por meio do Consic e do Contec, em parceria com a CBIC e apoio da CNI.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Sistema FIERGS | Comunica\u00e7\u00e3o - Ger\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional | Fotos: Dudu Leal<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em evento promovido pelo Sistema FIERGS, especialistas apontaram ganhos e desafios do segmento com a nova legisla\u00e7\u00e3o A reforma tribut\u00e1ria deve provocar incremento adicional de 19,5% no Produto Interno Bruto (PIB) da ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil em 15 anos. 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