{"id":74816,"date":"2025-06-03T11:13:51","date_gmt":"2025-06-03T14:13:51","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=74816"},"modified":"2025-06-03T11:13:53","modified_gmt":"2025-06-03T14:13:53","slug":"seu-filho-nao-come-e-agora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/seu-filho-nao-come-e-agora\/","title":{"rendered":"Seu filho n\u00e3o come. E agora?"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul aborda estrat\u00e9gias para melhorar a alimenta\u00e7\u00e3o infantil<\/em><\/p>\n<p>A recusa alimentar \u00e9 uma das queixas mais comuns nos consult\u00f3rios pedi\u00e1tricos. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) destaca a import\u00e2ncia de uma abordagem integral para entender e tratar as causas dessa dificuldade. Para o pediatra Silvio Baptista, \u00e9 essencial considerar n\u00e3o apenas os aspectos nutricionais, mas tamb\u00e9m o contexto familiar e o hist\u00f3rico de sa\u00fade da crian\u00e7a.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-74818 alignleft\" src=\"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/71-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/71-400x300.jpg 400w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/71-768x576.jpg 768w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/71-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/71-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/>Estatisticamente 25% das queixas \u201cmeu filho n\u00e3o come\u201d se traduzem por dificuldades alimentares, podendo o restante ser uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada da fam\u00edlia, quando as crian\u00e7as n\u00e3o ingerem a qualidade ou volume alimentar desejado pelos pais. Tamb\u00e9m podem ser resultado da fase de desenvolvimento das crian\u00e7as ou do intercurso de doen\u00e7as infantis benignas que apresentam diminui\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria do apetite.<br \/><br \/>\u201c<em>\u00c9 preciso entender todo o hist\u00f3rico dela. Por isso, come\u00e7amos pela hist\u00f3ria mais completa poss\u00edvel (anamnese) prestando aten\u00e7\u00e3o a detalhes como o per\u00edodo gestacional, a amamenta\u00e7\u00e3o e a introdu\u00e7\u00e3o alimentar. Tamb\u00e9m \u00e9 importante ver quando a queixa come\u00e7ou, se tem per\u00edodos de piora ou melhora, e como a fam\u00edlia percebe a situa\u00e7\u00e3o, o que a crian\u00e7a come com um hist\u00f3rico de pelo menos 1 semana, quem prepara a alimenta\u00e7\u00e3o, qual a facilidade da fam\u00edlia a aquisi\u00e7\u00e3o de alimentos, quantas crian\u00e7as na fam\u00edlia e se tiveram\/t\u00eam algum problema alimentar, alergias ou intoler\u00e2ncias alimentares Em seguida, se faz o exame f\u00edsico completo buscando sinais que possam revelar algo importante\u201d<\/em>, bem como investigar o crescimento de peso e estatura da crian\u00e7a, comparando com as m\u00e9dias populacionais e padr\u00e3o familiar; explica.<br \/><br \/><strong>A import\u00e2ncia dos nutrientes na sa\u00fade infantil<\/strong><br \/><br \/>A alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma atividade complexa que envolve a parte social, de desenvolvimento, e da nutri\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Os nutrientes podem ser divididos em Macronutientes (carboidratos, prote\u00ednas e gorduras) e Micronutrientes (Vitaminas e minerais), que, numa dieta balanceada e saud\u00e1vel, deve prover as necessidades metab\u00f3licas das crian\u00e7as.<br \/><br \/>A defici\u00eancia de alguns nutrientes podem levar as mais diversas consequ\u00eancias, desde falta de desenvolvimento, altera\u00e7\u00e3o de pele, unhas e cabelos; at\u00e9 infec\u00e7\u00f5es de repeti\u00e7\u00e3o. Alguns micronutrientes s\u00e3o muito marcantes quando deficientes no organismo das crian\u00e7as, como ferro, c\u00e1lcio, vitaminas do complexo B e vitamina D. Todos os micronutrientes e macronutrientes s\u00e3o importantes, mas n\u00e3o existem evid\u00eancias de que a administra\u00e7\u00e3o indiscriminada de vitaminas e minerais traga algum benef\u00edcio, pelo contr\u00e1rio, pode trazer sobrecarga para o rim, por exemplo, ou toxicidade pelo ferro.<br \/><br \/>Algumas defici\u00eancias de micronutrientes podem tamb\u00e9m levar a altera\u00e7\u00f5es de paladar e sua diminui\u00e7\u00e3o, bem como infec\u00e7\u00f5es de repeti\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00f5es que devem ser investigadas e tratadas, quando necess\u00e1rio, pelo pediatra.<br \/><br \/><strong>Entendendo as fases alimentares na inf\u00e2ncia<\/strong><br \/><br \/>Entre os 18 e 24 meses, por exemplo, muitas crian\u00e7as passam por uma fase conhecida como neofobia alimentar em que rejeitam novos sabores e texturas. Segundo o m\u00e9dico, isso \u00e9 natural e precisa ser explicado aos pais: a velocidade de ganho de peso e estatura nessa fase diminui, ent\u00e3o \u00e9 comum que a crian\u00e7a que antes comia bem comece a reduzir a quantidade ingerida.<br \/><br \/>Al\u00e9m disso, h\u00e1 crian\u00e7as seletivas que simplesmente n\u00e3o gostam de certos alimentos, como aquelas que rejeitam \u201cverdinho\u201d no prato, por exemplo. Isso n\u00e3o \u00e9 necessariamente um problema e faz parte das prefer\u00eancias individuais.<br \/><br \/><em>\u201cQuando a seletividade \u00e9 extrema, prolongada e combinada com outros comportamentos sensoriais, como avers\u00e3o ao toque, ao barulho, precisamos observar com mais aten\u00e7\u00e3o, pois isso pode estar relacionado a quest\u00f5es do desenvolvimento ou comportamentais\u201d<\/em>, afirma o especialista. <br \/><br \/>J\u00e1 os casos mais graves, de fobia alimentar, exigem uma abordagem mais especializada, com apoio multidisciplinar para recuperar esses est\u00e1gios. <br \/><br \/><strong>O impacto do estilo parental na alimenta\u00e7\u00e3o infantil<\/strong><br \/><br \/>O comportamento dos pais e cuidadores \u00e9 fundamental para a forma\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos alimentares das crian\u00e7as. Existem aqueles que conseguem interpretar bem os sinais de fome dos filhos, oferecendo comida no momento certo, sem press\u00e3o, e geralmente n\u00e3o enfrentam problemas nesse aspecto.<br \/><br \/>Por outro lado, h\u00e1 os pais controladores, que for\u00e7am a crian\u00e7a a comer tudo no prato, sem respeitar seus sinais de saciedade. Esses costumam usar chantagem, press\u00e3o ou recompensas, criando uma rela\u00e7\u00e3o tensa com a comida que pode resultar tanto em sobrepeso quanto em rejei\u00e7\u00e3o alimentar.<br \/><br \/>Tamb\u00e9m temos os pais ansiosos, que correm atr\u00e1s dos filhos com o prato, permitindo que a crian\u00e7a coma sem rotina, na sala em alguns momentos ou no quarto, prejudicando o desenvolvimento de h\u00e1bitos alimentares saud\u00e1veis.<br \/><br \/>E, por fim, h\u00e1 os pais negligentes \u2013 aqueles que, por desist\u00eancia ou falta de envolvimento, deixam os filhos sem orienta\u00e7\u00e3o alimentar, o que pode gerar problemas dificuldade alimentar.<\/p>\n<p>A devida an\u00e1lise do tipo de comportamento parental e infantil, e suas rela\u00e7\u00f5es, d\u00e3o indicativo do diagn\u00f3stico dos dist\u00farbios\/dificuldade alimentares, e de seu manejo, que deve sempre ser individualizado, n\u00e3o tendo um mesmo tipo de tratamento para todos.<br \/><br \/><strong>Sobre a Sociedade de Pediatria do RS<\/strong><\/p>\n<p>A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de m\u00e9dicos precursores da forma\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o esp\u00edrito de seus idealizadores, que, preocupados com os avan\u00e7os da \u00e1rea m\u00e9dica e da pr\u00f3pria especialidade, uniram esfor\u00e7os na constru\u00e7\u00e3o de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento espec\u00edfico da popula\u00e7\u00e3o infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 s\u00f3cios, e se constitui em orgulho para a classe m\u00e9dica brasileira e, em especial, para a fam\u00edlia pedi\u00e1trica.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>PlayPress | SPRS - Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul | Reda\u00e7\u00e3o e foto: Marcelo Matusiak<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul aborda estrat\u00e9gias para melhorar a alimenta\u00e7\u00e3o infantil A recusa alimentar \u00e9 uma das queixas mais comuns nos consult\u00f3rios pedi\u00e1tricos. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) destaca a import\u00e2ncia de uma abordagem integral para entender e tratar as causas dessa dificuldade. Para o pediatra [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":74817,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-74816","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74816"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74819,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74816\/revisions\/74819"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74817"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}