{"id":75692,"date":"2025-07-04T15:54:20","date_gmt":"2025-07-04T18:54:20","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=75692"},"modified":"2025-07-04T15:54:22","modified_gmt":"2025-07-04T18:54:22","slug":"fiergs-propoe-reducao-na-tarifa-de-distribuicao-do-gas-natural-pela-sulgas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/fiergs-propoe-reducao-na-tarifa-de-distribuicao-do-gas-natural-pela-sulgas\/","title":{"rendered":"FIERGS prop\u00f5e redu\u00e7\u00e3o na tarifa de distribui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural pela Sulg\u00e1s"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><em>Proposta est\u00e1 baseada em estudo com oito argumentos, entregue \u00e0 ag\u00eancia reguladora ga\u00facha. Entidade tamb\u00e9m questiona o plano de investimentos da Sulg\u00e1s, empresa que det\u00e9m o monop\u00f3lio da distribui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural no RS, e defende que o Estado deve se mobilizar para aumentar a estagnada oferta do insumo<\/em><\/p>\n<p><br \/><br \/>A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), que representa 52 mil ind\u00fastrias no Estado, defende um valor \u201cjusto e competitivo\u201d para a tarifa de distribui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural no Rio Grande do Sul. A proposta da entidade, apresentada \u00e0 Ag\u00eancia Estadual de Regula\u00e7\u00e3o dos Servi\u00e7os P\u00fablicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), \u00e9 de R$ 0,3541 por metro c\u00fabico, uma redu\u00e7\u00e3o frente aos R$ 0,5041 cobrados atualmente.<\/p>\n<p>A revis\u00e3o anual da tarifa est\u00e1 em an\u00e1lise na Agergs, que sinalizou um valor em torno de R$ 0,6081. A Sulg\u00e1s prop\u00f4s R$ 0,6705. A diferen\u00e7a entre os valores sugeridos por FIERGS e Agergs representa R$ 183,13 milh\u00f5es em custo para os consumidores de g\u00e1s natural no estado. A proposta da empresa monopolista colocaria o g\u00e1s fornecido a consumidores industriais no RS como o terceiro mais caro do Brasil. A FIERGS tem alertado que o elevado custo do insumo afeta a competitividade da ind\u00fastria ga\u00facha.<\/p>\n<p>Estudo realizado pela FIERGS e apresentado \u00e0 Agergs para justificar a redu\u00e7\u00e3o da tarifa de g\u00e1s cont\u00e9m oito pontos. Entre eles, est\u00e1 a necessidade de usar 100% (e n\u00e3o 80%) do volume real de g\u00e1s distribu\u00eddo no c\u00e1lculo dos ajustes anuais para evitar aumentos indevidos; a import\u00e2ncia de respeitar a taxa contratual de remunera\u00e7\u00e3o da concession\u00e1ria, considerando o custo real da d\u00edvida sem dupla cobran\u00e7a, especialmente nas obras em andamento; e a urg\u00eancia de auditorias para verificar os investimentos e revisar os custos operacionais projetados, garantindo que reflitam a realidade e evitando cobran\u00e7as excessivas.<\/p>\n<p>O pedido de reajuste encaminhado pela Sulg\u00e1s \u00e0 Agergs tem como base 80% do volume efetivamente vendido no ano, o que torna o metro c\u00fabico do insumo mais caro por usu\u00e1rio. A FIERGS alerta que, na corre\u00e7\u00e3o de um ano, o volume estimado abaixo do real no ano anterior deveria ser corrigido para o volume real, o que n\u00e3o ocorreu nos \u00faltimos anos. A Agergs j\u00e1 reconheceu que \u00e9 preciso corrigir essas distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201c<em>Estamos discutindo a tarifa de distribui\u00e7\u00e3o porque h\u00e1 problemas metodol\u00f3gicos que acabaram empurrando o pre\u00e7o para cima nos \u00faltimos anos. Isso precisa ser corrigido porque tem impacto na competitividade industrial\u201d<\/em>, afirma o vice-presidente e coordenador do Conselho de Infraestrutura (Coinfra) do Sistema FIERGS, Ricardo Portella.<\/p>\n<p>A Sulg\u00e1s opera ancorada em contrato com o Estado, firmado em 1994 e v\u00e1lido por 50 anos, assegurando remunera\u00e7\u00e3o baseada na Margem de Distribui\u00e7\u00e3o M\u00e9dia, que inclui uma taxa anual de 20% sobre o capital investido atualizado, Imposto de Renda, custos operacionais, overhead de 20% sobre esses custos e deprecia\u00e7\u00e3o. A FIERGS reconhece que o contrato est\u00e1 em vigor e deve ser cumprido, mas defende uma revis\u00e3o contratual, argumentando que as bases contratuais est\u00e3o entre os fatores que encarecem a tarifa.<br \/><br \/><strong>Plano de investimentos X oferta estagnada<\/strong><br \/>Apresentado em audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa na quarta-feira (2), o plano de investimentos da Sulg\u00e1s no Estado \u00e9 alvo de questionamentos da FIERGS. A entidade v\u00ea desconex\u00e3o entre a din\u00e2mica da distribui\u00e7\u00e3o e as premissas da empresa monopolista na decis\u00e3o de investimentos. \u201c<em>N\u00e3o adianta investir para supostamente aumentar a base de usu\u00e1rios se a oferta de g\u00e1s natural no Estado est\u00e1 estagnada em cerca de 2 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos por dia, sem perspectiva de eleva\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d, alerta Ricardo Portella. Segundo ele, isso acaba elevando artificialmente a tarifa, j\u00e1 que o contrato com a concession\u00e1ria monopolista \u00e9 bem generoso na remunera\u00e7\u00e3o por investimentos. \u201c<em>A prioridade n\u00e3o deve ser investir desta forma, mas sim trabalhar pelo aumento na oferta, o que deve ser feito numa mobiliza\u00e7\u00e3o de toda a sociedade ga\u00facha\u201d<\/em>, complementa o vice-presidente.<\/p>\n<p>A entidade identifica caminhos para ampliar a oferta de g\u00e1s natural a partir de op\u00e7\u00f5es como a conex\u00e3o com a Argentina, que traria o insumo at\u00e9 a regi\u00e3o metropolitana da Capital. Esta possibilidade tem sido debatida em v\u00e1rias frentes, mas requer uma mobiliza\u00e7\u00e3o melhor articulada que passa por negocia\u00e7\u00f5es com o governo federal. <em>\u201cO certo \u00e9 que, enquanto n\u00e3o houver uma op\u00e7\u00e3o real de aumento na oferta do g\u00e1s, os investimentos da empresa que det\u00e9m o monop\u00f3lio ser\u00e3o desconectados da realidade e acabar\u00e3o onerando os usu\u00e1rios\u201d,<\/em> alerta Portella. A ind\u00fastria ga\u00facha \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 70% do consumo do g\u00e1s atualmente distribu\u00eddo pela Sulg\u00e1s e, segundo a FIERGS, consumiria mais se houvesse disponibilidade do insumo.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Sistema FIERGS | Comunica\u00e7\u00e3o - Ger\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o Institucional\u00a0<\/strong><\/h6>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposta est\u00e1 baseada em estudo com oito argumentos, entregue \u00e0 ag\u00eancia reguladora ga\u00facha. 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