{"id":76173,"date":"2025-07-22T09:29:44","date_gmt":"2025-07-22T12:29:44","guid":{"rendered":"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/?p=76173"},"modified":"2025-07-22T09:29:46","modified_gmt":"2025-07-22T12:29:46","slug":"do-campo-as-redes-jovens-rurais-aprendem-a-contar-suas-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/do-campo-as-redes-jovens-rurais-aprendem-a-contar-suas-historias\/","title":{"rendered":"Do campo \u00e0s redes: jovens rurais aprendem a contar suas hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<div id=\"dslc-theme-content\"><div id=\"dslc-theme-content-inner\"><p style=\"text-align: center;\"><i data-olk-copy-source=\"MessageBody\">Enquanto o Brasil registra a menor popula\u00e7\u00e3o rural da hist\u00f3ria, jovens do Noroeste do RS fortalecem sua identidade e sua rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio com apoio do Memorial da Evolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola<\/i><\/p>\n<div>\n<p>A perman\u00eancia da juventude no campo brasileiro enfrenta desafios hist\u00f3ricos, como a desigualdade no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, cultura, conectividade e renda. Esse grupo enfrenta desafios significativos para seguir na vida rural com dignidade e perspectivas reais de desenvolvimento. De acordo com o Censo Demogr\u00e1fico 2022 do IBGE, mais de 4,3 milh\u00f5es de pessoas deixaram as zonas rurais entre 2010 e 2022.\u00a0<a title=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/41901-censo-2022-87-da-populacao-brasileira-vive-em-areas-urbanas\" href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/agencia-noticias\/2012-agencia-de-noticias\/noticias\/41901-censo-2022-87-da-populacao-brasileira-vive-em-areas-urbanas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" shape=\"rect\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"0\">Hoje, apenas 12,6% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive no meio rural, o menor \u00edndice j\u00e1 registrado.\u00a0<\/a><\/p>\n<p>Conhecendo esse cen\u00e1rio, uma iniciativa do MEA - Memorial da Evolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola, no Noroeste do Rio Grande do Sul, une educa\u00e7\u00e3o, cultura e comunica\u00e7\u00e3o para fortalecer a identidade dos jovens que vivem no campo. O maior memorial da agricultura brasileira proporcionou oficinas de fotografia, redes sociais e v\u00eddeo para alunos da Casa Familiar Rural \u2013 Filhos da Terra, em Campina das Miss\u00f5es (RS).\u00a0<\/p>\n<p>A escola de Ensino M\u00e9dio com qualifica\u00e7\u00e3o em agricultura familiar possui 85 alunos de diversos munic\u00edpios da regi\u00e3o Noroeste. Desde o primeiro ano, os estudantes constroem um projeto profissional de vida voltado para a melhoria da propriedade rural de suas fam\u00edlias. \u201c<em>Nosso diferencial \u00e9 oportunizar ao jovem o vislumbre da propriedade familiar como fonte de renda, qualidade de vida e pertencimento. A escola \u00e9 do campo e no campo<\/em>\u201d, destaca Mari\u00e9le R\u00f6pke, diretora da escola.\u00a0<\/p>\n<p>A estudante Laura Beatriz Weirick, de 18 anos, vive com a fam\u00edlia no meio rural, em uma trajet\u00f3ria marcada pela supera\u00e7\u00e3o e amor pela terra. \u201c<em>Minha fam\u00edlia sempre viveu da agricultura. A gente j\u00e1 plantou muito e hoje trabalhamos com cria\u00e7\u00e3o de gado. Quando crian\u00e7a, eu era muito ligada ao campo, mas depois me distanciei um pouco disso. Foi a escola do campo que me trouxe de volta<\/em>\u201d, afirma. Laura relata que adora estudar na Casa Familiar porque se sente acolhida e j\u00e1 faz planos para o futuro no meio rural. \u201c<em>Quero fazer faculdade de Agronomia, porque \u00e9 o sonho da minha m\u00e3e e tamb\u00e9m o meu. Mas quero continuar conectada ao campo<\/em>\u201d, destaca Laura.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-76175 aligncenter\" src=\"http:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/21-2-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/21-2-400x300.jpg 400w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/21-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/sol.fm.br\/radio\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/21-2.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><strong>Do campo para o digital: juventude que comunica sua identidade<\/strong><\/p>\n<p>Foram quatro encontros formativos com os oficineiros Luis Felippe Gabriel da Silva Vieira (fotografia), Jorge Alberto Salles (v\u00eddeo) e Ot\u00e1vio Vicari (redes sociais). As oficinas oferecidas gratuitamente pelo MEA capacitaram os jovens a criar conte\u00fados digitais sobre suas viv\u00eancias rurais, com t\u00e9cnica, criatividade e vis\u00e3o estrat\u00e9gica. <em>\u201cEles aprenderam sobre roteiro, edi\u00e7\u00e3o, algoritmo, cria\u00e7\u00e3o de pautas e gest\u00e3o de perfis. A ideia era mostrar que eles podem ser criadores de conte\u00fado e n\u00e3o apenas usu\u00e1rios passivos<\/em>\u201d, explica Ot\u00e1vio Vicari. Divididos em grupos, os estudantes criaram perfis com identidade pr\u00f3pria:\u00a0<a title=\"https:\/\/www.instagram.com\/agro_tendel\/\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/agro_tendel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" shape=\"rect\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"1\">Agro Tendel,\u00a0<\/a><a title=\"https:\/\/www.instagram.com\/tudorural_\/\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/tudorural_\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" shape=\"rect\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"2\">Tudo Rural,\u00a0<\/a><a title=\"https:\/\/www.instagram.com\/dia_a_dia_do_leite\/\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/dia_a_dia_do_leite\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" shape=\"rect\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"3\">Dia a Dia do Leite\u00a0e\u00a0<\/a><a title=\"https:\/\/www.instagram.com\/raizes_do_leite\/\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/raizes_do_leite\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" shape=\"rect\" data-auth=\"NotApplicable\" data-linkindex=\"4\">Ra\u00edzes do Leite<\/a>.<\/p>\n<p><em>\u201cCada um no grupo tinha fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas: um cuidava da fotografia, outro da edi\u00e7\u00e3o, outro da apresenta\u00e7\u00e3o, outro da escrita... Foi uma experi\u00eancia de equipe, onde cada jovem descobriu seu talento\u201d<\/em>, completa Ot\u00e1vio. Esses conte\u00fados ir\u00e3o compor a curadoria do espa\u00e7o do MEA na feira Hortigranjeiros, em Santa Rosa (RS), ampliando a visibilidade da juventude rural e suas narrativas para o p\u00fablico ga\u00facho.<\/p>\n<p>Para Mari\u00e9le R\u00f6pke, diretora da escola, a experi\u00eancia foi transformadora tanto no aspecto pedag\u00f3gico quanto emocional. \u201c<em>Com o MEA, os jovens passaram a enxergar as belezas do meio rural com mais sensibilidade. A gente trabalha muito no autom\u00e1tico e, com essa viv\u00eancia, eles puderam parar, contemplar e valorizar o que t\u00eam. Foi uma experi\u00eancia maravilhosa e inesquec\u00edvel<\/em>\u201d, destaca. Segundo ela, iniciativas como essa s\u00e3o fundamentais para que os alunos reconhe\u00e7am a pot\u00eancia de suas realidades e compreendam o campo como um espa\u00e7o de inova\u00e7\u00e3o, no qual se sintam parte ativa e integrada.<\/p>\n<p><em>\u201cAs oficinas do MEA, principalmente de fotos e v\u00eddeos, me encantaram. Aprendemos a mostrar para o mundo o que somos. Foi lindo, foi profundo. Levarei pra vida inteira<\/em>\u201d, conta Laura Beatriz Weirick, estudante da Casa Familiar. Para ela, a experi\u00eancia refor\u00e7ou o orgulho de viver no meio rural e a vontade de comunicar essa identidade com autonomia e criatividade.<\/p>\n<p><em>\u201cO trabalho com a juventude rural \u00e9 essencial para fortalecer os v\u00ednculos entre territ\u00f3rio, cultura e futuro. Quando esses jovens se enxergam como protagonistas de suas hist\u00f3rias, capazes de comunicar suas viv\u00eancias e transformar suas comunidades, toda a regi\u00e3o se beneficia<\/em>\u201d, afirma Karina Muniz, diretora do MEA. Ela complementa ainda que a\u00e7\u00f5es como essa representam um investimento direto na valoriza\u00e7\u00e3o das pessoas e na perman\u00eancia das fam\u00edlias no campo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: revert; color: initial;\">&#x200d;Todas as atividades do MEA s\u00e3o gratuitas e de classifica\u00e7\u00e3o livre.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Estacionamento exclusivo para visitantes.<\/p>\n<p>Pr\u00e9dio do Memorial: de quarta a domingo e feriados, das 9h \u00e0s 17h (entrada na exposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0s 16h30).<\/p>\n<p>\u00c1rea externa do MEA: de ter\u00e7a a domingo e feriados, das 8h \u00e0s 22h.\u00a0<\/p>\n<p aria-hidden=\"true\">\u00a0<\/p>\n<p><strong>Sobre o MEA\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O MEA - Memorial da Evolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola \u00e9 uma iniciativa do Minist\u00e9rio da Cultura e do Instituto John Deere, atrav\u00e9s da Lei Rouanet de Incentivo \u00e0 Cultura do Programa Nacional de Apoio \u00e0 Cultura (PRONAC), e tem como patrocinadores master a John Deere Brasil e SLC Agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Ocupa uma \u00e1rea de 64 mil m2 em Horizontina, no Rio Grande do Sul, proporcionando atividades de arte, cultura, educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente, esporte e lazer. De forma tecnol\u00f3gica e imersiva, o MEA conta a hist\u00f3ria da agricultura brasileira com o objetivo de provocar, trocar e produzir conhecimento em prol da sociedade e da diversidade cultural e ambiental. Todas suas atividades culturais, educativas e de bem-estar s\u00e3o oferecidas gratuitamente e de classifica\u00e7\u00e3o livre. Conta com amplo estacionamento gratuito para os visitantes.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m do espa\u00e7o da exposi\u00e7\u00e3o de longa dura\u00e7\u00e3o e das oficinas culturais e das sala multiuso, o complexo tem quadras esportivas, academia a c\u00e9u aberto, parquinhos para crian\u00e7as de at\u00e9 12 anos, amplo espa\u00e7o para pr\u00e1ticas ao ar livre, John Deere Store e a unidade Senai Horizontina (RS).<\/p>\n<hr \/>\n<h6><strong>Engaje! Comunica\u00e7\u00e3o | Fotos: MEA\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n\n\n<center><iframe loading=\"lazy\" class=\"jmvplayer\" src=\"https:\/\/player.jmvstream.com\/lvw\/YYGWo5wfZuZ8fEW7Qoq1ISwhLSEDhU\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\" frameborder=\"0\" width=\"640\" height=\"360\" ><\/iframe><\/center>\n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o Brasil registra a menor popula\u00e7\u00e3o rural da hist\u00f3ria, jovens do Noroeste do RS fortalecem sua identidade e sua rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio com apoio do Memorial da Evolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola A perman\u00eancia da juventude no campo brasileiro enfrenta desafios hist\u00f3ricos, como a desigualdade no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, cultura, conectividade e renda. 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